Arquivos da categoria: Blog

17
nov

Deu e passou!

Foto: Divulgação

Depois de passar 30 anos envelhecendo, fiz uma descoberta recente que me deixou muito animada: minha velhice passou. É isso, deu, mas já passou, foi uma fase.

Talvez volte, vou ficar de olho. Mas por enquanto sinto que ela se foi e já foi tarde. Os amigos da minha idade – algo entre 50 e 60 anos – conseguem entender, depois que me explico.

Os jovens me olham com aquela condescendência que reservamos aos desajustados em geral e sepultam comentários debaixo de uma risadinha. São jovens, mas não são burros!

Vou resumir aqui minhas razões. Como sabem os mais próximos, não pretendo morrer. Se acontecer um dia, paciência. Só não está nos meus planos.

Por isso, resolvi há algum tempo mudar de vida. Nada muito espetacular. O suficiente, porém, para me devolver a juventude. Emagreci e venci a síndrome metabólica, nome técnico para as doenças da obesidade. As chiques, como a hipertensão, o diabetes, a esteatose hepática, a hipercolesterolemia; e as de pobre, como a dor nos quartos, o esporão calcâneo e até a unha encravada…Que tudo dá em quem é gordo.

Pois muito bem. Livre do peso que levava nas costas, livre dos remédios de uso contínuo, livre da ameaça de morte precoce por obesidade, eis que descobri que estou jovem de novo.

A velha guria que havia em mim reapareceu em forma de disposição e humor. E veio com bônus, em doses extras de tolerância e resiliência.

É claro que tudo isso tem pouco a ver com o espelho, esse miserável, que só escondeu a passagem do tempo para o sortudo do Dorian Gray. De modos que resolvi ignorá-lo, não preciso muito dele. Dou aquela conferida no reflexo para ver se as cores estão combinando, se não estou saindo de casa com a saia presa em algum lugar, se o cabelo segue em seu escorrido padrão, e sigo adiante.

Eu e Benjamin Button, mais jovens do que nunca!

Beijos,

Marisa

16
jun

À espera de um milagre

NaniOnibus2Eu nunca me interessei muito por carros, não sei bem o motivo. Desconheço quais são os modelos, não sei nem mesmo a engenharia básica dos veículos. Uma vergonha, eu sei. Depois da invenção do Uber eu me sinto motorizado e livre para transitar pela cidade. Por isso, tirar a Carteira de Habilitação nunca foi um grande sonho, mas isso mudou.

Eu cansei.

Já chega.

Dias desses, acordei no meu horário habitual, me arrumei para o trabalho e fui esperar o ônibus amigo, lá perto de casa. O maravilhoso veículo coletivo e democrático deveria chegar em, no máximo, 10 minutos. Mas os 10 viraram 20. Os 20 viraram 30. Até que os 30 viraram 40. Eu estava enlouquecido!

Não é possível uma coisa dessas. Tenho certeza que algum cardíaco passaria mal. O cidadão começa a sentir coisas estranhas. Primeiro, a preocupação te invade porque você vai se atrasar para o trabalho. Segundo, suas pernas começam a doer por causa do tempo em que você está de pé. Terceiro, a irritação normal se junta com a irritação dos demais, que começam a reclamar do ônibus, da política, do ser humano, de todo o Universo. Quarto, o sentimento de impotência diante de uma situação como esta acaba imperando. Afinal, você não consegue se locomover de um local para o outro! Eu não aguento. É uma palhaçada!

Enquanto você está lá, esperando um milagre acontecer, já começa a bolar muitos planos pra sair dessa situação. Eu vou comprar um carro, eu não aguento mais, isso não é meu mundo, meu pai do céu, como isso pode acontecer? Será que o ônibus estragou? E aí começam a aparecer vários ônibus, um atrás do outro, mas no sentido contrário!! Você tem vontade de sentar, chorar e desistir de tudo.

Tudo isso eu senti. Até que de repente surgiu aquela figura maravilhosa, imponente, grandiosa, linda. O ônibus chegou. Todos olharam com cara feia para o motorista, que não deu nenhuma satisfação, mas a felicidade pelo transporte público ter chegado imperou e todos se sentiram aliviados, embora atrasados.

Já passei por isso algumas vezes e nunca é prazeroso. Por isso, estou arquitetando um plano para adquirir um automóvel. Os biólogos que me perdoem (mais um carro poluente e tal), mas pra mim já chega.

E vamos seguir acordando cedo!

Beijos

Rodrigo

 

 

19
mai

De três em três horas

Há alguns dias fui a uma consulta com a nutricionista. Como faço exercícios físicos, gostaria de saber se eu poderia tomar esses suplementos nutricionais com zilhões de proteínas, de forma saudável e controlada. A resposta foi sim, mas com uma condição: suplemento somente por uns dois meses, depois eu devo buscar os nutrientes nos alimentos de verdade. Que gostoso, pensei. Mas aí veio a dieta. É necessário comer de três em três horas.  Comer-a-cada-3-horas-funciona

Parece uma coisa fácil, mas não é. Estamos tão habituados a comer apenas quando sentimos fome que acabamos demorando umas quatro, cinco horas entre uma refeição e outra. E não pense que é para comer essas guloseimas maravilhosas, não. Bolachas? Jamais! Chocolate? Não, não! Apenas fruta? Não adianta nada! O ideal, entre uma refeição e outra, é comer algumas castanhas, nozes, frutas secas, amendoins, amêndoas, todos produtos bastante acessíveis que custam uns R$ 80 cada grama. Não está sendo fácil. E a médica ainda me mandou comer batata doce. Quem foi que teve a ideia de criar uma batata que é doce?

Embora seja uma dificuldade imensa lembrar que preciso comer de três em três horas – não vale bolachinha recheada, hein – sou um moço muito disciplinado. Compro castanhas, iogurte e biscoitos saudáveis, tudo para que minha nutricionista tenha orgulho de mim. Eu até forço na batata doce.

Mas agora já são quase 18h e eu mereço uma Negresco bem gordinha.

Rodrigo de Lorenzi

10
mar

Aedes aegypti

CAM00869

O assunto Aedes aegypti é cada vez mais constante na mídia e no nosso dia a dia. Somos bombardeados por informações sobre o mosquito, sobre as doenças que ele pode causar e sobre os cuidados que devemos ter para evitar a proliferação dele. Em qualquer site de notícias ou outro veículo que se preze o problema está lá, estampado em forma de notícia.

Essa repercussão é muito boa. Pois esse é o papel da imprensa: informar a sociedade. Mas, e o papel da sociedade? O discurso da maioria é bonito. Todos sabem como proceder e conhecem as consequências das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Na prática a realidade é outra.

Basta uma volta pela cidade para ver a quantidade de lixo acumulado em terrenos baldios. Sacos de lixo mal fechados em frente às residências, além de vasos, garrafas, etc. Basta uma tampinha de garrafa pet com um pouco de água para se formar um criadouro. É meio óbvio, mas se cada um fizer a sua parte, certamente diminuiremos o problema.

Aline Cambuy

3
mar

Corrente do Bem Talk

Escola-Joao-Paulo-II-19O Professor Belmiro (Valverde Jobim Castor) costumava usar um pensamento do filósofo norte-americano John Rawls para dar base ao conceito do Centro de Educação João Paulo II (CEJPII): “A sociedade justa não é aquela que garante a todos os seus filhos a plena realização de seus objetivos, pois isso é impossível. Mas é aquela que garante a todos os seus filhos possibilidades semelhantes de alcançar essa realização”.

O Professor e um grupo de pessoas muito legais conseguiram criar em 2010 uma escola que vem oferecendo ensino em período integral, de qualidade e gratuito para crianças e jo¬vens carentes de Piraquara.

A morte do Professor foi um baque para o Centro, que hoje é dirigido bravamente pela Dona (Thereza) Elizabeth (Bettega Castor), viúva de Belmiro. Nesta comemoração dos nove anos da agência decidimos voltar nossa ação para uma campanha que chamamos de Corrente do Bem Talk, de doações de materiais escolares e esportivos para o CEJPII. E o chamado foi ouvido.

Foram inúmeras as entregas recebidas aqui, de parceiros, clientes, amigos, anônimos e público interno. Um movimento inspirador e que nos deu um gás de motivação durante todo o período. Não temos palavras para agradecer a todos os que se mobilizaram.

Vamos combinar com a Dona Elizabeth a entrega das doações agora para o início de abril. Será uma emoção rever o Centro sem o Professor. Mas, acima de tudo, é sempre uma emoção assistir no colégio à transformação dos estudantes.

Para quem quiser conhecer o Centro ou fazer doações, vale muito a pena. O site é www.joaopaulosegundo.org.br e telefones (41) 3079-7810 e (41) 3018-9625.

Beijos e obrigada a todos,

Karin Villatore

25
fev

Virais, likes e adoção

Gatos_Blog

Eles são fofos. Eles são virais. Eles são peludos, têm quatro patas, línguas ásperas, ronronam, são um dos maiores fenômenos da internet e um dos meus assuntos prediletos. Sim, os gatos.

Um dos maiores virais de todos os tempos, e também um dos vinte vídeos mais assistidos do YouTube, é de um gato, o Keyboard Cat (veja aqui). Uma das páginas mais curtidas do Facebook é a do Grumpy Cat (confira aqui), que se você não sabe, é uma gata. E a Choupette, você conhece? No mundo da moda ela é imbatível, é a gatinha do estilista da Chanel, Karl Lagerfeld, que assinou uma coleção recente para uma fast fashion brasileira com peças inspiradas nela.

Aí eu te pergunto: por que eles são tão legais?

Primeiro, porque é modinha. Como já diria minha colega Karin, pra ser cool você precisa gostar de bichos. Afinal, postar nas redes sociais uma imagem felina é garantia de likes, compartilhamentos e comentários, itens primordiais hoje em dia, risos. E com os hipsters os gatos vieram com tudo, em fotos que encheram as redes sociais catapultando os felinos para a categoria “megadescolado”.

Nunca tive um cachorro na vida – nem sei por que – desde criança só tive gatos. E foram muitos: Mona, Nina, Madonna, Fofo, Tuti e Ravel.

Eu acredito que eles são legais porque são independentes, têm vontades próprias, adoram comer e dormir, características que compactuo e aprovo com veemência. E são carinhosos, muito carinhosos.

Hoje sou “mãe” de três bolotas peludas (Nino, Amora e Wimi) e posso dizer que eles são um poço de carinho, muitas vezes tanto carinho que até impede meu sono.

Já tentou dormir com um gato? Ele vai querer ficar perto, bem perto. A ponto de você não se mexer apenas para a pobre criatura ter um sono relaxante. Apenas um adendo: gatos dormem de 12 a 16 horas por dia e cada vez que fecham o olho já caem em sono profundo. Ou seja, nem se incomode, você vai atrapalhar mas logo ele já cai no melhor dos sonos.

Mas a mensagem que quero deixar com esse texto é sobre a adoção. Não compre um gato, adote. Só em Curitiba (PR) são mais de 35 mil animais (cachorros e gatos) à espera de um lar. Existem várias ONGs com sites e páginas bem legais para você encontrar seu novo amigo/filho, vale a pena procurar e fazer um gatinho feliz.

E para você que já tem um gato, encerro meu texto com uma dica que vai mudar a sua vida: banheiros fechados. Procure, compre, invista, vale cada real.

Maria Emilia.

18
fev

Das mudanças que a vida traz

Mudanças

O mundo pode ser dividido em dois tipos de pessoas: aqueles que gostam de mudanças, fugir da rotina, estar sempre em movimento, e aqueles que não gostam, preferem a estabilidade, seguir uma linha e permanecer nela, sem que isso cause pesar ou fadiga. Para esses dois tipos de pessoas, a mudança vem acompanhada do medo, ainda que em níveis diferentes.
E é aí que entra a coragem.

Enquanto alguns travam, dispensam oportunidades, preferem não arriscar, outros mergulham fundo, metem a cara, vão sem olhar pra trás. Os primeiros podem viver com muito mais tranquilidade, com a (quase) certeza de que nada mudará muito significativamente. Mas esses também podem deixar o mais interessante da vida passar.
Quem pega carona nas mudanças que a vida traz acaba correndo riscos perigosos, é verdade, mas o medo não paralisa, pelo contrário, impulsiona. Quem aceita as mudanças sai da caixa, joga fora a viseira, expande seu universo, abre o peito.

Quando as mudanças não trazem lá coisas muito agradáveis, o indivíduo se arrepende. Mas é um arrependimento diferente daquele que não tentou. Quem nunca tenta acumula vontades, úlceras de projeções de uma vida que ele almejava, mas que não tentou obtê-la. O arrependimento de quem tenta e quebra a cara é brando, é compreensível, é estimulador, porque assim que uma nova oportunidade pintar, uma visão melhor do futuro vai aparecer.

Para arriscar é necessário coragem, que nada tem a ver com não avaliar os riscos e sair atirando para todos os lados. Arriscar é pensar, analisar, pesar na balança e perceber que, muitas vezes, o medo é a única coisa que nos faz ficar parados.

Rodrigo de Lorenzi

16
out

Vida sentimental em tempos de Tinder

x s2Cada vez mais tenho escutado de amigos frases como “está tão difícil encontrar alguém legal pra namorar”. Eles reclamam que hoje em dia não se pode levar ninguém a sério, já que todo mundo que está solteiro, eles dizem, fala ao mesmo tempo com duas, quatro, seis pessoas ao mesmo tempo. Só que os mesmos que dizem isso também estão de papo com suas cinco ou seis pessoas, solteiros na pista, prontos pra qualquer negócio.

Essas, me parecem, são as características mais marcantes da geração que está solteira em tempos de Tinder, Whatsapp e Facebook Messenger. A oferta é muito grande; a possibilidade de conversas paralelas, infinita.

Refletir sobre esse assunto me levou a um texto bastante interessante, publicado na revista americana Vice e replicado, no Brasil, pela Folha de S. Paulo, cuja leitura recomendo. Em “Por que o Facebook sugere que você adicione os matches do Tinder?”, a autora disserta acerca desse cardápio humano que é o aplicativo de relacionamentos Tinder, e comenta, como o título já indica, sobre como o Face anda sugerindo “amizades” com pessoas com as quais você tenha tido matches – mesmo aquelas mais chatinhas, ou ainda aquelas com as quais você teve um encontro e percebeu que eram completamente diferentes pessoalmente em relação às fotos.

A mim, chamam atenção nesse tópico pelo menos dois fatores. 1) O quanto um website como o Facebook sabe sobre nossa vida. E 2) como é marcante esse sentimento de insatisfação sentimental da geração Tinder/Whats, pelo excesso de ofertas.

Quem quiser ler o texto da Vice na íntegra, pode conferir no link http://bit.ly/1LooWGv 

Daniel Felipe

18
set

Três HQs fora do tradicional

Maus-Art-Spiegelman-PortableNão sou uma leitora de quadrinhos, mas, recentemente, conheci alguns títulos que me encantaram e achei bacana compartilhar, pois fogem dos tradicionais do mercado. A série nacional de quadrinhos chamada “Valente”, de Vitor Cafaggi, é composta por quatro livros encantadores, com traços fofos, para a família toda ler. Conta a história de um cão chamado Valente e suas peripécias que simulam a transição da vida de um adolescente. Do mesmo autor mais a sua irmã Lu Cafaggi, o quadrinho “Turma da Mônica – Laços” faz parte do projeto Graphic MSP, no qual alguns artistas reinventam os personagens originais de Maurício de Souza. Com traços bem diferentes do tradicional, este também é para a família toda.

Mas, o quadrinho que entrou para a minha lista de obras preferidas foi “Maus: a história de um sobrevivente”, de Art Spiegelman. O livro tem 295 páginas. Seu primeiro volume é de 1986 e o segundo, de 1991. É possível achar o volume completo com a reimpressão de 2013. Em 1992, o autor recebeu o famoso Prêmio Pulitzer de literatura, na categoria “Especial”, pois o comitê da premiação não soube categorizar se Maus era uma obra biográfica ou de ficção. Isso por que esse romance gráfico narra a história real do pai de Spiegelman, Vladek Spiegelman, um judeu polonês sobrevivente do Holocausto.

O curioso dessa HQ é que o autor retrata todos os personagens de diferentes grupos étnicos por meio de animais, como: judeus são os ratos (“maus”, em alemão); os alemães são os gatos; os americanos, os cachorros; os franceses, os sapos; os poloneses, porcos, os ingleses, peixes; os suecos, renas e os ciganos, traças. Ironia, principalmente, pela publicidade nazista da época que associava os judeus aos ratos, uma “praga que deveria ser exterminada”.

Deixo para vocês apreciarem mais detalhes da história de Maus. Mas, adianto: a obra é triste (tem algumas pitadas cômicas em certas tirinhas sobre o curioso humor de Vladek). Mas, têm mortes, dor, perseguição: coisas que o holocausto representa, afinal o livro retrata o antissemitismo. Algumas páginas me emocionaram ao ponto de adiar a leitura por um ou dois dias para dar aquela respirada.

Maus faz parte do que se chama movimento “underground comix”, muito comum em meados dos anos 1960, no qual a transgressão é um dos signos. Obras undergrounds girava em torno de questionamentos da contracultura, como: direitos humanos, anarquismo, socialismo, feminismo, movimento hippie, guerras, entre outros. Apesar de bastante didático, Maus tem um apelo bem adulto, com alguns desenhos fortes e comoventes.

28
ago

Tem alguma coisa muito errada com o mundo

O milho verde é amarelo, o quadro negro é verde, o halls preto é branco e o cantor Belo é feio. Esse monte de bobagem é apenas para descontrair ou uma forma leve de começar o texto, já que o assunto do qual resolvi escrever hoje não é nada engraçado.

o mundoAndo chocada com a quantidade de homicídios noticiados diariamente. Homens, mulheres, crianças, ricos, pobres, brancos e negros. O Brasil repercutiu bastante ontem a morte de dois jornalistas dos EUA que foram covardemente assassinados por um ex-colega de trabalho no momento em que faziam uma transmissão ao vivo. Por ser jornalista, fiquei ainda mais sensibilizada. Um país tão desenvolvido, mas que possui uma população fortemente armada. Os números assuntam e algumas fontes garantem que 90% dos domicílios dos EUA possuem arma de fogo.

No Brasil o porte de armas é restrito, mas infelizmente isso não garante a nossa segurança e nem que essas armas não cheguem às mãos de bandidos e cidadãos comuns. Independentemente das armas de fogo, o crime no País cresce de maneira assustadora. Antes falávamos da violência nas grandes cidades, agora vemos crimes bárbaros, com motivos torpes, assombrar os mais pacatos munícipios do interior.

É quase impossível ler um site de notícias que não tenha ao menos duas ou três matérias sobre desaparecimento de pessoas e assassinatos, muitas vezes cometidos por vizinhos ou até mesmo familiares das vítimas. Quando leio algo sobre isso, sempre fico comovida. O impacto é ainda maior quando acontece na minha cidade ou quando envolve crianças. A imensidão de notícias sobre esse tema jamais o tornará algo banal. Quem tem o direito de acabar precocemente com a vida de alguém? Quem merece morrer dessa maneira?

“O mundo está ao contrário e ninguém reparou”, já dizia um trecho da música de Cássia Heller e Nando Reis.

Aline Cambuy