Arquivo do autor:talkcomunicacao

22
mai

Vale-night

livre

Dia desses pedi um “vale-night” lá em casa para curtir sozinha um show de um músico que eu adoro. Todos acharam engraçado, mas me incentivaram a ir. Esses tempos fiz uma viagem sozinha e foi incrível. Adoro ver o sol nascer na praia, caminhar sozinha e contemplar o mar. Tem uma frase do filósofo Jean-Paul Sartre que diz que se alguém se sente entediado quando está sozinho é porque deve ser uma péssima companhia. Nem sempre fui assim. Estou aprendendo a gostar da minha própria companhia. É apenas o começo, ainda tenho muito para evoluir nesse sentido. Aprendi que apenas quando estamos bem com nós mesmos é que podemos fazer outras pessoas felizes.

Gosto muito de reunir a família e os amigos. Em casa a mesa está sempre cheia de pessoas que eu amo. A cozinha então, nem se fala, é o lugar preferido de todos. Todo encontro vira uma festa. Se alguém me liga dizendo que vai me visitar já trato de preparar um lanche ou marco logo um churrasco. Tudo isso é bom demais e faz parte da minha essência. No entanto, com o passar do tempo, descobri que momentos de solidão são essenciais para o autoconhecimento.

O negócio é saber conciliar e ser feliz!

Bjs,

Aline

15
mai

Sobre aniversários

birthday-cake-380178_1920

Eu já tive vários tipos de pensamento a respeito de aniversários. Claro, em geral, quando somos crianças, amamos fazer aniversário. Parabéns, festa, bolo, presentes. Eu, como é de se imaginar, também amava meu aniversário. Mas já quando adolescente, conheci pessoas que não gostavam nem de ganhar parabéns, detestavam festa e abraços. Nunca entendi se era aversão a contato físico ou falta de empatia com a data, mesmo.

Nunca cheguei ao ponto de não gostar de aniversários, mas com o tempo passei a pensar “parabéns por quê?”, afinal de contas, eu só nasci, nem pedi pra ninguém – fosse assim, os parabéns deveriam ser para os meus pais; ou então os parabéns são porque fiquei mais velha? Bem, o tempo passa, inexorável – não há nada que se parabenizar nisso. Então qual o motivo de ganhar parabéns? Por sobreviver a mais um ano neste mundo cada vez mais louco? É realmente memorável, mas acho que os parabéns não vêm por isso. E confesso que ainda não entendi por qual razão eles vêm e acho que tudo bem. O que importa é se sentir querido.

Passei a enxergar a virada de ano como um reveillón pessoal – dá pra criar novas metas, revisar as velhas, enfim. É divertido. Pra mim, este mês, mais um aniversário chega, com ele os 3.6 e não tenho vergonha de dizer que estou chegando aos 40. Ficar velho tem seu charme, sim – e a gente fica um pouco menos ignorante. Mas isso é assunto pra outro post.

E você? Gosta de fazer aniversário?

 

Por Luciana Penante

7
mai

Curitiba

adult-1867665_1920

Minha cidade é meu reflexo, inconstante como eu. Tão viva que muitas vezes me entristeço com seu calor exagerado, mas acabo me redimindo quando me presenteia com o rubro final de tarde. Quase sempre serena, lava os piores pecados com o orvalho matinal e com a tênue chuva do entardecer, e eu respiro aliviada, sua inconstância repetida ao longo do tempo, com leves desvios de cores e sons.

Mas naquela manhã ela estava mais negra do que o normal, com sua tempestade pungindo as pessoas acordadas e indiferente a quem tranquilamente vivia o momento embaixo dos lençóis. Acordada prematuramente, não entendia o motivo do caos. Apesar de ser feriado não pude descansar além do normal, e tomei o primeiro ônibus para fazer as compras rotineiras.

Surpreendi-me com a quantidade de pessoas nele, assim como nas ruas e em todo lugar. Nem nos feriados posso descansar – disse a cidade, com seu dia oblíquo avançando por todas as direções. Duas senhoras discutiam o tempo impondo suas ideias, consternadas por não conseguirem com elas desfazer as densas nuvens oponentes.

Pela janela, a todo momento se abriam guarda-chuvas de diversas tonalidades, contrastando com a escuridão. E a cidade, vista de cima, era uma festa de cores, florescendo a todo instante. Tão bela, que nem ela resistiu e sorriu, raiando os primeiros feixes de luz da manhã.

Stephanie D’Ornelas

2
mai

Sem abraço

 

sem-abraço-1

Li em algum lugar que uma das maiores dores da velhice é a falta do toque físico. Desde então me derramo em abraços demorados nos velhos que encontro pelo caminho.

Às vezes, eles resistem, reagem ao carinho inesperado empertigando o corpo, sorriem amarelo como quem diz “aconteceu alguma coisa?”.

Confesso que tenho medo dessa escassez que chega sem a gente perceber. A cada ano somado devemos perder toneladas de hormônios, e com eles o impulso da aproximação física, o prazer do aconchego.

A solidão também se expressa nesse espaço vazio entre nossos peitos que já não se tocam.

Também não há crianças pulando no colo da gente e mãozinhas que procuram as nossas apenas para permanecer, só pela segurança do contato.

A velhice apronta cada uma!

23
abr

Notre-Dame, empatia e reflexão

Incendio-Catedral-Notre-Dame

A Semana Santa de 2019 ficará para a história como aquela em que o mundo acompanhou, atônito e em tempo real, o incêndio da Catedral de Notre-Dame, marco zero de Paris. Como símbolo da capital francesa, dispensa apresentações. Muito antes de se pensar em erguer a Torre Eiffel, a Notre-Dame era e continua sendo o cartão-postal parisiense por excelência, além de ser o ponto turístico mais visitado de toda a Europa. Além disso, acaba representando, muito além do lado simbólico católico, tudo aquilo que a França foi e ainda é como referência cultural para o ocidente.

Dessa forma, a empatia foi global: muitas pessoas choraram ao ver a Notre-Dame em chamas, pensando no acervo e patrimônio da humanidade que poderia ser perdido em questão de minutos. É fato que a maior parte felizmente foi salva e/ou retirada dias antes pela reforma em andamento na igreja (como as estátuas de ferro que adornavam os telhados e a galeria de gárgulas), mas houve perdas de afrescos e pinturas, entre outros danos.

Na mesma proporção da empatia, vieram algumas reflexões sobre as razões de tanta gente comovida com o incêndio da Notre-Dame, mas que muitas vezes não é abalada por tragédias em outros países, ou quando morrem milhares de pessoas em desastres naturais.

Como diz o ditado, misturou-se “alhos com bugalhos”. O fato de alguém ficar triste ao ver a catedral em chamas não quer dizer que não se compadece de outras tragédias pelo mundo. Da mesma forma, muitas tragédias que vêm ocorrendo nos últimos meses (2019 não vai passar despercebido, definitivamente) acabam por “banalizar”, se é que essa é a expressão certa, o sentimento de mobilização da opinião pública.

Em outras palavras, é como se um atentado a bomba no Oriente Médio, furacão ou enchente na África ou Ásia fossem “distantes” ou mais infelizmente “comuns”, sob essa perspectiva, mas o crime ambiental de Brumadinho e o incêndio da Notre-Dame nos parecessem mais próximos e familiares.

Acima de tudo, acredito ser importante fomentar a empatia em todas essas situações. Mais do que luto seletivo, é preciso sempre ter a consciência de que somos todos parte de uma aldeia global, e de que aquilo que afeta nosso vizinho hoje pode chegar até nós amanhã.

André Nunes

alanis

16
abr

Ai, que saudades da minha gata

No começo de 2019 eu adotei uma gata, depois de meses, dias e horas pensando se essa seria uma decisão correta. Afinal, passo o dia todo fora de casa, já tenho um porquinho-da-índia gordo e maravilhoso (o Biscoito), e minha rotina é um pouco maluca. Enquanto eu refletia, o destino bateu à minha porta, quando uma mamãe gata e seus filhotes foram abandonados em um terreno baldio (ah, os humanos…). Eu não podia ficar com a família toda, mas decidi que esse era um sinal de que eu deveria entrar para o mundo dos gateiros. E assim, em janeiro, adotei minha pequena Alanis (em homenagem à cantora Alanis Morissette, minha cantora favorita).

Já são três meses de alegria, arranhões (muitos), ronronados, lambidas e mordidas, além de um carinho quentinho de manhã, quando Alanis vem na minha cama para se aninhar inteira do meu lado (ou na minha cara, ou no meu pescoço) para ronronar e fazer uma carinha de sono. O porquinho não ficou lá muito feliz, mas está se acostumando.

Nuca pensei que poderia amar tanto um serzinho tão pequeno e amoroso. É verdade que tem dias em que ela me enlouquece, arranha minha mão inteira até parecer que sofri um acidente grave, depois tenta escalar minha perna fincando as unhas mais afiadas do que as melhores facas do mundo.

Mas o negócio é que eu passo o dia todo com saudades da minha gata. Fico pensando nela dormindo na caixinha, que a minha tia fez especialmente para Alanis, fico pensando nela me esperando voltar do trabalho, penso nela se escondendo atrás das coisas só para pular e me assustar quando eu passo.

Alanis me espera todo dia atrás da porta da sala e sabe quando eu chego só de ouvir o portão do prédio. Ela começa a miar, se aninha toda nas minhas pernas assim que entro em casa e me segue em todos os cantos possíveis do apartamento. Ela é a gatinha mais maravilhosa desse meu mundo. Ai, que saudades da minha gata.

Rodrigo

 

3
abr

A arte imita a vida

aquele-que-caiCena do espetáculo “Aquele que cai”. Foto: Géraldine Aresteanu.

Tomo por ideia inicial um lugar comum, me perdoe. Precisamos de um ponto de partida para a viagem à qual te convido: um passeio pelas metáforas do espetáculo “Aquele que cai”, de Yoann Bourgeois. Se você não foi um dos sortudos convidados para a abertura da 28ª edição do Festival de Curitiba, no dia 26 de março, ou não esteve na plateia no dia seguinte, não tem problema. Se você é humano, o assunto lhe interessa. Antes de começar, peço que assista a um trecho da apresentação no Youtube.

Claro, a obra é aberta, não tem interpretação certa ou errada, mas vou compartilhar aqui o que ela significou para mim.

“Celui qui tombe” (o nome da peça em francês, seu país de origem) traz cinco personagens comuns, com roupas comuns e vidas aparentemente comuns. No início, eles estão em um lugar estranho (a plataforma – a meu ver, representação do mundo) e precisam se adaptar rapidamente ao ritmo ditado por ela, que gira – começa devagar, e vai aumentando a velocidade. É difícil se equilibrar sozinho, e em certo momento os cinco entendem que se ajudarem uns aos outros, conseguirão ficar em pé mais tempo e realizar mais coisas juntos. Logo, alguns casais se unem, se separam, e a plataforma gira cada vez mais rápido. Até que todos caem. Não é fácil se adaptar ao ritmo do outro e ao que o mundo exige de nós. Mas é importante aprender a levantar de novo, de novo e de novo.

Em outro momento, a plataforma é colocada sobre um único ponto de apoio, central. Como um prato apoiado em um palito. Torna-se ainda mais difícil encontrar o equilíbrio. Mas não podemos ficar inertes por muito tempo, ou somos engolidos pelo sistema: alguém vai se mexer, e se você ficar parado, cai. É preciso se adaptar rápido. Alguns personagens conseguem chegar a um ponto privilegiado e aproveitar a vista. Mas lembre-se, se todos se moverem para o mesmo lado da plataforma, caem. Alguns precisam ser o contrapeso – os privilégios infelizmente não são para todos.

Pouco antes do fim, os personagens estão no chão e a plataforma passa a se comportar como um pêndulo. Uma moça tenta empurrá-la sozinha: em vão, porque o mundo é muito pesado para ser carregado sozinho. Com a ajuda dos colegas de elenco, o pêndulo se move. Mas tudo o que vai, volta. E agora quem não se abaixa rápido o suficiente é empurrado pela plataforma. É preciso se movimentar, porque o mundo não para. Os personagens se abaixam, pulam, sobem na plataforma, deitam, fazem o que podem, mas invariavelmente, em algum momento são derrubados. Há quem caia e não levante mais, sem suportar o peso do mundo. E então todos ficam pendurados, segurando-se como podem, mas a verdade é que, no fim, todos caem.

E aí, se identificou? Qualquer semelhança com a vida real não foi mera coincidência. O Festival de Teatro de Curitiba vai até 7 de abril, domingo. Vá ao teatro, é bom ver a vida refletida na arte.

Luciana Penante

27
mar

5 aplicativos para aprender algo novo todos os dias

Nerina, do artista Mazzani. Google Arts & Culture procura obras de arte semelhantes a selfies. Segundo o app, essa obra se parece comigo.

Nerina, do artista Mazzani. O aplicativo Google Arts & Culture procura obras de arte semelhantes a selfies. Segundo o app, essa se parece comigo.

Nos dias de hoje, é difícil encontrar uma pessoa que não esteja sempre dando aquela olhadinha no celular ao longo do dia. Se você é uma delas, já pensou em aprender uma informação nova quando estiver com o smartphone na mão? Existem infinidades de aplicativos gratuitos voltados para o ensino — há opção desde para quem quer aprender chinês até para quem quer tocar um novo instrumento.

Nesta lista, selecionei cinco dos meus aplicativos favoritos para nunca deixar de aprender. Confira:

DailyArt

Já pensou em ter, todos os dias, uma fotografia de uma obra de arte na tela do seu celular? É assim que funciona o DailyArt, um app gratuito para inspirar os amantes das artes. E, se você gostar da obra do dia, basta clicar nela para obter mais informações sobre sua produção e autor.

Google Arts & Culture

Aqui vai outra dica para quem curte arte: o Google Arts & Culture. O app gratuito é mantido pelo Google em parceria com museus espalhados por diversos países. Com ele, é possível fazer visitas virtuais a algumas das maiores galerias do mundo e ler textos inspiracionais. Uma das ferramentas mais interessantes do app é o Art Selfie, que compara sua selfie com obras de artes ao redor do mundo parecidas com você.

Pocket

Sabe quando você encontra um texto legal na internet mas não tem tempo para ler no momento? O Pocket é perfeito para salvar links interessantes para ler depois. Os textos escolhidos podem ser salvos no aplicativo, e, além disso, a plataforma sugere outras leituras com base nos seus interesses.

Curiosity

O Curiosity é o app ideal para pessoas curiosas que nunca param de aprender. A plataforma dispõe de textos diários com informações relevantes sobre o mundo. Por enquanto, o aplicativo está disponível apenas em inglês.

TED Talks

O TED é uma série de conferências realizadas em vários países do mundo que tem o objetivo de expor, segundo as palavras da própria organização, “ideias que merecem ser disseminadas”. Além do site oficial e do Youtube, as palestras do TED também estão disponíveis no app. O aplicativo permite que você selecione seus principais interesses para receber sugestões personalizadas de vídeos.

Stephanie D’Ornelas

12
mar

8 espetáculos imperdíveis do Festival de Teatro

PI
Há 28 anos, o mês de março em Curitiba é sinônimo de correr atrás do Guia do Festival de Teatro, em busca das melhores peças para assistir durante as duas semanas em que a cidade respira artes cênicas. Sem qualquer pedantismo ou exagero, afinal são espetáculos espalhados pela capital, em praças e espaços públicos que vão além dos palcos tradicionais como Guairão, Positivo e Reitoria.

Como estudante de Jornalismo, depois repórter do jornal Metro e assessor na edição 2015, acompanho o Festival há nove anos. Para te ajudar a escolher o que assistir em meio a tantas opções, selecionei seis espetáculos da Mostra Oficial – que segue a curadoria afiada de Márcio Abreu e Guilherme Weber desde 2016 – e dois do Fringe. Temos comédias, homenagens, musicais e monólogos para todos os gostos, com entradas a partir de R$ 10.

Escolha o que mais te agrada e bom espetáculo!

PS: Para a programação completa, que inclui ainda as mostras Fringe, Risorama, Guritiba, Mish Mash e Gastronomix, acesse: https://festivaldecuritiba.com.br/

 Abujamra Presente

Definida como um recorte, uma colcha de retalhos exorbitante de alguns momentos significativos dos dez anos que Abujamra esteve a frente da Companhia Os Fodidos Privilegiados, um espetáculo feito especialmente para a programação da exposição sobre ele, “Rigor e Caos” no Sesc Ipiranga. Contém cenas de nudez.

Ficha Técnica

Direção Geral: João Fonseca

Texto: Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, Bertold Brecht, Rafael Alberti

Roteirizado por: João Fonseca

Elenco: André Abujamra, Guta Stresser e grande elenco

 Serviço

30/03 (Sábado) às 21h no Teatro Guairinha

31/03 (Domingo) às 19h no Teatro Guairinha

Elza (Musical)

Uma homenagem à cantora Elza Soares. No palco, as múltiplas facetas de Elza e as reviravoltas de sua vida são mostradas no texto de Vinicius Calderoni. Larissa Luz, Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Krystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim dão vida às músicas, cujos arranjos foram criados pelo baiano Letieres Leite. Canções como “Lama”, “O Meu Guri”, “A Carne”, “Se Acaso Você Chegasse”, entre outras, fazem parte do repertório.

Ficha Técnica

Elenco: Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacôrte, Verônica Bonfim. Atriz Convidada: Larissa Luz

Direção: Duda Maia

Texto: Vinícius Calderoni

Direção Musical: Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet

 Serviço

05/04 (Sexta) às 21h no Guairão

06/04 (Sábado) às 21h no Guairão

Navalha na Carne – Uma Homenagem a Tônia Carrero

Neusa Sueli é uma prostituta decadente e explorada por Vado. Em meio a brigas e desavenças, ela vai às ruas para ganhar dinheiro, enquanto Vado sai com outras mulheres e leva a vida sossegado.  Escrita por Plínio Marcos em plena ditadura militar, “Navalha na Carne” é contundente, visceral, violento, patético, poético e humano.  A peça foi proibida na época da ditadura militar. Tônia Carrero conseguiu a liberação e produziu, há exatos 50 anos, a montagem que entrou para a história. Essa nova NAVALHA, idealizada e protagonizada por sua neta, Luisa Thiré, é uma homenagem à ela.

Ficha Técnica

Texto: Plínio Marcos

Direção: Gustavo Wabner

Elenco: Luisa Thiré, Alex Nader e Ranieri Gonzalez

Serviço

01/04 (Segunda) às 21h no Teatro Sesc da Esquina

02/04 (Terça) às 21h no Teatro Sesc da Esquina

PI – Panorâmica Insana

Prêmio APCA de melhor espetáculo de 2018, Pi – Panorâmica insana, da diretora Bia Lessa, traça um painel irônico do mundo contemporâneo. Com Cláudia Abreu, Leandra Leal, Rodrigo Pandolfo e Luiz Henrique Nogueira, a peça discute temas como indivíduo, civilização, sexualidade, política, violência, nação, miséria, riqueza, gênero e desejo. A dramaturgia do espetáculo foi concebida a partir dos ensaios e resultou numa escritura cênica não convencional, que transita entre as artes plásticas, o teatro e a dança.

Ficha Técnica

Textos de Júlia Spadaccini, Jô Bilac e André Sant’anna, com citações de Franz Kafka e Paul Auster.

Concepção, Direção Geral e Escritura Cênica: Bia Lessa.

Elenco: Cláudia Abreu, Leandra Leal, Luiz Henrique Nogueira e Rodrigo Pandolfo.

Serviço

30/03 (Sábado) às 21h no Guairão

31/03 (Domingo) às 19h no Guairão

Recital da Onça

Solo que marca a volta de Regina Casé aos palcos teatrais depois de mais de 25 anos. Sua personagem recebeu convite de Harvard para inventar um novo formato pop para palestras sobre literatura brasileira para estudantes estrangeiros. Ela precisa ensaiar suas propostas antes da viagem, a partir de textos de nossos grandes autores. “Recital da Onça” é esse “ensaio”. A plateia tem a tarefa de ajudá-la a escolher os textos mais adequados para essa missão e a enfrentar seu pavor de aeroportos, da imigração americana e do frio congelante do inverno em Harvard.

Ficha Técnica

Criação: Hermano Vianna e Regina Casé

Direção: Estevão Ciavatta & Hamilton Vaz Pereira

Elenco: Regina Casé

Serviço

28/03 (Quinta) às 21h no Guairão

29/03 (Sexta) às 21h no Guairão

Sísifo

Sísifo.gif, primeira colaboração cênica entre Gregorio Duvivier e Vinicius Calderoni, é uma investigação de como transpor para o palco a linguagem do gif e do meme.

Ficha Técnica

Elenco: Gregório Duvivier

Direção: Vinicius Calderoni

Texto: Gregório Duvivier e Vinicius Calderoni

Direção de Produção: Andréa Alves

Serviço

06/04 (Sábado) às 21h no Teatro da Reitoria (Rua 15 de Novembro, 1299)

07/04 (Domingo) às 21h no Teatro da Reitoria (Rua 15 de Novembro, 1299)

Sherazade – Fringe

No ano em que completa 14 anos de atividades, o Grupo de Teatro do Clube Curitibano estreia o espetáculo Sherazade, inspirado no clássico As Mil e Uma Noites. Essa será a 15.ª peça elaborada e apresentada pelo Grupo, e como já é tradicional as apresentações fazem parte da mostra Fringe do Festival de Teatro de Curitiba. A estreia da peça será no dia 28 de março, dois dias após a abertura do Festival, mas ultrapassa a data oficial do evento e se estende até o dia 20 de abril. Inspirada nas histórias de “As Mil e Uma Noites”, a peça Sherazade é ambientada em um tempo imemorial e em uma Pérsia fantasiosa, onírica, mágica e misteriosa, e apoiada no romance ancestral.

Ficha Técnica

Grupo de Teatro do Clube Curitibano

Dramaturgia, Cenografia E Direção: Enéas Lour

Elenco: Adriana Villar, Alexandra Mayrhofer, Ana Mary Ribas Fortes, Carlos Valente Castro Filho, Denise Ribeiro Losso, Dulce Furtado, Enéas Lour, Judith H. Mueller, Luciana Longhi, Martina Athene Mandić e Simone Nercolini.

Serviço:

Apresentações: de 28/03 a 20/04, sempre as quintas, sextas e sábados, às 20h30 (no dia 30 de março o espetáculo será exibido às 19h30).

Local: Sede Concórdia do Clube Curitibano

Ingressos: R$ 10 – valor único.

Calígula d’Albert Camus – Fringe

Perversão moral e sexual, déspota suicída e cruel; este foi o terceiro imperador romano conhecido como Calígula (12 d.C.-41 d.C.) o qual mantinha relação incestuosa com sua irmã e era falsamente bajulado pelos senadores. Sem dúvida um dos maiores textos teatrais do sec. XX por Albert Camus (Prêmio Nobel de Literatura). Interpretado pelo ator Paulo Fermiano e grande elenco,  sob direção de Edson Buen o(Melhor Direção – Gralha Azul).

Ficha Técnica

F Studios

Direção: Edson Bueno e Paulo Fermiano

Companhia: Paulo Fermiano, Roberto Bueno, Joao Paulo Moreira, Vinícius Staub, Daphne Garcez, Antonio Barros, Gessica Ferreira, Caio Pitanga, Douglas Perez, Luan Cavalcante, Snebur Otilopih, Nalah Nascimento, Joy Marcondes, Ricardo Westphalen, Felipe Ramos, Joy Marcondes, Nalah Nascimento, Gislaine de Paula Costa, Mayumi Eguchi, Fabio Cordeiro, Mayumi Eguchi.

Serviço

05/04 (Sexta) às 21h no Teatro José Maria Santos

06/04 (Sábado) às 14h no Teatro José Maria Santos

26
fev

As mudanças e a memória afetiva

Memória-afetiva

Saí de casa aos 28 anos para morar sozinho. Era um apartamento minúsculo, no mesmo bairro onde já morava, com sala, cozinha, quarto e banheiro, tudo no mesmo ambiente. Era minha mansão, claro. Foram dois anos de aprendizado. Virei amigo da solidão e jamais me senti solitário. Aprendi a apreciar minha companhia. Não conheço o que é tédio.

Mas depois de dois anos, resolvi me mudar para um apartamento maior, agora dividindo com outra pessoa, em outro bairro. Novos contextos e novas referências. Novo chão, velha constelação.

A parte burocrática da mudança é um troço muito insuportável de chato. Fretes, instalação de armário, chuveiro que queima, vistoria de apartamento, instalação de internet, bagunça, arrumação, inventário de coisa que eu nem sabia que tinha. Mas ao mesmo tempo em que tudo está uma zona completa, tudo também está lindo.

Eu me mudei para um bairro em que cada lugar ativa algo na minha memória afetiva. Foi lá onde boa parte da minha família viveu por muitos anos. A cada pedacinho do bairro, eu lembro do cheiro do café da minha bisavó, dos passeios com a minha avó, da alegria de pegar um ônibus quando criança, do apartamento onde minha tia viveu, do cheiro do chocolate enquanto minha tia preparava ovos de Páscoa, da sensação de ter ido ao cinema pela primeira vez, das brincadeiras com a minha prima no pátio de casa, do barulho da máquina de costura da minha bisavó.

É estranho, até meio mágico, o poder da memória. Esses dias entrei no apartamento e algum cheiro me transportou para uma época que eu nem lembrava que ainda existia dentro de mim. Quando fui dormir a primeira noite no apê novo, o barulho incessante de carros passando na rua me fez adormecer rapidamente, porque era o mesmo barulho de quando eu visitava minha bisa. A sensação é de pertencimento. Que coisa doida! Estou em casa.