Arquivos da categoria: manchas

23
abr

A pinta

69354_372801326131385_871450351_n Semana re-re-retrasada a Thalita aqui da agência foi fazer um exame de rotina e descobriu que a pinta à la Angélica que tinha na perna desde que nasceu não era bacana. Seguindo o conselho convenientemente alarmista do médico para ir com urgência urgentíssima ver o que era aquilo, teve que procurar um oncologista. Foi de táxi.

Já que estava no especialista que todo mundo menciona quase sussurrando, melhor já conferir o que era também a outra pinta, a da barriga. Uma penca de burocracias para as liberações do plano de saúde, cirurgia marcada. Só se esqueceram de avisar o hospital. OK, marcada para o dia seguinte.

Hoje saiu o resultado das duas biopsias. Como não somos médicas, não podemos dar um parecer científico. Mas todos os termos têm pinta de “está tudo bem com você, Thalita”. Para o alívio geral da nação!

Beijos,

Karin Villatore

8
nov

Salve Geral

Não sei se é impressão minha, mas esta onda de violência em São Paulo parece estar recebendo uma cobertura cheia de dedos da nossa imprensa. As notícias aparecem de um jeitão tão maquilado que até vale uma retrospectiva que ajude a tentar entender a história.

Em 2006, uma quebradeira acionada pelo salve geral do PCC (Primeiro Comando da Capital) deixou mais de 150 mortos (entre policiais, carcerários, presos e civis inocentes), mais de 80 ônibus incendiados, quase 20 agências de banco atacadas com tiros e bombas, rebeliões em 74 cadeias, demissão do secretário da Administração Penitenciária de SP.

O episódio virou lenda entre a bandidagem, ganhou filme do Sérgio Rezende e causou síndrome do pânico pós-traumática em um monte de paulistanos.  Em 2006, a imprensa brasileira e até internacional fez um bafafá danado no relato dos atentados e, já que não tinha informação oficial, cobria o que via.  Resultado: o governo de São Paulo ameaçou abrir processo contra vários veículos de comunicação por “práticas jornalísticas abusivas”. E neste ano foi apreendida no bairro de Paraisópolis, um desses lugares cantados nos raps do Racionais, uma carta com um novo salve geral dando a ordem de que dois PMs deveriam ser executados para cada integrante do PCC morto.

Como explicou o Estadão numa das poucas matérias mais elucidativas que encontrei sobre o assunto, “era uma das peças que faltavam para ajudar a compreender as causas da atual tensão vivida em São Paulo”.  Em 2006 os ataques aconteceram de uma vez só e agora são em doses homeopáticas. E, se não vem tudo de uma vez, difícil imaginar quando vai acabar. Mas, pelo que tenho conseguido acompanhar da estranha cobertura da imprensa, neste ano os ataques se centram mais na periferia. E os jornalistas, estão esperando contar toda essa história com detalhes e clareza quando? Salve geral, colegas.

Beijos,

Karin Villatore

5
set

Casei…e agora?

Estou pensando seriamente em fazer um blog com o nome “Casei…e agora?”. Tá, todo mundo já sabe que sou recém-casada. Todo mundo já sabe também que sou (e me orgulho disso) extremamente organizada. Pois bem, mesmo diante desta minha característica, ainda passo apertos como dona de casa moderna (daquelas que trabalha o dia todo, estuda, tem que ser uma esposa querida, amiga, companheira e ainda arruma a casa).

Vivo atrás de produtos que facilitem meu dia a dia, de dicas práticas e simples de organização e tento, sempre, fazer tudo ao mesmo tempo agora, sorrindo e direito! Eis, então, a ideia de montar um blog. Não estou reclamando não. Amo minha vida, minha casa (atualmente sem nenhuma, pois a casa nova está em reforma e a velha encaixotada), meu trabalho, meu marido e até meus afazeres domésticos. Mas, às vezes, só às vezes, bate uma canseira. E é aí que burradas acontecem.

Diante desta introdução, eis que chego em casa, tarde, cansada e com fome, mas me deparo com uma pilha de roupa para lavar. Como o maridão estava fora, não adianta reclamar. Eu mesma vou ter que fazer (mas confesso que esta área é praticamente exclusiva minha e a de comida a dele). Pego todas as roupas coloridas e coloco na máquina. Tudo meio virado, meio rápido, meio sem vontade.

Agora imaginem o meu desespero quando a roupa seca, estou lá estendendo peça por peça e vejo, com um olhar de desespero, que uma das camisetas preferidas do marido manchou. “Mas como assim? Por que manchou? O que faço? O que eu uso?”. Sim, me perguntei todas estas questões. Enchi a máquina e a camiseta de um alvejante para roupa colorida, esperando que o efeito das manchas, ao menos, diminua. Resultado que só verei quando chegar em casa. Além disso, ligo para todas as lojas existentes atrás de uma igual. Em vão.

O jeito é contar para o maridão, esperar que as manchas, ao menos, diminuam  e continuar aprendendo com esta vida de mulher moderna.

 Thalita Guimarães

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