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13
jul

Mas… Você é gamer?

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Neste ano, a 5ª Pesquisa Game Brasil, que vem acompanhando o desenvolvimento dos jogos digitais no país, revelou que mulheres são maioria nesse universo tradicionalmente masculino: quase 60% dos gamers brasileiros são do sexo feminino.

Outro dado que costuma acompanhar materiais sobre esse assunto é o de assédio – diferentes pesquisas, de diferentes localidades, apontam que entre 60% e 100% das mulheres que jogam online já sofreram algum tipo de assédio. Mas, hoje, o foco deste texto não é esse!

A cada dia que passa, estamos mais presentes no mundo dos games e com menos vergonha ou receio de admitir nosso amor (ou vício) por esses momentos maravilhosos de descontração em frente a um computador ou outro console qualquer. As amigas que não jogam já não nos olham de maneira esquisita e os homens estão cada vez menos impressionados, deixando de nos questionar: “mas VOCÊ joga mesmo?”.

O fato de sermos 60% no Brasil não tem muita relevância. Ao contrário do que muitos pensam, não estamos travando uma batalha contra os homens. O que esse número diz, na verdade, é que não temos mais medo de sermos exatamente como somos e, muito menos, de exteriorizar isso.

É libertador poder admitir e sentir certo orgulho ao dizer que somente de The Sims 4 tenho mais de 1.050 horas jogadas, algumas centenas de Counter Strike e outras dezenas de Fortnite – ainda sou noob. Isso sem contar com os mais antigos, como StarCraft, Worms ou as diversas versões de Crash Bandicoot, Mortal Kombat, Need For Speed, Tekken e outros mais.

Então, meninas, parabéns para nós! Essa é só mais uma de nossas pequenas vitórias. Ainda teremos muitos rounds e chefões para passar antes de zerar esse jogo!

Obs.: até o fim do dia alguns desses números poderão estar desatualizados.

Bia.

29
jun

As leituras do mês #3

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Vamos lá! Seguindo a tradição aqui no Blog da Talk, chegou a hora de falar sobre minhas leituras do mês de maio e junho. Está querendo ler um livro e não sabe qual? Então vem me ler. As outras listas e dicas estão neste link aqui: https://goo.gl/xrikVB

Menina Má
William March

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Provavelmente nos anos 1950 o livro chocou muita gente. Uma criança psicopata? Hoje em dia já temos materiais até melhores. Mesmo assim, a escrita de March é bem assustadora, os personagens são todos estranhos e infantis de uma maneira incômoda. O problema é que a tradução da DarkSide está bem ruim e há muitos erros ortográficos que irritam um bocado e minha experiência com a história foi frustrante. Talvez a versão original seja melhor. Não há uma página sequer que não tenha alguma falha. Pena.

Desonra
J.M. Coetze

Extremamente forte e desconfortável, Desonra vai te dar vontade de ler uma historinha de ninar depois de terminar o livro, tudo porque você ficará perturbado da cabeça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy. No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid.

Um de Nós Está Mentindo
Karen M. McManus

Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. O começo é mais divertido do que o meio e o fim. É um entretenimento ok, mas bem esquecível. Tem umas questões interessantes, como relacionamento abusivo na adolescência e a interação entre os personagens, mas chega uma hora que a história gira, gira e não sai do lugar. Os motivos da morte do garoto são bastante problemáticos e perigosos, tanto do ponto narrativo quanto ético, já que é um livro direcionado ao público jovem.

À Noite Andamos em Círculo
Daniel Alarcón

A história é ótima e Daniel Alarcón escreve belissimamente, mas o livro não me tocou. Achei que, literalmente, ele começa a andar em círculos em determinado ponto. A vida de Nelson não está tomando o rumo que ele queria. Sua ex-namorada está morando com outro; seu irmão mais velho emigrou para os Estados Unidos e não cumpriu a promessa de levá-lo junto; e ele próprio tem de viver ao lado da mãe viúva, tentando estabelecer uma carreira de ator e dramaturgo que não decola, num país latino-americano recém-saído da guerra civil.

Harry Potter and the Philosopher’s Stone
J.K. Rowling

Bem, o que é que eu vou dizer? Eu já li esse livro umas cinco vezes e devo ler muito mais ao longo da vida, mas agora decidi reler a série toda em inglês. Eu fico emocionado, de verdade, real, com o que a Rowling fez. Eu vou ser bem cafona aqui, mas ela consegue sempre me levar de volta para um mundo que, aos 12 anos de idade, meio que me salvou e continua salvando. É impressionante o universo construído por ela e é impressionante ver como ela criou uma história tão linda que acompanha a gente por anos. Toda criança, adolescente e adulto deveria ter algum contato com a série Harry Potter.

25
mai

O dia muda todo dia e, na verdade, nada muda

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Em meus devaneios diários, acabo me deparando – com certa frequência – com alguns questionamentos sobre o que eu quero. O que deve ser alterado? O que deve permanecer? É errado querer mudar ou é pior querer deixar como está?

Percebo que tudo muda de maneira quase imperceptível – no fim das contas, sem mudar quase nada. Então o que me incomoda? É a falta de mudança ou a constante presença dela? Tenho como consolo os palpites dos mais velhos: “Você só tem 23 anos, eu também já fui assim”. Será que vou me entender em algum momento?

Sinto que vivo à espera de algo que ainda não conheço. Condiciono minha felicidade a momentos futuros, colocando toda minha energia naquele ponto distante. Quando finalmente chego a ele, percebo que a satisfação está ainda mais à frente e que devo, novamente, me esforçar para chegar lá.

Para meu conforto, encontro, então, uma conclusão: ainda não sei o que estou buscando, mas estou no caminho da descoberta.

Isso bastará até minha próxima reflexão, que poderá ser compartilhada aqui ou não, quem sabe? Rs.

Bia

 

18
mai

As leituras do mês #2

Bem, eu criei uma tradição aqui no Blog da Talk para falar sobre minhas leituras do mês, dessa vez, do mês de abril. É a segunda vez que faço isso, mas no meu coração já é uma tradição, sim.

Então, lá vai. Espero que um dia eu fiquei muito famoso, influencer de livro.

Incidente em Antares
Erico Verissimo

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Sete defuntos não sepultados por causa de uma greve geral voltam putos da morte e decidem jogar umas verdades na cara da população.

Bom, esse é um clássico de nossa literatura que eu demorei anos para ler. Ainda bem, porque acho que eu não entenderia ou não me envolveria tanto se tivesse lido enquanto adolescente. É engraçado e assustador como o livro, escrito em 1971, poderia ter sido escrito essa semana mesmo, falando do mesmo Brasil de agora.

Canção de Ninar
Leila Slimani

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A mãe volta mais cedo do trabalho para fazer uma surpresa para seus dois filhos pequenos. Quando chega, encontra vizinhos histéricos, ambulâncias, a polícia. Adam está morto. Mila não vai resistir. Foram assassinados pela babá. Não é spoiler, a história começa pelo fim.

Se você procura entretenimento puro, esqueça. É cheio de camadas e a autora consegue abordar desde a loucura de uma pessoa que só se sente bem se for perfeita em sua subserviência até o conflito de classes na França.

Balada do Longe
Fernando Nunes

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Livro do escritor e jornalista alagoano (e meu amigo) Fernando Nunes, conta a história de Ismael, que decide sair de Alagoas para morar em Curitiba e viver um amor intenso com Lorenzo, um homem que dava tudo e ao mesmo tempo nada.

O livro é curtinho e de uma delicadeza de chorar. Eu já tinha lido alguns poemas do Fernando, mas é o primeiro romance e bateu forte. É um poema narrativo que reflete sobre solidão, amor, religião, divino, numa mistura de histórias pessoais reais do autor com um romance bem direto.

Tempo é Dinheiro
Lionel Shriver

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Um homem economizou a vida inteira para ‘A Outra Vida’, um lugar onde ele poderia se aposentar, viver os dias sem fazer nada e curtir cada momento depois de trabalhar igual um camelo por anos. Ele está disposto a ir com ou sem sua esposa e filho. Os planos mudam quando a esposa descobre um câncer e precisa usar o plano de saúde da empresa do marido. Assim, o livro vai esmiuçando o podre sistema de saúde norte-americano e fala sobre como ficar doente é caro. Quanto custa a vida de uma pessoa?

Lionel Shriver tem uma escrita dura, real e dolorosa, coisa que eu amo. Mas ‘Tempo é Dinheiro’ infelizmente foi um dos livros mais chatos que eu já li simplesmente porque Shriver constrói personagens apenas para desabafar sobre sua visão de economia, sistema de saúde norte-americano, impostos, taxas e tudo mais. Bem válido, mas sai tudo truncado.

 

7
mai

Abrindo a janela

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É lindo de ver uma criança descobrindo o universo das palavras. Já não me lembrava de como era esse processo e do que ele representa na vida de uma criança. Meu filho de 4 anos está passando por essa fase e celebramos juntos cada pequena conquista.

Uma sílaba lida com sucesso é uma felicidade só! Quando ele percebe que juntando as sílabas logo está lendo uma palavra inteira, parece que se abre uma nova janela para o mundo. E com certeza se abre, pois ele percebe que é capaz de compreender essa forma de comunicação até então indecifrável e isso o deixa tão feliz. É lindo de ver.

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As palavras impressas no pacote de bolachas, as que formam frases em outdoors pela cidade, as dos textos dos livros e revistas, nada mais passa imperceptível. Ele olha com atenção e fica sussurrando até juntar os pedacinhos (é assim que ele chama as sílabas) e descobrir uma nova palavra.

Desde que ele era bebê lemos juntos todas as noites. O universo mágico da literatura faz parte do seu cotidiano e o encanta. Espero, nessa era tão digital, contribuir para a formação de um leitor. Por meio da leitura viajamos, conhecemos novas culturas e histórias, nos tornamos pessoas melhores.

Bjs,

Aline Cambuy

 

27
abr

De linguiças

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Tenho dez minutos para escrever um texto para o blog da Talk. E é tudo que tenho – esse tempinho. Não tenho o tema, nem inspiração, nem sinapses para encadear caracteres nessa tela em branco. Sempre critiquei quem enche linguiça falando de suas dificuldades para escrever alguma coisa, em vez de escrever de uma vez.

Pois a língua é o chicote da bunda e eis-me aqui, com metros de linguiça para encher, tomando seu precioso tempo com coisa alguma.

Só o que me ocorre, a título de desculpa, é que estou num limbo criativo, em déficit acentuado de inteligência, essa competência que nunca tive em grandes doses, mas que tem me safado até agora.

Alguns meses de surra emocional me deixaram sem palavras. Venho gastando reservas para colar meus cacos e costurar os textos inevitáveis, aqueles dos quais não posso fugir por que são meu ganha-pão.

Então, por hoje é só, com meu pedido oficial de desculpas e uma vaga promessa de fazer direito da próxima vez.

Beijos

17
nov

Deu e passou!

Foto: Divulgação

Depois de passar 30 anos envelhecendo, fiz uma descoberta recente que me deixou muito animada: minha velhice passou. É isso, deu, mas já passou, foi uma fase.

Talvez volte, vou ficar de olho. Mas por enquanto sinto que ela se foi e já foi tarde. Os amigos da minha idade – algo entre 50 e 60 anos – conseguem entender, depois que me explico.

Os jovens me olham com aquela condescendência que reservamos aos desajustados em geral e sepultam comentários debaixo de uma risadinha. São jovens, mas não são burros!

Vou resumir aqui minhas razões. Como sabem os mais próximos, não pretendo morrer. Se acontecer um dia, paciência. Só não está nos meus planos.

Por isso, resolvi há algum tempo mudar de vida. Nada muito espetacular. O suficiente, porém, para me devolver a juventude. Emagreci e venci a síndrome metabólica, nome técnico para as doenças da obesidade. As chiques, como a hipertensão, o diabetes, a esteatose hepática, a hipercolesterolemia; e as de pobre, como a dor nos quartos, o esporão calcâneo e até a unha encravada…Que tudo dá em quem é gordo.

Pois muito bem. Livre do peso que levava nas costas, livre dos remédios de uso contínuo, livre da ameaça de morte precoce por obesidade, eis que descobri que estou jovem de novo.

A velha guria que havia em mim reapareceu em forma de disposição e humor. E veio com bônus, em doses extras de tolerância e resiliência.

É claro que tudo isso tem pouco a ver com o espelho, esse miserável, que só escondeu a passagem do tempo para o sortudo do Dorian Gray. De modos que resolvi ignorá-lo, não preciso muito dele. Dou aquela conferida no reflexo para ver se as cores estão combinando, se não estou saindo de casa com a saia presa em algum lugar, se o cabelo segue em seu escorrido padrão, e sigo adiante.

Eu e Benjamin Button, mais jovens do que nunca!

Beijos,

Marisa

12
jan

Nós precisamos reclamar do calor novamente

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Estou repetitivo, mas é que está ficando insustentável. Que calor é esse? Uma das minhas resoluções de 2017 é reclamar bem menos, mas é difícil quando você chega nos lugares com a sensação de que vai desmaiar a qualquer momento! Pior é a sensação de achar que você deve botar uma roupa fresca e correr à praia, mas aí você lembra que a praia está longe e que não exatamente a gente quer correr na areia, apenas fugir do calor.

Nesta semana Curitiba chegou aos 31 graus, algo recorrente nos últimos anos, mas isso não nos impede de reclamar. Acho que reclamar do calor está liberado. Hoje está mais fresquinho, mas vamos reclamar da possível volta do abafamento coletivo. Sorte de quem tem aparelho de ar-condicionado e consegue condicionar uma alegria quando pisa na sala de casa.

E você sabe que quando o inverno chegar nós vamos reclamar do frio absurdo, né? Da temperatura baixa demais, de que não temos roupas, de que a cidade não está preparada e várias outras reclamações. Eu já me acostumei. Melhor botar pra fora mesmo.

Então vamos seguindo reclamando do calor e de gente que reclama do calor e de gente que reclama porque reclamam demais de gente que reclama. É tanta reclamação que me dá calor.

Rodrigo

7
mai

Inspiração da Semana

Desde o final de abril estamos fazendo uma ação na fanpage da Talk -http://www.facebook.com/TalkAssessoriaDeComunicacao – chamada “Inspiração da Semana”. Ela rola todas as segundas-feiras e conta um pouco sobre algum cliente aqui da agência.

Quando começamos a bolar esta ação foi que me dei conta, assim de um jeito mais concreto, sobre o privilégio que temos em conviver com pessoas tão legais por aqui. Tivemos até dificuldade em selecionar quem ficaria de fora da lista e muita gente para lá de bacana acabou sendo cortada porque senão a ação nunca terminaria.

Nestes anos de Talk acabei virando praticamente uma fã de muitos dos clientes e tento usar essa turma do bem como espelho, observar as atitudes deles e aprender ao máximo o que cada um tem de melhor. Com essa prática, o que percebi serem as características comuns aos que mais me impressionam: inteligência arrebatadora, uma vontade enorme de ajudar as outras pessoas, coragem e humildade. Eles me inspiram na semana e sempre.

Beijos,

Karin Villatore