17
ago

Retomando bons e velhos hábitos

baby-beautiful-child-1257105Eu amo ler. Assim que aprendi a unir as letras e transformá-las em palavras, desenvolvi o hábito da leitura, muito incentivado pela minha mãe. Quando eu era criança, ia à biblioteca do colégio uma, duas ou até três vezes por dia: emprestava um livro no início da tarde, lia no recreio, devolvia e já partia para o próximo. A bibliotecária, que esperava minhas visitas diárias, já conhecia meus gostos e separava os lançamentos das séries infantis das quais eu tanto gostava.

Fui crescendo e, naturalmente, outros interesses começaram a aparecer. Na medida em que me engajava em outras atividades, diminuía minha frequência na biblioteca. No começo, a bibliotecária perdoava, mas cobrava: “não conseguiu vir ontem, Bia?”. Nos anos que se passaram, ela foi deixando de me chamar pelo nome e, para o meu espanto, não consegui lembrar o dela para colocar neste texto.

No ensino médio, só fui à biblioteca quando era obrigada: para pegar livros de matérias que eu não gostava, como física ou química, ou para fazer alguma atividade determinada pelos professores. Eu continuava lendo, mas só por obrigação. Chegava a achar torturante ler alguns livros que iriam cair no vestibular.

Quando chegou a hora de decidir o curso que faria na universidade, pensei por um tempo e, entre jornalismo, publicidade e direito, fiquei com a primeira opção. “Você gosta de ler? Tem que gostar muito para ser um bom profissional nessa área”, começaram a me dizer. As lembranças da infância me faziam falar que sim, mas, no fundo, eu sabia que não podia afirmar isso naquele momento.

Virei universitária e, de fato, eu precisei ler muito e, de novo, como uma obrigação. Artigos intermináveis, livros-reportagem antiquíssimos e os jornais da cidade, afinal, com frequência um professor perguntava quais eram as manchetes do dia – e ai de quem não soubesse. Quatro anos se passaram e eu não li um livro sequer, que não fosse relacionado ao meu curso. Jurei que quando passasse o TCC, iria recuperar o tempo perdido e ler, pelo menos, um livro por mês.

Apesar da promessa que fiz a mim mesma, só estou começando a cumpri-la agora, com quase dois anos de formada (!). Ganhei no Natal passado um box com os livros originais da saga Harry Potter e decidi começar com eles o resgate da minha essência leitora. Em meio à falta de tempo, estou caminhando lentamente nesse processo. Demorou, mas parece que agora consegui retomar esse bom e velho hábito e parece que não vou mais desistir dele – a não ser que eu resolva fazer outra graduação (risos).

Bia.

13
ago

Uma nova paixão

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Sempre gostei de cerveja, mas a pilsen mesmo. A mais fraquinha, para ser tomada no verão acompanhada do tradicional churrasco de final de semana. Nos dias frios, minha preferência é o vinho. Aí gosto mesmo é do tinto seco, bem encorpado, para ser degustado sem pressa, enquanto bato um bom papo com as amigas ou faço alguma experiência na cozinha.

Por falar em cozinha, ela não é o meu forte. Sou um tanto limitada nessa arte de cozinhar e acabo fazendo sempre os mesmos pratos. Mas sou uma boa companhia para quem vai cozinhar. Gosto de ajudar separando os ingredientes, preparando a salada, fazendo a sobremesa e, principalmente, lavando a louça. Meu marido adora cozinhar e compartilhamos esse momento quando a rotina nos permite. Nos finais de semana, enquanto ele cozinha, eu bebo vinho, converso e faço o papel de auxiliar de chef.

Agora ele anda se aventurando em uns pratos mais elaborados, resultado do curso de chef de cuisine que está fazendo na Espaço Gourmet. Quando tem mais tempo, se dedica a cozinhar e faz disso um programa. Começou inclusive a comprar cerveja artesanal para degustar enquanto cozinha. Com isso, passei a acompanhá-lo e a experimentar cervejas muito saborosas. Resultado, meus vinhos estão indo para a panela.

O consumo e a produção de cerveja artesanal cresceram bastante no Brasil nos últimos anos. Essa semana li uma matéria no Bem Paraná que dizia que o país já tem mais de 1,5 mil rótulos e mais de 300 cervejarias. O Paraná se destaca e concentra mais de 60 cervejarias e uma produção estimada em 6 milhões de litros por ano. Além disso, a qualidade das cervejas produzidas no estado já conquistou mais de 240 prêmios nacionais e internacionais, colocarando a cidade de Curitiba na rota dos profissionais e apreciadores da bebida, cidade hoje considerada a Capital Nacional da Cerveja Artesanal.

Ano passado, a Prefeitura de Pinhais lançou a Rota da Cerveja. A cidade da região metropolitana produz uma grande variedade de tipos de cervejas. Algumas delas são exportadas para países como Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, entre outros. Eu e o Andrei começamos a fazer essa rota. Fomos a duas cervejarias, a Way Beer e a Bastards Brewery. Ambas com ótimas cervejas e bom espaço para eventos.

Para quem ainda não experimentou, eu recomendo, especialmente a produção local.

Bjs,
Aline Cambuy

6
ago

Vencendo os pré-conceitos

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Tem vezes que eu gostaria de ter o desapego de conceitos de uma criança. De recuperar aquela capacidade de experimentar e tentar tudo – comum em todos nós quando ainda pequenos. Sem ideias ou opiniões pré-formadas.

Digo isso porque há poucos dias tive uma das melhores sensações da minha vida. Mas apenas por ter conseguido a libertação de algumas ideias.

Antes de continuar quero dizer que quase todos temos ideias e opiniões sobre tudo. Até sobre aquilo que ainda não conhecemos ou experimentamos. Especialmente os jornalistas. Posto isso posso continuar com a certeza de que não serei julgado.

Amo viajar. Quem não ama, não é? E depois de 15 meses de Talk tive as minhas primeiras férias (desconsiderando o final do ano que sempre viajamos para o Rio Grande do Sul). Optei por tirar com 15 meses para encaixar com o período de descanso da Amanda. Quando tive o ok que seria possível, começamos a planejá-las. Isso foi lá por setembro do ano passado. Decidimos viajar. Afinal, o amor por conhecer novos lugares é algo que – entre tantas coisas – eu e a Amanda temos em comum.

Havíamos decidido economizar para viajarmos para fora do país. Eu queria Portugal. Ela, Estados Unidos. Eu queria Porto e ela, Nova York. Eu estava optando pelo conhecido e seguro. Ela, pelo novo e desafiador.

Eis que começava a minha saga pessoal. Eu também queria Nova York. Abracei como um sonho nosso. Mas e superar as ideias e opiniões já formadas sobre o destino? A comunicação em inglês talvez fosse o menor dos meus medos. E se alguém resolvesse mostrar para o Trump que para tudo há consequência? E se eu ficasse incomodado com tanta gente e movimento? E se eu não conseguisse aproveitar por causa do calor de mais de 40 Cº da cidade? E se eu me sentisse incomodado com o voo de nove horas, já que voar me deixa bem nervoso? Era muito “se” com coisas que eu havia lido na internet ou acompanhado na TV.

Aí depois de muita paciência dela – e conversas – transformei todas essas perguntas – com respostas dos outros – em uma única questão: e se eu amar?

E eu amei. Quais as novas respostas para aquelas mesmas perguntas?

Nova York é muito mais segura que qualquer cidade que já conheci (pelo menos para turistas). Distanciar-se da Times Square é a oportunidade de viver a cidade como um local. Então já não é tanta gente assim. O calor é suportável pelo tanto de prédios e árvores que ajudam com sombra. Superar as questões com o voo fica mais fácil quando se tem uma super companheira do lado que encontra maneiras para acalmar e entreter a pessoa.

Descobri uma cidade que tem tudo a ver comigo e com a Amanda. Um lugar que passa a sensação de liberdade, mobilidade, segurança, modernidade e a intensidade de tudo isso sendo vivido por pessoas de todos os cantos do mundo. Nunca vi tantos imigrantes de diferentes lugares em um só. Nunca vi uma cidade com tanta energia. Tanta vida. Tanto tudo. Voltamos renovados. Algo inexplicável.

Mas daí alguns podem dizer que isso era óbvio. Será? Será que você aí não tem nenhuma ideia pré-formada ou medo que possa estar barrando uma experiência incrível?

Liberte-se. Experimente. Curta. Viva.

Beijinhos,

Wellington

30
jul

Facebook irá mostrar quanto tempo o usuário gasta na rede social

NovisUma nova ferramenta, que já está sendo desenvolvida pelo Facebook, irá mostrar o tempo gasto pelo usuário na rede social nos últimos sete dias. O recurso, que recebeu o nome de “Your Time On Facebook” (Seu Tempo no Facebook) permitirá que o usuário estipule um limite de uso diário, recebendo um aviso sempre que ultrapassá-lo.

O Facebook afirmou em nota que sempre busca “novas formas para ajudar a garantir que o tempo das pessoas no Facebook seja um tempo bem gasto”. Antes da rede de Mark Zuckerberg, outros – como Apple, Youtube e Instagram – já haviam anunciado a iniciativa, motivados pela campanha “Time Well Spent” (Tempo Bem Gasto), iniciada pelo engenheiro Tristan Harris, ex-funcionário da Google.

Harris defende o bem-estar digital e alerta para os formatos de aplicativos e sites criados pelas empresas de tecnologia, que viciam os usuários em seus serviços para que passem mais tempo nas plataformas.

27
jul

Gastar com viagens nunca será um desperdício

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Toda vez que você viaja sempre há aquela preocupação com os gastos. Quanto será investido em passagens, acomodação, alimentação, transporte, passeios, presentes, entre muitos outros. E ao final da viagem você para e percebe que o montante gasto foi considerável. Pode até bater aquele pensamento: “eu não deveria ter gasto tudo isso”. Mas a verdade é que vale a pena sim por um simples fator: os ganhos com essa viagem são infinitamente maiores.

Você pode ir para um estado vizinho, para outro país próximo ou mesmo do outro lado do mundo. Mas todo novo lugar vai te proporcionar uma experiência única. Algo que você não esperava encontrar ou que você aprendeu sobre um determinado povo. Conhecemos culturas, costumes, hábitos e maneiras de enxergar o mundo totalmente diferentes. Isso faz com que a sua maneira de enxergar o mundo também seja completamente modificada. Quando você fica aberto a conhecer o novo, de fato os horizontes se ampliam e qualquer pessoa pode ser modificada.

O blog de viagens Esse Mundo É Nosso fez há algum tempo um texto excelente sobre a importância das viagens que você fez. Nele, a lição mais importante que o autor nos dá é que todos os nossos bens materiais podem se perder algum dia, mas o que sempre vai restar são as experiências de vida que você conquistou e que ninguém nunca vai tirá-las de você. E as viagens estão entre as experiências mais enriquecedoras para quem quer que seja.

É claro que existem muitas prioridades e necessidades na vida. Mas com um pouco de planejamento e organização é possível economizar uma quantia e ir para um lugar diferente para viver uma nova experiência. Tenho certeza que o dinheiro não terá sido gasto em vão.

Renan Araújo.

13
jul

Mas… Você é gamer?

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Neste ano, a 5ª Pesquisa Game Brasil, que vem acompanhando o desenvolvimento dos jogos digitais no país, revelou que mulheres são maioria nesse universo tradicionalmente masculino: quase 60% dos gamers brasileiros são do sexo feminino.

Outro dado que costuma acompanhar materiais sobre esse assunto é o de assédio – diferentes pesquisas, de diferentes localidades, apontam que entre 60% e 100% das mulheres que jogam online já sofreram algum tipo de assédio. Mas, hoje, o foco deste texto não é esse!

A cada dia que passa, estamos mais presentes no mundo dos games e com menos vergonha ou receio de admitir nosso amor (ou vício) por esses momentos maravilhosos de descontração em frente a um computador ou outro console qualquer. As amigas que não jogam já não nos olham de maneira esquisita e os homens estão cada vez menos impressionados, deixando de nos questionar: “mas VOCÊ joga mesmo?”.

O fato de sermos 60% no Brasil não tem muita relevância. Ao contrário do que muitos pensam, não estamos travando uma batalha contra os homens. O que esse número diz, na verdade, é que não temos mais medo de sermos exatamente como somos e, muito menos, de exteriorizar isso.

É libertador poder admitir e sentir certo orgulho ao dizer que somente de The Sims 4 tenho mais de 1.050 horas jogadas, algumas centenas de Counter Strike e outras dezenas de Fortnite – ainda sou noob. Isso sem contar com os mais antigos, como StarCraft, Worms ou as diversas versões de Crash Bandicoot, Mortal Kombat, Need For Speed, Tekken e outros mais.

Então, meninas, parabéns para nós! Essa é só mais uma de nossas pequenas vitórias. Ainda teremos muitos rounds e chefões para passar antes de zerar esse jogo!

Obs.: até o fim do dia alguns desses números poderão estar desatualizados.

Bia.

29
jun

As leituras do mês #3

kindle

Vamos lá! Seguindo a tradição aqui no Blog da Talk, chegou a hora de falar sobre minhas leituras do mês de maio e junho. Está querendo ler um livro e não sabe qual? Então vem me ler. As outras listas e dicas estão neste link aqui: https://goo.gl/xrikVB

Menina Má
William March

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Provavelmente nos anos 1950 o livro chocou muita gente. Uma criança psicopata? Hoje em dia já temos materiais até melhores. Mesmo assim, a escrita de March é bem assustadora, os personagens são todos estranhos e infantis de uma maneira incômoda. O problema é que a tradução da DarkSide está bem ruim e há muitos erros ortográficos que irritam um bocado e minha experiência com a história foi frustrante. Talvez a versão original seja melhor. Não há uma página sequer que não tenha alguma falha. Pena.

Desonra
J.M. Coetze

Extremamente forte e desconfortável, Desonra vai te dar vontade de ler uma historinha de ninar depois de terminar o livro, tudo porque você ficará perturbado da cabeça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy. No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid.

Um de Nós Está Mentindo
Karen M. McManus

Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. O começo é mais divertido do que o meio e o fim. É um entretenimento ok, mas bem esquecível. Tem umas questões interessantes, como relacionamento abusivo na adolescência e a interação entre os personagens, mas chega uma hora que a história gira, gira e não sai do lugar. Os motivos da morte do garoto são bastante problemáticos e perigosos, tanto do ponto narrativo quanto ético, já que é um livro direcionado ao público jovem.

À Noite Andamos em Círculo
Daniel Alarcón

A história é ótima e Daniel Alarcón escreve belissimamente, mas o livro não me tocou. Achei que, literalmente, ele começa a andar em círculos em determinado ponto. A vida de Nelson não está tomando o rumo que ele queria. Sua ex-namorada está morando com outro; seu irmão mais velho emigrou para os Estados Unidos e não cumpriu a promessa de levá-lo junto; e ele próprio tem de viver ao lado da mãe viúva, tentando estabelecer uma carreira de ator e dramaturgo que não decola, num país latino-americano recém-saído da guerra civil.

Harry Potter and the Philosopher’s Stone
J.K. Rowling

Bem, o que é que eu vou dizer? Eu já li esse livro umas cinco vezes e devo ler muito mais ao longo da vida, mas agora decidi reler a série toda em inglês. Eu fico emocionado, de verdade, real, com o que a Rowling fez. Eu vou ser bem cafona aqui, mas ela consegue sempre me levar de volta para um mundo que, aos 12 anos de idade, meio que me salvou e continua salvando. É impressionante o universo construído por ela e é impressionante ver como ela criou uma história tão linda que acompanha a gente por anos. Toda criança, adolescente e adulto deveria ter algum contato com a série Harry Potter.

22
jun

A Copa é de todos nós

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Quatro anos se passaram e eis que estamos novamente vivendo mais uma Copa do Mundo. Aquele momento tão esperado e que reúne os brasileiros em torno de um sentimento comum e até mesmo em torno de um patriotismo que em dias normais praticamente não existe.

Os fãs de futebol acabam completamente envolvidos pelo torneio. Até mesmo os momentos prévios aos jogos e partidas de outras seleções acabam virando o centro da atenção. Durante todo esse mês, o mundo respira futebol e os olhos (e pensamentos) estão voltados para apenas um lugar. Não teria como ser diferente.

Até mesmo aqueles que não gostam de futebol acabam envolvidos de alguma maneira por esse clima contagiante. Até porque os jogos, especialmente os do Brasil, viram motivo para algum tipo de celebração, confraternização, encontro entre amigos ou mesmo um período para que a pessoa possa simplesmente descansar.

Sentir que há algo diferente no ar é inevitável. Por isso, o negócio é aproveitar essas semanas de descontração e aproveitar a melhor parte disso. Afinal, outro momento especial como esse vai levar outros quatro anos para acontecer novamente.

Renan

15
jun

Inferno e telefonia, tudo a ver

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Dizem por aí que mudar é sempre bom e a gente se esforça para enxergar assim mesmo as mudanças indesejadas. Quando a mudança é planejada, a expectativa sobre as alegrias que virão supera o cansaço e a correria. E aqui acaba minha vã e barata filosofia, atingida no estômago por aquilo que se convencionou chamar de “operadoras de telefonia”.

Telefonia – e outros serviços por assinatura, como tv, internet e até, descobrimos agora, água filtrada – é a porta de entrada do inferno.

Ao pedir a mudança de endereço das linhas da Talk para o novo escritório, no dia 28 de maio, nos enfiamos até os joelhos no tapete de lama com que a Oi recebe seus clientes.

Ganhamos o pacote vip, topzera, superultra, macanudo, que inclui:

– ficar sem telefone e sem ligações de clientes e potenciais clientes;

– colecionar protocolos que desaparecem do “sistema” sem mais delongas;

– ser solenemente desprezados pelo “sistema”;

– conhecer sotaques de norte a sul de dezenas de teleatendentes;

– aprender a dedurar a operadora na Anatel;

– receber diferentes instaladores que não sabem nos dar resposta;

– conhecer um instalador, o José, que genuinamente se interessa pelo nosso drama e só não consegue nos ajudar porque o “sistema” não deixa;

– desenvolver o nível Jó Blaster de paciência e resignação.

Posso ficar aqui por várias horas descrevendo o cenário de trevas, enxofre e chamas do inferno telefônico. Mas acho que todo mundo, em algum momento, já espiou por essa janela.

Por isso, aproveito esse momento de ampla solidariedade que se instala no coração de cada leitor para pedir que liguem nos nossos celulares, enquanto tentamos resgatar o 3018-5828 e suas linhas companheiras dos braços do “demôniOI”.

8
jun

Tudo muda: um olhar do futuro

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A querida Bia – ainda jovem, mas com muitas coisas para contar já – comentou no último post do blog (não leu? Esse aqui) sobre como as coisas mudam sem quase mudar nada. Uma visão dela, no auge da juventude aos 23 anos, sobre a espera por algo que ainda não conhece e o condicionamento da felicidade a momentos futuros.

Eu e os meus jovens 34 anos – a oposição fará questão de afirmar que estou perto dos 40 (levianos, óbvio; matematicamente estou mais perto dos 30) – talvez contribuam para acalmar o coração dela. Prometo tentar exercitando um pouco do meu egocentrismo com um depoimento pessoal.

Já passei por esse momento que parecia mais como um coelho correndo atrás da cenoura. Na verdade, eu acredito que muitos continuam nesse movimento (sem relação com a idade). Acredito que a ficha acabe caindo em momentos diferentes para cada ser humano. Afinal, somos seres com personalidades e experiências individuais.

Eu mesmo passei por vários momentos até os meus 26 anos. Várias. Algumas bem complicadas para alguém ainda muito jovem (para a minha experiência de vida na época e dentro do que eu julgo complicado). Eis que apareceu uma professora que me ajudou – e me tirou da zona de conforto – a evoluir muito nesse sentido. Muito, mas ainda não era o suficiente para deixar de ser o coelho correndo atrás da cenoura.

Passei por outros tantos desafios no âmbito pessoal e profissional. Até a virada em 2017. Foi quando tudo mudou. A chave foi virada e o meu olhar sobre a vida mudou. Não foi fácil. Nem um pouco. A minha visão de mundo se transformou e tive uma guinada em todos os aspectos pessoais e profissionais. São feridas que ainda estou lambendo para cicatrizarem plenamente. O tempo vai tratar de cuidar delas plenamente. Mas a ficha caiu e o que fica é a transformação.

Aprendi a viver no presente e não num futuro que estamos construindo no agora. Se vivemos no futuro, como vamos criá-lo no presente? É impossível erguer uma casa começando pelo teto. Precisamos começar pela fundação. E isso é só no agora. O prazer da conquista no futuro passa por aproveitarmos cada segundo do presente. Errar e acertar, ser feliz ou ficar triste, agir e sonhar. Tudo isso faz parte do processo do agora. Somos seres que mudam diariamente e viver isso faz parte da construção da nossa essência e da nossa felicidade.

Ser feliz não é apenas o ser alegre e estar sorrindo. Ser feliz é viver o pacote completo.

Até pouco tempo atrás eu tinha a sensação de estar sempre buscando algo que ainda não tinha alcançado. Queria ter um bom emprego. Consegui. Depois condicionei a satisfação a uma promoção ou cargo superior ao objetivo inicial. Desejava um carro que fosse o suficiente para levar (eu) a mim e a minha família de um lado para o outro. Consegui também. Depois pensei que o que eu precisava era um carro com mais espaço, potência e tecnologia. E o raciocínio acabava servindo para quase tudo e atrelado ao material e tangível. Tudo isso acabava trazendo aquela sensação do estar buscando algo e a insatisfação. Parecia que eu estava como o Adam Sandler no filme Click (bom ou ruim, ele tem uma moral de fundo). Havia perdido a minha essência.

Hoje eu sou grato e muito feliz – e não apenas pelas coisas que temos. Sou feliz e grato pelo que sou como ser humano. Pelas minhas experiências. Todas elas. Na verdade, essa era a cenoura o tempo todo e eu não conseguia perceber. Conseguir ser o que quero ser e do jeito que quero ser. Essa mudança tornou possível que eu viva e sinta o presente. Sinto cada detalhe como se fosse um super-herói como o Homem-Aranha e tenha a hipersensibilidade dele. Mas não sou super nada, ok? Sou de carne e osso.

E não estou sozinho nessa. A minha professora, uma mulher daquelas e que me ensina todos os dias, está nessa comigo. Juntos somos mais fortes.

Por isso vou ser um pouquinho metido para dar um recado para todas as Bias que existam por aí:

Desfrute do presente e tudo o que ele dá. Viva o bom e o ruim, o fácil e o difícil, o doce e o amargo. Viva e sinta. Não abra mão dos sonhos. Lute por eles. Transforme-os quando precisar. Tenha ambição, sim. Ambição de ser alguém em plena mutação e aberta para o que a vida dá. Isso faz parte da jornada e é o que lhe confere esse sabor especial. O resto será consequência do que você é. E se uma porta estiver fechada ou emperrada, saiba que há outras que levam para o mesmo destino por outros caminhos.

Com essa coleção de frases de para-choque de caminhão é que termino o meu post de hoje. Esse sou eu, errando e acertando.

Beijinhos,

Wellington