9
mar

#depertoninguéménormal

 

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Uma amiga querida vem ao face contar de suas habilidades: calcula exatamente a quantidade de passos que deverá dar na rua para que o nono passo da série caia exatamente no meio-fio ou no batente da porta. Hein?

Ela também calcula rapidamente o número de azulejos de um banheiro. Mas essa é fácil. Basta multiplicar as linhas horizontais pelas verticais.

Nos comentários, a turma começa a se esbaldar. E dê-lhe esquisitices inúteis, finalmente confessadas em alegre conluio.

Alguém controla as placas dos carros e forma palavras, outro só dorme tranquilo se o despertador marcar um minuto ímpar na hora de acordar, e há quem jamais pise nas emendas das lajotas. No estilo “melhor impossível”.

Descubro que sou bem normalzinha, desde que vista meio de longe. Datilografo mentalmente diálogos inteiros. A pessoa vai falando e eu, digitando em segredo. Posso ouvir o confortante barulho das teclinhas.

Na rua, passo por baixo de todas as escadas, desafiando a superstição do azar iminente. Quando criança, corria de costas da minha casa até a casa da vó, só porque seu Pitoca ficava horrorizado no portão, gritando que isso não prestava.

E, já contei isso em algum lugar, sempre olho embaixo da cama no Natal e na Páscoa, para ver se alguém deixou um presentinho por ali.

No auge de uma noite muito louca na redação da Gazeta do Povo, o telefone tocou, peguei a calculadora e disse alô – sabendo que era a calculadora.

Carrego milhares de culpas, mas essas pequenas loucuras não me constrangem, só me divertem.

Marisa

2
mar

10 anos de Talk

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A Talk Assessoria de Comunicação está aniversariando no dia 5 de março. São 10 anos de atuação e mais de 80 empresas atendidas. O sucesso dessa trajetória está diretamente ligado aos princípios que norteiam os valores da empresa desde o início. Ética, profissionalismo, criatividade, estratégia, organização e atendimento personalizado são alguns deles.

Nesses 10 anos, a Talk conquistou o mercado. Mais do que isso, conquistou e encantou clientes. Ganhou a confiança da imprensa. Gerou conteúdo relevante para muitas empresas. Foi notícia.

Nossa missão é continuar esse trabalho que foi iniciado pela jornalista Karin Villatore. E é com muito carinho e profissionalismo que estamos trabalhando para que os próximos 10 anos sejam igualmente incríveis.

Beijos,

Aline Cambuy e Marisa Valério

23
fev

Recomeçar é viver

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Acredito que uma das nossas missões nesta vida seja apreender a recomeçar. Eu amo aprender e ter a oportunidade de reaprender me encanta. Vejo como a oportunidade de nos reinventarmos. O exercício de nos conhecermos e nos reconhecermos.

Recomeçar nem sempre é fácil. Às vezes precisamos sair da nossa zona de conforto e procurar novos ares. Mudar de cidade, estado ou país. Em alguns momentos a continuidade da nossa estrada está centenas ou milhares de quilômetros distantes do ponto atual.

O recomeço pode ser encontrar novos significados para ideias e pensamentos. Repensar um momento da vida. Ou vários momentos. Rebobinar a fita para reconhecer novos caminhos. Avançar o filme para iniciar o novo e o desconhecido.

Faço questão de falar para o mundo que a minha felicidade hoje passa exatamente por dar adeus aos velhos hábitos e ideias. Deixar o novo entrar. Abraçar o desconhecido. Reconhecer as limitações.

Mas e você, que tal aproveitar o agora para dar adeus às velhas amarras e ideias que lhe prendem ou, pelo menos, tornam a caminhada muito mais pesada e cansativa? Amar sem julgar. Ouvir sem falar. Ser humano e se entregar. Viver sem pré-conceitos ou preconceitos. Faça isso. O mundo fica mais delicioso assim, confie em mim.

Wellington Johann

17
fev

É Carnaval!

carnaval

Adoro, mas já passei da fase de curtir a folia do Carnaval. Tenho preguiça só de pensar naquele monte de gente na praia bebendo capeta. Não estou ficando velha, acho que tudo é uma questão da fase em que vivemos. A minha fase atual inclui filhos, um deles com apenas 3 anos, marido, cachorros, gato e muito trabalho. Acho que por conta disso, valorizo mais ainda meus momentos em casa e os programas diurnos.

Gosto mesmo é do feriado. Estou cheia de planos e um deles inclui passar alguns dias na praia, mas sofro só de pensar no trânsito, na fila da padaria, na disputa por um espaço na areia para fincar o guarda-sol. Quem sabe se conseguirmos ir e voltar em datas alternativas, até me anime mais.

Mas feriado é sempre bom para recarregar as energias e estar perto de pessoas amadas. Se o calor permanecer, será uma ótima oportunidade para aperfeiçoar as pedaladas de bicicleta do caçula, dar banho nos cachorros, tomar sorvete, cortar a grama, ler um bom livro, enfim, possibilidades não faltam.

E para quem vai cair na folia, desejo um excelente Carnaval!

Bjs,
Aline Cambuy

9
fev

Fevereiro, o mês oficial das mudanças

Eu devo ter algo cármico com o mês de fevereiro. Numerologia? Algo com signos? A posição do Sol? Não sei.

Fato é que fevereiro sempre me trouxe muitas mudanças, todas positivas e que me puxaram para a frente. Vejam: há onze anos, saí de uma cidade pequena e vim morar em Curitiba, um adolescente que mais parecia uma barata tonta. Há dois anos, entrei em um avião para uma experiência gratificante de seis meses na Colômbia.

Há um ano, entrei na Talk Comunicação e cresci absurdamente como profissional. E agora, no bendito fevereiro, eu faço minha mudança para o primeiro apartamento. Não há como pensar que tudo isso está acontecendo graças a minha bagagenzinha de vida que eu venho carregando desde sempre.

Não sei o que realmente ocorre com fevereiro, mas sempre que janeiro termina eu fico esperando os bons ventos que sopram notícias empolgantes. Talvez eu pense tanto nisso que faço a rodinha da vida girar para que as mudanças apareçam.

De qualquer forma, cármico ou perfeitamente racional, eu não vejo a hora das próximas aventuras!

Rodrigo

2
fev

Ouvir e aprender

ouvidos

 

Algumas profissões, como as de jornalistas, historiadores, psicólogos e médicos, exigem mais do que talento e técnica para a atividade-fim.

É quase imperativo saber, também, ouvir. E, ouvindo, reconhecer valor na experiência do outro.

Ouvir é, para mim, um privilégio. E percebo isso toda vez que trago histórias que alguém me contou para ilustrar um ponto de vista, seja para discordar ou concordar.

E como a gente se surpreende quando ouve. Aconteceu de novo nesta semana, entrevistando uma pessoa para tentar compor seu perfil.

Ela me mostrou, como em outras vezes já havia acontecido, o quanto cada ser carrega em si o potencial da humanidade inteira.

Marisa Valério

 

27
jan

Sobre cumprir metas

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Todo mês de dezembro eu faço uma lista das minhas metas para o ano que irá começar.

Agora que estamos em janeiro, fui olhar o saldo desse primeiro mês e fiquei muito feliz. Ano passado foi um ano bem enrolado, com várias pendências que não consegui resolver e agora vi que a “energia” mudou.

Uma das minhas metas é abandonar a carne vermelha.  Consegui ficar vinte dias sem carne vermelha.  Acabei comendo dia desses por engano e fiquei decepcionada, com muita raiva, mas fazer o quê? Acredito que é parte do processo e que logo direi adeus de verdade à carne.

Resolvi me exercitar também, não sou fã de academia, mas adoro caminhar. Sou daquele tipo que paga um mês e não comparece um dia sequer. Então decidi ir ao trabalho a pé sempre que possível e estou conseguindo.

Então, para um comecinho de ano, acho que está tudo bem. Estou ansiosa para saber o que 2017 me reserva.

Maria Emilia

19
jan

Desapegando

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Desapego será uma das minhas diretrizes em 2017. Comecei o ano fazendo uma grande limpa na casa. Lá se foram roupas, sapatos, móveis e diversos objetos que ocupam espaço e não são úteis na minha vida. Há algum tempo já faço isso, mas agora estou ainda mais desapegada. Minhas necessidades mudaram muito nos últimos anos, deve ser a idade. Já entendi que a felicidade pode ser muito mais simples.

Mas essa limpeza toda é apenas simbólica, o principal desapego vai muito além dos objetos. Resolvi desapegar de pessoas, de lugares, de situações, etc. Todo mundo deveria experimentar essa sensação, é boa demais! Não estou falando em excluir todos os vínculos que temos, mas sim de escolher os que queremos.

Experimente!

Bjs,

Aline

12
jan

Nós precisamos reclamar do calor novamente

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Estou repetitivo, mas é que está ficando insustentável. Que calor é esse? Uma das minhas resoluções de 2017 é reclamar bem menos, mas é difícil quando você chega nos lugares com a sensação de que vai desmaiar a qualquer momento! Pior é a sensação de achar que você deve botar uma roupa fresca e correr à praia, mas aí você lembra que a praia está longe e que não exatamente a gente quer correr na areia, apenas fugir do calor.

Nesta semana Curitiba chegou aos 31 graus, algo recorrente nos últimos anos, mas isso não nos impede de reclamar. Acho que reclamar do calor está liberado. Hoje está mais fresquinho, mas vamos reclamar da possível volta do abafamento coletivo. Sorte de quem tem aparelho de ar-condicionado e consegue condicionar uma alegria quando pisa na sala de casa.

E você sabe que quando o inverno chegar nós vamos reclamar do frio absurdo, né? Da temperatura baixa demais, de que não temos roupas, de que a cidade não está preparada e várias outras reclamações. Eu já me acostumei. Melhor botar pra fora mesmo.

Então vamos seguindo reclamando do calor e de gente que reclama do calor e de gente que reclama porque reclamam demais de gente que reclama. É tanta reclamação que me dá calor.

Rodrigo

6
jan

Debruçada na janela

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Acho que finalmente alcancei aquela idade em que mais se vive o tempo presente. O futuro não tem mais do que uns 12 meses, o suficiente para planejar uma viagem, começar a pagar as despesas, e finalmente ir e voltar, para começar tudo de novo em torno de outro destino.

Não tenho mais tempo para projetos de longo prazo. A casa que comprei é a que terei. Os filhos que tivemos são nosso legado para a espécie.

Há quem, nessa fase, escreva livros, salte de para-quedas, estude arte e aprenda a comprar vinhos.

Para a jovem que fui, o futuro não chegava nunca. Lembro da sensação de querer tudo agora e para ontem, e de só conseguir fracionar sonhos e desejos.

Para a velhinha que, espero, serei, talvez o presente vire abstração. Vejo os velhos com quem convivo presos a um passado que não está em lugar algum, órfãos de dias melhores que não virão mais.

O presente é uma janela que um pé de vento pode fechar a qualquer momento. Vou me debruçando nela enquanto posso. Aprecio a vista e a brisa, mexo com os vizinhos, especulo sobre as nuvens e elas me contam histórias de agora.

Marisa Valério