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20
nov

Crack made in USA

Neste feriadão li Retrato de um viciado quando jovem, escrito por um agente literário norte-americano ex-usuário pesado de crack – se é que existe no mundo alguém que só “dê uns tapas” eventuais neste tipo de droga. Pelo que o cabra relata nesta autobiografia, parece que o crack tem uma realidade bem diferente nas terras do Tio Sam.

Pra começo de conversa, o ex-junkie gastou uma bolada de 70 mil dólares em pedras durante sua carreira vertiginosa. Só numa encomenda suicida ao traficante, foram mil dólares. Grana que, no Brasil, imagino que mataria uma penca de viciados.

O protagonista é um bacana, mora na Quinta Avenida, perde viagens internacionais, hospeda-se em hotéis de luxo, frequenta os points VIP de Manhattan, dá um Zé Migué em trocentas reuniões importantes de negócios. E o livro cita o 11 de setembro como uma data em que ele já estava pra lá de doidão.  Enquanto no Brasil, pelo que sei, em 2001 o crack ainda era droga de maloqueiro.

O texto direto e reto também retrata o submundo do crack nova iorquino, mas nem de perto lembra as imagens da polícia brasileira dando geral nas cracolândias de São Paulo e do Rio. Na carioca, aliás, inesquecível a cena recente dos viciados andando feito zumbis no meio de uma Avenida Brasil com o tráfego intenso.

Melhor ou pior? Tipo de comparação que, ao meu ver, não se faz. Concorda comigo?

Beijos,

Karin Villatore

20
set

Semana Literária


Participei nesses últimos dias da Semana Literária do SESC no Paraná. Achei os temas interessantes, palestrantes bacanas e diversificados e o melhor: tudo de graça. O SESC está levando também essas palestras para o interior do Estado, dando acesso às pessoas a escritores renomados e à discussão da leitura e da produção literária. Aqui em Curitiba o evento tinha também várias barracas com livros à venda de diversas editoras. Fiquei impressionada com a produção local. Livros sobre o início da imprensa em Curitiba, produção de revistas, com escritores, ilustradores, artistas e colaboradores daqui. Muito legal prestigiarem a produção do que é feito aqui por gente daqui e deixar à disposição do público. Eu que moro na capital há três anos não sabia que o mercado editorial paranaense tinha coisas desse padrão de qualidade.
Bacana também a Fundação Cultural de Curitiba colaborando com o SESC para esse projeto. É uma das coisas que me alegra em morar em Curitiba. A opção de cultura é variada e tem cada vez mais coisas legais de graça. Nesta semana a capital sedia também o Festival NuJazz Curitiba 2010 a preço zero. Fica a dica!

Cristiane Tada

13
ago

Fazer-se entender e ter um dicionário sempre por perto

Capa da Revista Veja desta semana é sobre falar e escrever bem.  A revista fez uma análise do primeiro debate dos candidatos à Presidência da República exibido pela rede de televisão Bandeirantes. Veja defende que os pleiteantes a cargos públicos deveriam falar, no mínimo, corretamente para conseguirem ser bem entendidos. Aquilo que nós, assessores de imprensa, temos como premissa básica e oferecemos todo dia para os nossos clientes. A matéria mostra as diferenças, o que é aceitável ou não no Português falado e no escrito. Segundo a apuração da revista Dilma levou a pior, não pontua as frases quando fala, perdendo o sentido das mensagens. Serra comete erros, mas tem treinamento em oratória e, por isso, consegue transmitir seu recado. Marina, apesar de erros graves, atinge o telespectador porque fala de forma simples e direta.
Além da análise da fala desarticulada dos candidatos a matéria mostra como utilizar a língua corretamente pode ser benéfico principalmente para a vida profissional. Apresenta alguns dicionários e versões reeditadas como o ótimo Dicionário Analógico da Língua Portuguesa do autor Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. Comprei já faz uns meses , aconselhada por Chico Buarque (é dele o prefácio da nova versão) e adorei.
Desde criança tenho uma mania por dicionários. Naquela época era uma atração pelo glamour de saber novas palavras, a sedução de uma fala à la Odorico Paraguaçú, que Veja traz como o mais famoso representante na dramaturgia do discurso empolado e errado. Já hoje, pela consciência de que saber palavras difíceis é preciso, mas com o intuito contrário: de simplificar e, assim, ser bem entendida.

Cristiane Tada

22
jul

Gerenciamento de crise será um dos temas abordados no 6.º Congresso Paranaense dos Jornalistas

A jornalista Karin Villatore, Diretora da Talk Assessoria de Comunicação, bem como Sulamita Mendes, Especialista em Comunicação Corporativa e Marketing, irão falar sobre gerenciamento de crise durante o 6.º Congresso Paranaense dos Jornalistas. O evento acontece de 6 a 8 de agosto, em Foz do Iguaçu, e tem como temática principal a “Formação superior para um Jornalismo plural e democrático”. Para Karin, abordar as consequências de uma crise para a imagem corporativa ainda é necessário, pois muitos empresários não investem nesta questão. “Muitas empresas ainda são prejudicadas tanto em imagem quanto em seus resultados e lucros devido à falta de planejamento prévio de uma possível crise em comunicação com seus diversos públicos”, comenta.

Na ocasião, as jornalistas irão abordar tópicos citados no manual “Sobreviva à crise – Manual de gerenciamento de crise”, que foi elaborado pelas comunicadoras em 2009. “Este manual foi estruturado para servir de apoio tanto ao profissional de comunicação, como para os empresários. Acreditamos que este é um tema que ainda merece a devida atenção dos profissionais da nossa área”, diz.

12
jul

Sobreviva à crise

Desde que lançamos a Talk sempre fazemos alguma ação bacana para comemorar o nosso aniversário. Neste ano foi uma palestra para os clientes e parceiros sobre atualização e novas regras da Língua Portuguesa com o Professor Villa, meu pai nas horas vagas. No ano passado, com uma ideia nota 10 da Thalita, nossa coordenadora de redação, criamos um Manual de Gerenciamento de Crise em Comunicação.

Vale lembrar que o ano passado era o ano da crise e que todo mundo estava perdendo o sono de medo de os negócios afundarem. Ainda bem que, na maior parte dos setores, no Brasil a crise passou praticamente de raspão. Mas o  manual, intitulado “Sobreviva à Crise”, foi um sucesso até maior que do que a gente imaginava.

Feito em parceria com a amiga e também jornalista Sulamita Mendes, com o apoio de toda a equipe da Talk e da querida jornalista Diana Prestes,  nosso manual virou livro básico da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) do Rio de Janeiro, até hoje é procurado por profissionais de comunicação de todo o Brasil e rendeu matérias na imprensa nacional.

Essa procura prova que em tempos de pós-crise, se é que ela realmente existiu no Brasil, o assunto continua interessando. Afinal, uma mera mudança de chefia pode ser considerada, dependendo da situação, uma crise corporativa.

Interessou? Procure a gente que explicamos melhor.