Arquivos da categoria: Assessoria de Imprensa

7
abr

Dia 7 de abril, Dia do Jornalista

Dia-do-JornalistaCresci sonhando em ser jornalista. Claro que, como toda criança, em algum momento pensei em ser aeromoça ou até paquita, mas a vontade de ser jornalista foi a que perdurou na adolescência. Hoje sou uma profissional realizada. Tenho certeza de que fiz a escolha certa e sou feliz com o meu trabalho todos os dias.

O jornalismo me proporciona muitas realizações e aprendizados. Circulo por setores bastante distintos e aprendo mais um pouquinho com cada um deles. Um dia meu irmão caçula me perguntou: “Você entende mesmo sobre tudo que escreve?”. Ele me contou que colocou meu nome no Google e encontrou matérias sobre gastronomia, saúde, transporte, gestão de pessoas, arte, moda, cultura, etc. Dei muita risada com a dúvida dele, mas em seguida expliquei que não sei um pouco sobre tudo, mas que o desafio está em buscar respostas e informações para tentar entender e depois escrever em uma linguagem em que o leitor entenda também. E isso é muito instigante.

Outra alegria como comunicadora é o relacionamento com as pessoas. Sou apaixonada por isso. Adoro conhecer gente e ouvir boas histórias. Aliás, são as boas histórias que costumam render as melhores matérias.

Neste dia 7 de abril, parabenizo a todos os colegas jornalistas.

Beijos,

Aline Cambuy

23
mar

Solidão tecnológica

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Amo ler sobre novas tecnologias, redes sociais, vida digital e tudo que envolve o virtual. Quem me conhece pode confirmar. Quem sabe será capaz de me rotular como um chato por sempre saltar com uma opinião quando o assunto é abordado. Mas aí digo que sou jornalista e tudo se explica quase que instantaneamente. Ouso dizer que algumas vezes ouço até um ah tá.

Mas hoje jogarei contra. Não para derrubar a tecnologia. Essa não tem culpa. Nós somos os culpados. Seres humanos incapazes – na maioria das vezes – de encontrar o equilíbrio para as coisas da vida. E não, não é apenas a geração Y ou Z. A X e todas as outras também estão no mesmo bolo.

Sinto que vivo em um mundo high tech zumbi. Olho ao meu redor e vejo pessoas caminhando nas ruas mergulhadas nas telas dos smartphones. Mesas de bares e restaurantes com amigos conectados na fofoca mais quente ou no vídeo que recebeu no WhatsApp. Até nas famílias o papo parece ter ficado para o virtual.

Há momento para tudo. Inclusive para consumir as informações disponíveis nas redes sociais, sites e qualquer outro espaço virtual.

Uma pesquisa recente aponta que acessamos o smartphone quase cem vezes por dia. Quatro vezes por hora. Uma vez a cada quinze minutos. Aí pergunto: precisamos de tudo isso? Falo por experiência pessoal de um ser em processo de desintoxicação.

Que tal tentarmos uma experiência?

Entrou em um ônibus? Não caia na tentação de pegar o celular e observe a sua volta. Muita gente alheia ao que acontece no mundo ao seu redor? Pois é.

Vai andar como carona em um carro? Deixe o smartphone no bolso ou na bolsa e converse. Talvez o seu amigo tenha alguma história bacana para compartilhar.

Pegou um táxi, Uber ou Cabify? Puxe assunto com o motorista. Quem sabe você vai descobrir que ele trabalhou em uma multinacional e agora dirige profissionalmente para ter mais tempo com os filhos enquanto a esposa sai para trabalhar.

Está em uma roda de bar, restaurante ou em família? Apenas deixe que o silêncio seja quebrado por um assunto qualquer.

Garanto que, na pior das hipóteses, a carga do smartphone terá durado mais que 12 horas.

Viva a vida.

Wellington

16
mar

Quando eu era jovem

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Esses dias li uma matéria, tipo essas do BuzzFeed, que listava coisas que somente jovens com almas idosas reconhecem. Eu me identifiquei.

Sim, eu tenho apenas 28 anos, mas reconheço alguns hábitos que, dizem, já são da fase madura. Dispensar balada para ver uma série ou filme na Netflix? Eu mesmo. Tomar um vinhozinho em vez de uma tequila louca ou litros de cerveja? Me chama! Ou melhor, não me chama, tem que me avisar com antecedência, porque eu meio que gosto das coisas planejadas. Ler um livro até tarde da noite em vez das noitadas? É comigo mesmo. Ganhar um pijama e ficar muito feliz? Eu fico! Ficar viciado em programas de televisão sobre cozinha ou decoração? Já está na minha grade de programação!

Às vezes essa vida pacata me deixa um pouco entediado e aí eu volto a ser jovem, só que na metade da noite eu já estou cansado da juventude e lembro do meu livro e da minha Netflix.

Claro que tudo isso é uma bobagem. Gostos pessoais vão muito além da idade. Mas se for pra categorizar, poderíamos dizer que sou um velhinho precoce. É tão gostoso. Ou talvez eu seja meio chato.

Rodrigo

15
dez

E esse frio fora de época?

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Ninguém está entendendo nada. Já é dezembro, tempo de fazer aquela matrícula na academia, botar em prática o projeto verão, curtir o sol, ir à praia… mas estamos vestindo lã e couro.

Que 2016 foi um ano esquisito, todo mundo deve concordar, e que o clima de Curitiba é temperamental, todo mundo sabe. Mas esse ano o negócio parece ainda mais estranho. Tivemos poucos dias ensolarados, muitos dias cinzas e frios e agora, no final do ano, parece que poderemos presentear as pessoas com blusas e cachecóis. Afinal, hoje é dia 15 de dezembro e está 16 graus! Seria legal se nevasse.

Para quem gosta de calor ou para quem só quer passar uns dias salgando o corpinho na praia, resta esperar que a primavera/verão chegue logo por essas bandas e a gente possa usar nossas camisetas e fazer um happy hour caloroso os amigos.

Beijos

Rodrigo

4
nov

Sem beijos nem abraços

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Dia desses minha amiga Suzana Camargo, que mora em Londres, sucumbiu ao sangue latino, abraçou e beijou com entusiasmo uma semidesconhecida, que quase entrou em choque com tanto contato físico.

Lembrei da reação de uma moça em Gotemburgo, na Suécia, quando fui na direção dela, tomei-lhe em abraço e distribuí uns dois ou três beijos, a título de cumprimento. Ela se empertigou e ficou embaraçadíssima, enquanto eu custava a decifrar aquele estranhamento. Com um detalhe, tratava-se de uma curitibana morando há alguns poucos anos naquelas paragens geladas.

Lembrei também de ter lido em algum lugar que uma das maiores perdas sofridas pelos velhos é o toque, o afago. A medida que se envelhece, escasseiam os carinhos físicos. E há quem passe anos sem tocar em ninguém ou ser tocado. Essa informação me deixou tão chocada que não posso ver um velhinho sem ir logo me chegando e me oferecendo em chamegos.

Nos últimos dias, meu lado beijoqueiro e abraçadeiro anda contido por causa de uma conjuntivite. Quando avisto alguém já vou avisando que é melhor não se aproximar muito. As pessoas concordam com as minhas cautelas, mas ficam chateadas, sem saber onde por as mãos, visto que não podem pô-las em mim…

E percebo como no Brasil é tão constrangedor recusar o cumprimento esparramado quanto beijar alguém quase à força em Londres.

Beijos virtuais pra vocês!

Marisa

20
out

Horário de verão

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Acho que as pessoa reclamam do horário de verão apenas por gostarem de reclamar mesmo. Ora, se você “perde” uma hora a mais de sono, basta dormir uma hora mais cedo. Nunca vi ninguém reclamando que “ganha” mais um tempinho no dia. Sejamos francos, é ótimo sair do trabalho, olhar pro céu e ainda estar claro. O Sol brilha por mais tempo, a gente fica mais contente e os dias parecem mais bonitos.

Curitiba é um pouco carrancuda, esse inverno passado foi ótimo para os amantes do frio e os dias ensolarados foram escassos. É por isso que ao invés de reclamarmos, deveríamos exercitar nossa positividade, ao menos até fevereiro, que é quando o horário acabo. Veja bem: a gente economiza energia (o grande objetivo do horário de verão), os dias são mais longos para o lazer (os sábados, então, são deliciosos) e nós nos sentimos mais seguros ao entardecer. Vamos combinar, a cidade anda meio perigosa mesmo.

E para quem não sabe, aqui vai uma breve explicação: o horário de verão foi instituído no Brasil entre os anos de 1931 e 1932. A ideia é economizar energia no horário de maior consumo nas regiões mais populosas. Com mais luminosidade natural no início da noite, as pessoas ficam mais tempo na rua e dividem o pico de energia, que geralmente acontece em torno de 19 horas. Neste horário, chuveiros, televisores e luzes são ligados ao mesmo tempo, causando o tão falado “pico”. Com o horário de verão, há redução do risco de falta de energia, melhor aproveitamento das usinas geradoras de energia e a diminuição da possibilidade de usar termoelétricas para o abastecimento energético da população. Cerca de 70 países adotam o sistema de horário de verão, entre eles Argentina e Estados Unidos.

Tá vendo? Que tal aproveitarmos?

Rodrigo de Lorenzi

 

11
ago

Feliz da vida!

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Recentemente me tornei oficialmente sócia da Talk Assessoria de Comunicação. Empresa sólida, com credibilidade e muito benquista pelo mercado e pela imprensa. Que orgulho! E esse casamento acontece com duas jornalistas que sempre admirei muito, a Karin Villatore e a Marisa Valério. Duas pessoas incríveis e extremamente competentes.

Confesso que estou feliz da vida com essa oportunidade e outras tantas que surgiram nos últimos meses, desde que entrei na Talk. A Karin se afastará em breve, mas deixa em nossas mãos um legado que cuidaremos com muito carinho e profissionalismo.

Estamos prontas para os novos desafios que vêm por aí. Animadíssimas e felizes demais da conta.

Beijos,

Aline Cambuy

30
jun

Eu, Robô

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Um bafafá danado aquele vídeo sobre o DINO – Divulgar de Notícias. Pra quem não viu ou não é da área, um sujeito apresentou uma ferramenta como uma espécie de salvador da pátria pra quem não tem grana pra contratar uma Assessoria de Imprensa. Num lance tipo “faça você mesmo”, o cabra sugeriu que o próprio empresário produza o texto, poste no aplicativo e fique curtindo os sensacionais resultados depois. Levou tanta paulada que teve que se retratar junto à Abracom – Associação Brasileira de Comunicação Corporativa.

Esse auê me fez refletir sobre o futuro da nossa área. Será que um dia vai rolar uma automação das Assessorias de Imprensa? Imaginei alguém ligando aqui pra agência e uma voz mecânica falando:

Você ligou para a Talk Assessoria de Comunicação. Se quiser a divulgação de um release para a imprensa de todo o Brasil, disque 1. Se quiser a veiculação na imprensa de uma foto sua ao lado do juiz Sérgio Moro, disque 2. Se quiser se transformar em uma celebridade da mídia, disque 3. Se quiser falar com um de nossos jornalistas-robôs, disque 4.

Beijos,

Karin Villatore

 

31
mar

Sobre gêneros e empoderamento

solidariedade

Hoje de manhã assisti a uma série de palestras sobre finanças (empresariais, pessoais, investimentos, cenário macroeconômico, dólar), durante um evento da Rede Mulher Empreendedora (www.facebook.com/RedeMulherEmpreendedora/). Na plateia e no púlpito, o mais legítimo exemplo do empoderamento feminino.

Achei tudo genial. Aprendi novos termos, ampliei minha cadeia de networking, ouvi histórias fantásticas, saí renovada.

Mesmo sem ser uma conhecedora do debate sobre gêneros, ficou claro para mim no evento que a questão ali era latente. E aí me lembrei do material que recebi dias atrás da minha comadre Alessandra Roseira, de Berlim: o primeiro longa-metragem intersexual do cinema. A Ale teve acesso ao link abaixo depois de entrar em contato com a diretora do filme, em 2011. Obrigada pelo envio, comadre. E que todos possam assistir e refletir.

https://vimeo.com/68928530

Beijos,

Karin Villatore

 

24
mar

Moda e blogs

iris3Eu sempre gostei muito de moda, principalmente de ler sobre, pois o consumo mesmo nunca esteve ao meu alcance.

Nos anos 80, quando não havia internet, minha família assinava e comprava muitas revistas, entre elas as clássicas Moda& Moldes e Manequim, que eu devorava página por página. Acho que foi aí que surgiu a minha adoração.

Mais velha, já com a internet, descobri os blogs de moda. No início eu era compulsiva, acessava milhares ao dia, adorava ver o que as meninas usavam e recomendavam, até gostava de ver os “looks do dia”. Mas sempre tive uma postura crítica, pois moda não é só ir ao shopping comprar, moda é comportamento, é informação, é história.

Nessa época, lá em 2009, as blogueiras viraram estrelas. Eram convidadas para a primeira fila de desfiles em Paris, participavam de coleções, tornaram-se digital influencers.

E nisso começaram as críticas, já que carregar marcas famosas e desfilar as últimas tendências não é, nem nunca foi, sinônimo de bom gosto ou de bom senso para a moda. Uma das críticas mais frequentes também refletia sobre os jornalistas e os blogueiros, que não são a mesma coisa.

Com o tempo fui perdendo o interesse, pois a falta de conteúdo me incomodava muito, além do estímulo desenfreado ao consumo e a falta de realidade. No meu mundo, e no da maioria das pessoas, não está na lista de desejos uma bolsa Chanel ou um sapato Louboutin, que segundo a maioria das blogueiras, são itens “imprescindíveis”.

Mas depois de tanta rejeição aos blogs vejo um movimento interessante que valoriza o reaproveitamento, os “armários cápsulas” (que estimula ter poucas e boas peças) e, principalmente, de consumo consciente.  Afinal, moda é muito mais do que uma roupa bonita.

Se você gosta ou quer saber mais, fiz uma lista de documentários bem legais sobre moda:

  • Advenced Style: mostra que moda não tem idade e é comportamento também.
  • Íris: sobre a linda Iris Apfel, um ícone da moda aos 94 anos.
  • The True Cost: o documentário mostra o impacto da moda em todo o planeta, seja financeiro, ambiental ou comportamental.

Todos estão na Netflix.

Um beijo,
Maria Emilia