Arquivos da categoria: Brasil

21
jan

Será que vai?

arenaComo era esperado, o assunto Copa de 2014 ainda vai dar muito no que falar. A notícia fatídica é que Curitiba pode ser excluída como cidade-sede do mundial. Pois é, depois de tanto dinheiro investindo num estádio que parece estar na mesma há uns três anos, a Fifa estipulou prazo até 18 de fevereiro para definir se a bola vai rolar ou não por aqui.

A notícia não me espanta, já que desde o começo a obra faraônica parecia ser uma artimanha para levantar dinheiro público. Uma vergonha isso acontecer faltando menos de seis meses para o mundial. Na verdade, qualquer pessoa que passe em frente à Arena pode perceber que a coisa está para lá de atrasada. Não bastassem os diversos acertos de contratos e o dinheiro se esvaindo como água – as obras já ultrapassaram mais de R$ 100 milhões do valor estipulado inicialmente –, a alegação é que serão necessários mais R$ 45 milhões, pelo menos, para finalizar o estádio. Não precisa ser um gênio em finanças para perceber que tem algo de errado nesses cálculos.

Isso sem mencionar todo o dinheiro já gasto pelo município e pelo estado para obras de melhorais urbanas para receber a Copa. Além dos inúmeros transtornos na cidade com canteiros em todos os lados. Quem mora na região da Linha Verde e da Avenida das Torres sabe bem o que é isso. E ainda tem o tal do viaduto estaiado que custou uma fortuna. Afinal, vai ter alguma função diferente daquele esperado para um viaduto qualquer? O legado da Copa está muito longe de ser um benefício futuro para a população. Ficarão o legado das dividas e o rombo no orçamento público, que poderia ter investido o dinheiro em projeto mais eficazes.

Luanda Fernandes

9
mai

Educação é tudo

A falta de educação das pessoas ainda me impressiona. Li ontem que quatro brasileiros foram algemados e presos pela polícia americana dentro de um Boeing 777-200, na pista do aeroporto de Miami, quando protagonizaram uma briga com socos e golpes dignos de uma luta de UFC dentro do voo 995, que fazia o trajeto Miami-São Paulo.

Tudo começou quando o avião decolou de Miami com destino a São Paulo e foi obrigado a retornar para socorrer uma passageira, também brasileira, que passava mal. Quando a aeronave estava no solo, entraram paramédicos, bombeiros e policiais para prestar atendimento à mulher e, nesse momento, dois jovens com idade entre 20 e 25 anos reclinaram seus assentos e acabaram acertando a cabeça da passageira que estava no banco de trás, deitada no colo do marido. O homem não gostou e se levantou para tirar satisfação. Começou, então, uma gritaria dentro do avião. Um terceiro rapaz, que estava sentado numa poltrona mais à frente, saiu correndo pelo corredor e deu um soco no rosto do homem que havia reclamado.

Enfim. O que me deixa extremamente indignada é que a pessoa acerta o rosto de outra que está passando mal e se acha no direito de brigar. Pior que isso, acaba envergonhando todos os brasileiros que certamente estavam no avião e que viram a cena desnecessária. Não sei o que se passou na cabeça destes cidadãos na hora, mas não é porque está voltando de um voo de Miami que se pode tudo. Aliás, hoje em dia qualquer um pode viajar para qualquer lugar. Tem promoções, passagens parceladas e albergues à disposição de todos os interessados.

A falta de educação me choca em qualquer lugar e em qualquer situação. Não importa se você tem dinheiro, se não tem, se acha que está certo ou se está de TPM. Você não tem direito de destratar quem quer que seja, independentemente da situação. Infelizmente, muitos ainda precisam aprender esta lição.

Thalita Guimarães

23
out

Sabedorias

Chover no molhado afirmar que o Brasil é um retalho de vários países e que a gente não conhece a própria terra. Ainda mais quem vive no Sul Maravilha, acha mais interessante aproveitar o “bom momento” da economia e conhecer o exterior. Mas, quando decidimos descansar em bandas tupiniquins, percebemos que o estrangeiro mesmo é aqui.

 

Foi o que aconteceu comigo semanas atrás, em viagem aos confins nordestinos. Praias lindas, repletas de nativos e europeus quase nativos (moram lá há anos ou surfam lá todos os anos, durante as férias de dois ou três meses que eles costumam tirar). Este segundo grupo é uma questão lá do Velho Continente e não vale teclada aqui. Já o primeiro é compatriota e merece o pensar.

 

Em uma praia como Jericoacoara, da moda e badalada, uma casinha simples perto do mar chega a valer milhão ou até milhões. Só mora bacana? Pelo contrário, a maioria é de filho de pescador que hoje vive do turismo e herdou o casebre. E eles querem vender a casa, embolsar o dinheirama e, finalmente, virar o tal? Se eu vendesse, não saberia o que fazer com tanto dinheiro. E eu sou feliz aqui. Foi a resposta do bugueiro que me levou a uma lagoa que merece com todas as letras o nome de Paraíso, a cerca de meia hora de Jeri, como eles chamam a cidade por lá.

 

Aliás, este mesmo bugueiro, de apelido Novo porque era o caçula de uma penca de irmãos, é o filho de um dos mais notáveis pescadores da cidade. O pai, que já morreu, conseguia capturar em um único dia três peixões de dez quilos. No anzol. E num barquinho onde mal cabia o peixe. Lembrei de O Velho e o Mar. E na infância do Novo era peixe no café, no almoço e no jantar, numa época em que não havia luz e nem saneamento em Jeri. E o Novo tem a minha idade e parece amigo do meu filho.

 

No caminho para a lagoa, um velhinho caminhando nas dunas à la Saara, de chinelo de dedo, camisa e bermuda. E o novo me pergunta se pode oferecer carona. Claro! O senhor entra e explica que tinha ido a Jeri tentar fazer negócio com um cavalo. O negócio não deu certo e ele estava voltando pra casa. Um trajeto de 3 horas de ida e 4 de volta, por causa do sol a pino, da fome e do cansaço. Ah, só entendi a história porque o Novo “traduziu”, já que a fala do senhor era absolutamente incompreensível para o meu ouvido de jacu.

 

Na volta, o Novo me avisou que no dia seguinte iria chover um pouquinho, mas que o tempo bom iria continuar logo na sequência. O pai pescador ensinou a saber o tempo. Era Dia das Crianças e nenhuma criança da comunidade pareceu, nem de longe, triste por não ganhar presente.

Beijos,

Karin Villatore

30
ago

Diário de Classe…

Essa semana uma estudante de apenas 13 anos de idade chamou a atenção da mídia e da sociedade depois de criar uma página no Facebook, chamada Diário de Classe, para relatar os problemas enfrentados por sua escola. Isadora Faber estuda na Escola Municipal Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis, e decidiu criar o perfil para tentar melhorar as condições estruturais do colégio.

Claro que muita gente não gostou da estória, já que o perfil atingiu mais de 180 mil pessoas em poucos dias. Além disso, Isadora saiu em tudo quanto é veículo de comunicação. Embora tenham surgido muitos descontentes com a repercussão do assunto, a façanha da menina surtiu efeito, pois a prefeitura – mais do que rapidamente – disse que vai providenciar a manutenção do colégio.

Na rede social a estudante posta fotos, vídeos e comentários sobre as condições da escola que, convenhamos, não são das melhores. O que também pode se concluir que é um reflexo de como é tratada a educação brasileira. No perfil ela incentiva mais estudantes a terem a mesma iniciativa e deixa a mensagem: “estou fazendo essa página sozinha, para mostrar a verdade sobre as escolas públicas. Quero melhorar não só pra mim, mas pra todos”. E complementa: ”Cada um tem que fazer sua página, na sua escola. Eu vou ajudar a divulgar. Todos juntos podemos mudar a educação no Brasil”.

Quem dera nossos governantes tivessem o mínimo de consciência e de preocupação com a educação, assim como demonstrou Isadora. Isso mostra como o ensino público no nosso país está desamparado, pois é necessária a mobilização de uma estudante do sétimo ano e a repercussão na imprensa  para que a prefeitura tomasse alguma providência com relação ao colégio. Quantas outras Isadoras não devem sofrer com o mesmo problema no Brasil afora?

Luanda Fernandes

21
ago

Começou definitivamente a campanha eleitoral

Hoje começou o horário eleitoral gratuito, para a alegria e a tristeza de muitos. Para aqueles que não perdem um capítulo da novela, vão ter que esperar um pouco mais para assistir à saga de Avenida Brasil. Mas para os eleitores mais interessados, esse também será o momento de verificar os candidatos a vereadores e à prefeitura.

Não sei se é impressão minha, mas me parece que o discurso dos candidatos não mudou muito desde as últimas eleições até a campanha deste ano. Se verificarmos os candidatos à prefeitura, todos falam em melhorar as condições de mobilidade da cidade, com o incentivo ao uso de bicicleta, a implantação do metrô, deixar o transporte público mais eficiente para que as pessoas deixem de sair de carro e blá, blá, blá.

Ok, isso tudo é muito importante, mas e aí pessoal. como vocês pretendem realmente fazer isso? Não adianta somente fazer buraco nas ruas em toda parte da cidade (como está acontecendo agora; nunca vi tanta obra em Curitiba como nos últimos meses) e mostrar que a prefeitura está trabalhando a apenas dois meses das eleições.

As ações precisam ser efetivas e contínuas. Ficar fazendo joguinho político para conquistar voto comigo não funciona e acredito que, para muitos, também não. Realmente tenho a esperança de que as coisas vão começar a mudar no Brasil e que os eleitores não vão simplesmente votar naquele candidato que acharam o santinho no meio da rua no dia da eleição. Vamos torcer!

Falando em propaganda que continua com a mesma “lenga lenga”, essa matéria do Jornal Gazeta do Povo define exatamente isso:

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/interrompemos/conteudo.phtml?tl=1&id=1288575&tit=Propaganda-eleitoral-e-a-mesma-ha-vinte-seculos

Luanda Fernandes

16
jul

É Fantástico mesmo

Já faz algum tempo que não acompanho o Fantástico no domingo, primeiro porque o programa decaiu bastante de uns anos para cá e o segundo motivo é um fato comprovado: tem coisa mais depressiva que perceber que o final de semana acabou e você está assistindo à sequência Domingão do Faustão e Fantástico? Bons tempos aqueles do Cid Moreira, de quem eu tinha medo da voz. Agora acho que eu deveria ter medo do programa mesmo. E falando em questão de decadência, a Globo tem dado uma série de bolas foras ultimamente, é um programa mais sem graça que o outro e sem qualquer atrativo.

Porém, a ideia não era falar da péssima programação e, sim, do programa de ontem, para ser mais precisa da entrevista “especial” com a Rosane Collor, ex-mullher de Fernando Collor do Mello. O Fantástico fez o maior alarde sobre as revelações feitas por Rosane, sobre o impeachment e a vida do casal. No entanto, a notícia foi sobre eles participarem de rituais de magia negra. Tudo bem que se o assunto caísse no conhecimento do povo na época ele jamais teria sido eleito presidente, pois seria melhor confiar no barbudo “comunista” do que em uma pessoa que faz rituais macabros. O povo brasileiro é muito cristão para confiar o voto em alguém assim.

Então, de toda essa revelação ela diz que eles eram adeptos da magia negra? Disso tudo qual foi a grande novidade, se essas histórias já correm na imprensa faz algum tempo. Fala sério que eu penso que a coisa seria muito mais obscura. Tudo bem que ela falou de inimigos de Collor morrendo de maneira estranha e que eles faziam sacrifícios com animais. Nada disso é legal, ao contrário é realmente horrível. Mas falar disso depois de mais de 20 anos?

No mínimo alguma coisa não está agradando a ex-primeira dama. Copiando o comentário de hoje do jornalista José Simão, na Band News, ela deve estar realmente insatisfeita com a pensão que está recebendo do ex-marido, pois R$ 18mil é pouco dinheiro para sobreviver nos dias de hoje. Imagina o pessoal que vive com menos de um salário mínimo por mês, deve ficar indignado ouvindo algo assim.

Mas tudo bem, depois de tantos anos no lado mal da força – como diria Darth Vader – Rosane resolve se redimir e se converter à religião evangélica. As pessoas são realmente estranhas. De fato a entrevista rendeu umas boas risadas. Já para o Fantástico, uma dica aos amigos assessores de imprensa: o programa está precisando urgente de pautas e entrevistados mais interessantes.

Luanda Fernandes

28
out

Pátria Amada

Recebi esse email de um amigo e achei muito importante compartilhar. Fala sobre o que uma escritora holandesa falou do Brasil e, como boa patriota que sou, concordo em gênero, número e grau.

O que uma escritora Holandesa falou do Brasil!

Leia com atenção.

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem: se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

9.Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.

Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.

Bendita seja, querida pátria chamada

Brasil!

Fabíola Cottet

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