Arquivos da categoria: Curitiba

12
mar

8 espetáculos imperdíveis do Festival de Teatro

PI
Há 28 anos, o mês de março em Curitiba é sinônimo de correr atrás do Guia do Festival de Teatro, em busca das melhores peças para assistir durante as duas semanas em que a cidade respira artes cênicas. Sem qualquer pedantismo ou exagero, afinal são espetáculos espalhados pela capital, em praças e espaços públicos que vão além dos palcos tradicionais como Guairão, Positivo e Reitoria.

Como estudante de Jornalismo, depois repórter do jornal Metro e assessor na edição 2015, acompanho o Festival há nove anos. Para te ajudar a escolher o que assistir em meio a tantas opções, selecionei seis espetáculos da Mostra Oficial – que segue a curadoria afiada de Márcio Abreu e Guilherme Weber desde 2016 – e dois do Fringe. Temos comédias, homenagens, musicais e monólogos para todos os gostos, com entradas a partir de R$ 10.

Escolha o que mais te agrada e bom espetáculo!

PS: Para a programação completa, que inclui ainda as mostras Fringe, Risorama, Guritiba, Mish Mash e Gastronomix, acesse: https://festivaldecuritiba.com.br/

 Abujamra Presente

Definida como um recorte, uma colcha de retalhos exorbitante de alguns momentos significativos dos dez anos que Abujamra esteve a frente da Companhia Os Fodidos Privilegiados, um espetáculo feito especialmente para a programação da exposição sobre ele, “Rigor e Caos” no Sesc Ipiranga. Contém cenas de nudez.

Ficha Técnica

Direção Geral: João Fonseca

Texto: Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, Bertold Brecht, Rafael Alberti

Roteirizado por: João Fonseca

Elenco: André Abujamra, Guta Stresser e grande elenco

 Serviço

30/03 (Sábado) às 21h no Teatro Guairinha

31/03 (Domingo) às 19h no Teatro Guairinha

Elza (Musical)

Uma homenagem à cantora Elza Soares. No palco, as múltiplas facetas de Elza e as reviravoltas de sua vida são mostradas no texto de Vinicius Calderoni. Larissa Luz, Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Krystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim dão vida às músicas, cujos arranjos foram criados pelo baiano Letieres Leite. Canções como “Lama”, “O Meu Guri”, “A Carne”, “Se Acaso Você Chegasse”, entre outras, fazem parte do repertório.

Ficha Técnica

Elenco: Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacôrte, Verônica Bonfim. Atriz Convidada: Larissa Luz

Direção: Duda Maia

Texto: Vinícius Calderoni

Direção Musical: Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet

 Serviço

05/04 (Sexta) às 21h no Guairão

06/04 (Sábado) às 21h no Guairão

Navalha na Carne – Uma Homenagem a Tônia Carrero

Neusa Sueli é uma prostituta decadente e explorada por Vado. Em meio a brigas e desavenças, ela vai às ruas para ganhar dinheiro, enquanto Vado sai com outras mulheres e leva a vida sossegado.  Escrita por Plínio Marcos em plena ditadura militar, “Navalha na Carne” é contundente, visceral, violento, patético, poético e humano.  A peça foi proibida na época da ditadura militar. Tônia Carrero conseguiu a liberação e produziu, há exatos 50 anos, a montagem que entrou para a história. Essa nova NAVALHA, idealizada e protagonizada por sua neta, Luisa Thiré, é uma homenagem à ela.

Ficha Técnica

Texto: Plínio Marcos

Direção: Gustavo Wabner

Elenco: Luisa Thiré, Alex Nader e Ranieri Gonzalez

Serviço

01/04 (Segunda) às 21h no Teatro Sesc da Esquina

02/04 (Terça) às 21h no Teatro Sesc da Esquina

PI – Panorâmica Insana

Prêmio APCA de melhor espetáculo de 2018, Pi – Panorâmica insana, da diretora Bia Lessa, traça um painel irônico do mundo contemporâneo. Com Cláudia Abreu, Leandra Leal, Rodrigo Pandolfo e Luiz Henrique Nogueira, a peça discute temas como indivíduo, civilização, sexualidade, política, violência, nação, miséria, riqueza, gênero e desejo. A dramaturgia do espetáculo foi concebida a partir dos ensaios e resultou numa escritura cênica não convencional, que transita entre as artes plásticas, o teatro e a dança.

Ficha Técnica

Textos de Júlia Spadaccini, Jô Bilac e André Sant’anna, com citações de Franz Kafka e Paul Auster.

Concepção, Direção Geral e Escritura Cênica: Bia Lessa.

Elenco: Cláudia Abreu, Leandra Leal, Luiz Henrique Nogueira e Rodrigo Pandolfo.

Serviço

30/03 (Sábado) às 21h no Guairão

31/03 (Domingo) às 19h no Guairão

Recital da Onça

Solo que marca a volta de Regina Casé aos palcos teatrais depois de mais de 25 anos. Sua personagem recebeu convite de Harvard para inventar um novo formato pop para palestras sobre literatura brasileira para estudantes estrangeiros. Ela precisa ensaiar suas propostas antes da viagem, a partir de textos de nossos grandes autores. “Recital da Onça” é esse “ensaio”. A plateia tem a tarefa de ajudá-la a escolher os textos mais adequados para essa missão e a enfrentar seu pavor de aeroportos, da imigração americana e do frio congelante do inverno em Harvard.

Ficha Técnica

Criação: Hermano Vianna e Regina Casé

Direção: Estevão Ciavatta & Hamilton Vaz Pereira

Elenco: Regina Casé

Serviço

28/03 (Quinta) às 21h no Guairão

29/03 (Sexta) às 21h no Guairão

Sísifo

Sísifo.gif, primeira colaboração cênica entre Gregorio Duvivier e Vinicius Calderoni, é uma investigação de como transpor para o palco a linguagem do gif e do meme.

Ficha Técnica

Elenco: Gregório Duvivier

Direção: Vinicius Calderoni

Texto: Gregório Duvivier e Vinicius Calderoni

Direção de Produção: Andréa Alves

Serviço

06/04 (Sábado) às 21h no Teatro da Reitoria (Rua 15 de Novembro, 1299)

07/04 (Domingo) às 21h no Teatro da Reitoria (Rua 15 de Novembro, 1299)

Sherazade – Fringe

No ano em que completa 14 anos de atividades, o Grupo de Teatro do Clube Curitibano estreia o espetáculo Sherazade, inspirado no clássico As Mil e Uma Noites. Essa será a 15.ª peça elaborada e apresentada pelo Grupo, e como já é tradicional as apresentações fazem parte da mostra Fringe do Festival de Teatro de Curitiba. A estreia da peça será no dia 28 de março, dois dias após a abertura do Festival, mas ultrapassa a data oficial do evento e se estende até o dia 20 de abril. Inspirada nas histórias de “As Mil e Uma Noites”, a peça Sherazade é ambientada em um tempo imemorial e em uma Pérsia fantasiosa, onírica, mágica e misteriosa, e apoiada no romance ancestral.

Ficha Técnica

Grupo de Teatro do Clube Curitibano

Dramaturgia, Cenografia E Direção: Enéas Lour

Elenco: Adriana Villar, Alexandra Mayrhofer, Ana Mary Ribas Fortes, Carlos Valente Castro Filho, Denise Ribeiro Losso, Dulce Furtado, Enéas Lour, Judith H. Mueller, Luciana Longhi, Martina Athene Mandić e Simone Nercolini.

Serviço:

Apresentações: de 28/03 a 20/04, sempre as quintas, sextas e sábados, às 20h30 (no dia 30 de março o espetáculo será exibido às 19h30).

Local: Sede Concórdia do Clube Curitibano

Ingressos: R$ 10 – valor único.

Calígula d’Albert Camus – Fringe

Perversão moral e sexual, déspota suicída e cruel; este foi o terceiro imperador romano conhecido como Calígula (12 d.C.-41 d.C.) o qual mantinha relação incestuosa com sua irmã e era falsamente bajulado pelos senadores. Sem dúvida um dos maiores textos teatrais do sec. XX por Albert Camus (Prêmio Nobel de Literatura). Interpretado pelo ator Paulo Fermiano e grande elenco,  sob direção de Edson Buen o(Melhor Direção – Gralha Azul).

Ficha Técnica

F Studios

Direção: Edson Bueno e Paulo Fermiano

Companhia: Paulo Fermiano, Roberto Bueno, Joao Paulo Moreira, Vinícius Staub, Daphne Garcez, Antonio Barros, Gessica Ferreira, Caio Pitanga, Douglas Perez, Luan Cavalcante, Snebur Otilopih, Nalah Nascimento, Joy Marcondes, Ricardo Westphalen, Felipe Ramos, Joy Marcondes, Nalah Nascimento, Gislaine de Paula Costa, Mayumi Eguchi, Fabio Cordeiro, Mayumi Eguchi.

Serviço

05/04 (Sexta) às 21h no Teatro José Maria Santos

06/04 (Sábado) às 14h no Teatro José Maria Santos

30
abr

Em que ano estamos?

Nos últimos dias fomos surpreendidos com acontecimentos que nos causam estranheza, indignação, revolta, dúvidas, vergonha, enfim, uma série de sentimentos. O Paraná tem ganhado destaque na mídia nacional e internacional com notícias que mostram abuso de poder, descaso e perseguição. Mais uma vez nossos governantes menosprezam a classe dos professores que reivindica melhores condições de trabalho e, em troca, é recebida com violência. liberdade

Educadores que manifestaram em frente à Assembleia Legislativa foram enxotados com balas de borracha e bombas de efeito moral. O Paraná protagonizou um verdadeiro cenário de guerra contra uma classe que precisa ser valorizada. Estamos falando de educação! Uma bandeira levantada pelos políticos durante a campanha eleitoral e agora praticamente ignorada. É de educação que precisamos para garantir um Estado melhor para nossos filhos. Lamentável…

Durante as manifestações um cinegrafista da TV Bandeirantes foi mordido por um cão da polícia. Esses animais não são devidamente treinados para atacar ou não sob o comando do seu “parceiro de trabalho”, no caso o próprio policial? Quando digo animais, estou falando dos cães, viu? Embora nossos policiais e governantes tenham demonstrado atitudes irracionais também.

Mais uma vez um colega da imprensa foi vítima de agressão enquanto fazia o seu trabalho de registrar os fatos. E, por falar em imprensa, outro absurdo é a perseguição aos jornalistas da Gazeta do Povo e da RPC TV. Teve profissional que recebeu até ameaça de morte por investigar denúncias de pedofilia e corrupção na Receita Estadual do Paraná.

Afinal, em que ano estamos? A liberdade de imprensa não existe mais? Onde foi parar o respeito aos professores e a todos os cidadãos paranaenses que são vítimas de abusos da polícia e do governo? Ao acompanhar os noticiários parece que, realmente, voltamos ao século passado. Esse tipo de atitude é inaceitável para uma sociedade que busca fortalecer sua democracia e liberdade de expressão.

Aline Cambuy

21
jan

Será que vai?

arenaComo era esperado, o assunto Copa de 2014 ainda vai dar muito no que falar. A notícia fatídica é que Curitiba pode ser excluída como cidade-sede do mundial. Pois é, depois de tanto dinheiro investindo num estádio que parece estar na mesma há uns três anos, a Fifa estipulou prazo até 18 de fevereiro para definir se a bola vai rolar ou não por aqui.

A notícia não me espanta, já que desde o começo a obra faraônica parecia ser uma artimanha para levantar dinheiro público. Uma vergonha isso acontecer faltando menos de seis meses para o mundial. Na verdade, qualquer pessoa que passe em frente à Arena pode perceber que a coisa está para lá de atrasada. Não bastassem os diversos acertos de contratos e o dinheiro se esvaindo como água – as obras já ultrapassaram mais de R$ 100 milhões do valor estipulado inicialmente –, a alegação é que serão necessários mais R$ 45 milhões, pelo menos, para finalizar o estádio. Não precisa ser um gênio em finanças para perceber que tem algo de errado nesses cálculos.

Isso sem mencionar todo o dinheiro já gasto pelo município e pelo estado para obras de melhorais urbanas para receber a Copa. Além dos inúmeros transtornos na cidade com canteiros em todos os lados. Quem mora na região da Linha Verde e da Avenida das Torres sabe bem o que é isso. E ainda tem o tal do viaduto estaiado que custou uma fortuna. Afinal, vai ter alguma função diferente daquele esperado para um viaduto qualquer? O legado da Copa está muito longe de ser um benefício futuro para a população. Ficarão o legado das dividas e o rombo no orçamento público, que poderia ter investido o dinheiro em projeto mais eficazes.

Luanda Fernandes

6
ago

O empresário proativo

Muito se tem falado da necessidade de as empresas e os executivos serem proativos na comunicação. O objetivo é a melhoria do relacionamento entre mídia e empresa, além da proteção dos interesses dessa última.

A hora certa para iniciar um relacionamento com os jornalistas é quando não há problemas. O empresário deve procurar conhecer os jornalistas que cobrem sua área de responsabilidade, descobrir como pode ajudá-los com matérias e conquistar o respeito deles. Ao longo desse processo, será possível ir selecionando quem merece seu respeito.

Para ter opiniões publicadas, é preciso falar. Os repórteres precisam conseguir reportagens. Antecipar-se oferecendo uma entrevista é uma maneira de evitar que o jornalista procure outras fontes ou algum funcionário demitido, por exemplo.

Em situações críticas, parta do princípio de que a mídia deve ser sempre atendida. Por isso é importante já ter um bom grau de confiança com os jornalistas para que o empresário, ou seu assessor de imprensa, possa recebê-lo. Nem sempre, porém, é possível evitar que a má notícia seja publicada. Quando for esse o caso, é importante que o empresário selecione o repórter de sua confiança e divulgue a notícia.

O relacionamento com a imprensa condiz muito com a disponibilidade do porta-voz, além da fundamentação e profundidade das informações concedidas. Mas algumas regras gerais não podem ser esquecidas:
 não deixar o jornalista sem resposta, nem que ela seja “não possuo esta informação agora, mas posso tentar buscá-la”. Caso esta promessa seja feita, cumpra-a;
 tratar o jornalista como um cliente especial. Isso implica em atendê-lo prontamente quando uma solicitação é feita e respeitá-lo;
 lembrar que entrevistas por telefone são habituais, já que as redações estão cada dia mais enxutas e os jornalistas, com cada vez mais matérias para elaborar. Um envio posterior de e-mail com o resumo dos temas abordados durante a entrevista pode garantir que os dados concedidos sejam publicados corretamente;
 não entrar em conflito com o jornalista. O ponto de vista do porta-voz deve ser explicado e defendido, mas sem criar uma má impressão no entrevistador.

Beijos,

Karin Villatore

17
jul

A relação com o mercado de trabalho

mulher-no-mercado-de-trabalho Um artigo muito interessante da revista TPM aborda a relação das mulheres com o mercado de trabalho. Lendo eu me lembrei de outro texto que li na revista Lola que dizia, em resumo, que as pessoas, de uma forma geral, não têm noção do que estão perdendo quando enchem a boca para falar “hoje trabalhei 12 horas”. De acordo com este artigo, gerações anteriores lutaram significativamente para que tenhamos melhores condições de trabalho e este tipo de atitude seria um retrocesso.

Segundo o filósofo australiano radicado em Londres Roman Krznariceste, no artigo da TPM, por causa do trabalho, negligenciamos família, amigos e a própria saúde. “Há tantas pessoas tentando desesperadamente chegar ao fim do mês e pagar suas dívidas que trabalhar muito é visto como algo necessário e justificável. Por outro lado, é extraordinária a obediência que damos ao nosso empregador, quando muitas vezes somos tratados como peças anônimas da engrenagem, podendo ser rebaixados ou demitidos a qualquer momento. Nossos amigos e familiares não nos tratam de forma tão desumana (ao menos não normalmente)”.

Confesso que por causa de alguns acontecimentos, estes artigos me chamaram a atenção e concordo com eles. Mas muita calma nessa hora. Não estou dizendo que não devemos nos dedicar ao trabalho e nem que devemos trabalhar menos. Ao contrário. Só acho que dedicação e eficiência não tem nada a ver com horas trabalhadas. Creio que seja muito melhor trabalhar em uma empresa que reconheça o esforço oferecido, que perceba que é muito melhor ter um funcionário feliz e saudável do que um estressado e doente.

Acredito que é possível administrar a vida pessoal e profissional de modo que tudo flua em perfeita harmonia. Tem coisa melhor do que ter a certeza que fez um bom trabalho, foi reconhecido e, no final do dia, juntar amigos e família para bater um papo descontraído? Por isso, vale a pena rever certos valores para viver melhor. A união de ser satisfeito no trabalho, ter tempo para família e estar disponível para amigos é a receita perfeita. Não é fácil, mas vale a pena e faz um bem danado para a alma.

Thalita Guimarães

7
mai

Inspiração da Semana

Desde o final de abril estamos fazendo uma ação na fanpage da Talk -http://www.facebook.com/TalkAssessoriaDeComunicacao – chamada “Inspiração da Semana”. Ela rola todas as segundas-feiras e conta um pouco sobre algum cliente aqui da agência.

Quando começamos a bolar esta ação foi que me dei conta, assim de um jeito mais concreto, sobre o privilégio que temos em conviver com pessoas tão legais por aqui. Tivemos até dificuldade em selecionar quem ficaria de fora da lista e muita gente para lá de bacana acabou sendo cortada porque senão a ação nunca terminaria.

Nestes anos de Talk acabei virando praticamente uma fã de muitos dos clientes e tento usar essa turma do bem como espelho, observar as atitudes deles e aprender ao máximo o que cada um tem de melhor. Com essa prática, o que percebi serem as características comuns aos que mais me impressionam: inteligência arrebatadora, uma vontade enorme de ajudar as outras pessoas, coragem e humildade. Eles me inspiram na semana e sempre.

Beijos,

Karin Villatore

25
mar

Por segurança, melhor voltar de táxi. Será?

Com a Lei Seca ainda mais rígida, muitas pessoas têm preferido pegar um táxi a se arriscar a cair em uma blitz. Concordo plenamente que beber e dirigir é uma combinação extremamente perigosa. Por isso, acho ótima esta legislação. Mas o que fazer quando não há uma alternativa mais segura?

Explico: fui a um casamento neste fim de semana e, por segurança, eu e meu marido optamos por ir e voltar de táxi. Confesso que só bebi uma taça de vinho (até porque estou tomando remédios). Enfim. Pegamos um táxi na volta que mais parecia um louco, furando todos os sinais vermelhos e supernervosinho. Meu marido perguntou: “você não está vendo que os sinais estão vermelhos?”. Quando o sem vergonha do motorista me responde: “eu não paro em sinais vermelhos”. Começou uma breve discussão e, por sorte, o local da festa não era tão longe de nossa casa e chegamos em segurança.

Diante do cenário, questiono: não teria sido mais seguro eu mesma voltar dirigindo, uma vez que não passei de uma taça do vinho, do que ter que colocar a minha vida diante de um motorista que tem a cara de pau de dizer que não para em sinal vermelho? E quando digo não para é não para mesmo, nem uma simples redução para ver se outro veículo está vindo.

Fica aí uma grande questão.

Thalita Guimarães

8
mar

Para relaxar

relaxamento Esta semana foi uma semana de trabalho intenso. Não que não tenhamos sempre muito trabalho. Mas, nos últimos dias, tenho feito tanta coisa ao mesmo tempo que fiquei mais cansada do que o normal. É sempre bom poder trabalhar e ser reconhecida, mas às vezes é preciso nos lembrar da importância de relaxar.

Por isso, se você também está em uma fase mais corrida, seguem alguns conselhos que recebi e tenho seguido:

1. Caminhe de 10 a 30 minutos todos os dias e sorria enquanto caminha (parece bobagem, mas juro que funciona);
2. Medite ou reze pelo menos 10 minutos por dia;
3. Escute boa música todos os dias (às vezes me pego cantando no meio da rua com todo mundo olhando. Mas confesso que nem ligo);
4. Ao acordar, agradeça pelo novo dia;
5. Viva com energia, entusiasmo e empatia;
6. Participe de mais brincadeiras do que no ano passado (meus afilhados agradecem e eu fico feliz de poder estar com eles);
7. Sorria mais;
8. Coma mais alimentos que crescem nas árvores e nas plantas e menos alimentos industrializados;
9. Coma frutas silvestres. Tome chá verde, muita água e um cálice de vinho por dia. Cuide de brindar sempre por alguma das muitas coisas belas que existem e, se possível, faça em companhia de quem você ama;
10. Elimine a desordem de sua casa, seu carro e seu escritório. Deixe que uma nova energia flua em sua vida;
11. Não gaste seu precioso tempo em fofocas, coisas do passado, pensamentos negativos ou coisas fora de seu controle;
12. Não deixe passar a oportunidade de abraçar quem você ama;
13. A vida é muito curta para você desperdiçar o tempo odiando alguém (um dos mais importantes para mim);
14. Não se leve tão a sério. Ninguém faz isto;
15. Não precisa ganhar cada discussão. Aceite a perda e aprenda com o outro;
16. Não compare sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida;
17. Ninguém está tomando conta da sua felicidade a não ser você mesmo;
18. Ajude sempre os outros;
19. Lembre-se: não importa se a situação é boa ou ruim, ela mudará;
20. Viaje e, claro, use filtro solar.

Thalita Guimarães

25
fev

O resultado de um bom trabalho

Antes de começar a trabalhar na Talk, já tinha experiência com Assessoria de Imprensa e Jornalismo. Mas foi aqui que aprendi, de fato, a arte de realizar esta profissão. Lembro que quando cheguei aqui, não tinha ninguém que estava em meu lugar e me acompanhou por uns dias para me preparar para o que me esperava.

Mas, também, não era preciso. Aprendi rápido e conquistei a confiança de todos os que trabalharam comigo com a minha dedicação e gentileza em ajudar. De todas as situações que vivi aqui, lembro-me de um dia ir a uma reunião em que o cliente pediu para encerrar o contrato.

Foi a primeira vez que vi isso acontecer e fiquei triste, claro. Mas fiquei ainda mais surpresa com o motivo: o resultando do trabalho estava sendo tão positivo que o cliente não estava conseguindo atender a demanda do retorno para a empresa.

E foi aí que eu entendi que determinadas vezes um contrato encerrado não é feito por desentendimento entre as partes. Foi surpreendente. Mas, de certa forma, não deixou de ser um resultado positivo.

Thalita Guimarães

13
fev

Esquadros

Pros que nunca apareceram por aqui nem pra um café, vale começar este post com a explicação de que a Talk fica no terceiro andar de um prédio comercial praticamente colado a um outro residencial. A pedidos gerais da nação, fumo na janela da nossa sala de reunião e me sinto como uma moradora de Copacabana, acompanhando com um certo voyeurismo o que rola na moradia dos vizinhos.

São crianças fofas mostrando brinquedos, domésticas se descobrando na limpeza, gente acordando tarde, idosos assistindo à TV. O mais célebre é o sujeito de meia-idade que, fumante como eu, insiste em dar suas bitucadas quando estou na janela. Sem camisa.

Mora com os pais velhinhos. Pelos horários das baforadas, não trabalha. Toma chimarrão. É gordolino e careca. Ganhou aqui da equipe um apelido que melhor não replicar no blog – vai que ele lê?

E, dias desses, peguei o elevador aqui da agência com o dito-cujo. Um silêncio sepulcral naqueles mínimos metros quadrados. Falar o quê? Será que daria para o senhor cobrir o corpitcho enquanto fuma? Isso lá é idade de morar com os pais? E trabalhar, nada? Desci no terceiro e ele continuou seu destino. Um sorrisinho amarelo do descamisado pareceu rolar no nosso reencontro seguinte pela janela.

Beijos,

Karin Villatore