Arquivos da categoria: Curitiba

30
abr

Em que ano estamos?

Nos últimos dias fomos surpreendidos com acontecimentos que nos causam estranheza, indignação, revolta, dúvidas, vergonha, enfim, uma série de sentimentos. O Paraná tem ganhado destaque na mídia nacional e internacional com notícias que mostram abuso de poder, descaso e perseguição. Mais uma vez nossos governantes menosprezam a classe dos professores que reivindica melhores condições de trabalho e, em troca, é recebida com violência. liberdade

Educadores que manifestaram em frente à Assembleia Legislativa foram enxotados com balas de borracha e bombas de efeito moral. O Paraná protagonizou um verdadeiro cenário de guerra contra uma classe que precisa ser valorizada. Estamos falando de educação! Uma bandeira levantada pelos políticos durante a campanha eleitoral e agora praticamente ignorada. É de educação que precisamos para garantir um Estado melhor para nossos filhos. Lamentável…

Durante as manifestações um cinegrafista da TV Bandeirantes foi mordido por um cão da polícia. Esses animais não são devidamente treinados para atacar ou não sob o comando do seu “parceiro de trabalho”, no caso o próprio policial? Quando digo animais, estou falando dos cães, viu? Embora nossos policiais e governantes tenham demonstrado atitudes irracionais também.

Mais uma vez um colega da imprensa foi vítima de agressão enquanto fazia o seu trabalho de registrar os fatos. E, por falar em imprensa, outro absurdo é a perseguição aos jornalistas da Gazeta do Povo e da RPC TV. Teve profissional que recebeu até ameaça de morte por investigar denúncias de pedofilia e corrupção na Receita Estadual do Paraná.

Afinal, em que ano estamos? A liberdade de imprensa não existe mais? Onde foi parar o respeito aos professores e a todos os cidadãos paranaenses que são vítimas de abusos da polícia e do governo? Ao acompanhar os noticiários parece que, realmente, voltamos ao século passado. Esse tipo de atitude é inaceitável para uma sociedade que busca fortalecer sua democracia e liberdade de expressão.

Aline Cambuy

21
jan

Será que vai?

arenaComo era esperado, o assunto Copa de 2014 ainda vai dar muito no que falar. A notícia fatídica é que Curitiba pode ser excluída como cidade-sede do mundial. Pois é, depois de tanto dinheiro investindo num estádio que parece estar na mesma há uns três anos, a Fifa estipulou prazo até 18 de fevereiro para definir se a bola vai rolar ou não por aqui.

A notícia não me espanta, já que desde o começo a obra faraônica parecia ser uma artimanha para levantar dinheiro público. Uma vergonha isso acontecer faltando menos de seis meses para o mundial. Na verdade, qualquer pessoa que passe em frente à Arena pode perceber que a coisa está para lá de atrasada. Não bastassem os diversos acertos de contratos e o dinheiro se esvaindo como água – as obras já ultrapassaram mais de R$ 100 milhões do valor estipulado inicialmente –, a alegação é que serão necessários mais R$ 45 milhões, pelo menos, para finalizar o estádio. Não precisa ser um gênio em finanças para perceber que tem algo de errado nesses cálculos.

Isso sem mencionar todo o dinheiro já gasto pelo município e pelo estado para obras de melhorais urbanas para receber a Copa. Além dos inúmeros transtornos na cidade com canteiros em todos os lados. Quem mora na região da Linha Verde e da Avenida das Torres sabe bem o que é isso. E ainda tem o tal do viaduto estaiado que custou uma fortuna. Afinal, vai ter alguma função diferente daquele esperado para um viaduto qualquer? O legado da Copa está muito longe de ser um benefício futuro para a população. Ficarão o legado das dividas e o rombo no orçamento público, que poderia ter investido o dinheiro em projeto mais eficazes.

Luanda Fernandes

6
ago

O empresário proativo

Muito se tem falado da necessidade de as empresas e os executivos serem proativos na comunicação. O objetivo é a melhoria do relacionamento entre mídia e empresa, além da proteção dos interesses dessa última.

A hora certa para iniciar um relacionamento com os jornalistas é quando não há problemas. O empresário deve procurar conhecer os jornalistas que cobrem sua área de responsabilidade, descobrir como pode ajudá-los com matérias e conquistar o respeito deles. Ao longo desse processo, será possível ir selecionando quem merece seu respeito.

Para ter opiniões publicadas, é preciso falar. Os repórteres precisam conseguir reportagens. Antecipar-se oferecendo uma entrevista é uma maneira de evitar que o jornalista procure outras fontes ou algum funcionário demitido, por exemplo.

Em situações críticas, parta do princípio de que a mídia deve ser sempre atendida. Por isso é importante já ter um bom grau de confiança com os jornalistas para que o empresário, ou seu assessor de imprensa, possa recebê-lo. Nem sempre, porém, é possível evitar que a má notícia seja publicada. Quando for esse o caso, é importante que o empresário selecione o repórter de sua confiança e divulgue a notícia.

O relacionamento com a imprensa condiz muito com a disponibilidade do porta-voz, além da fundamentação e profundidade das informações concedidas. Mas algumas regras gerais não podem ser esquecidas:
 não deixar o jornalista sem resposta, nem que ela seja “não possuo esta informação agora, mas posso tentar buscá-la”. Caso esta promessa seja feita, cumpra-a;
 tratar o jornalista como um cliente especial. Isso implica em atendê-lo prontamente quando uma solicitação é feita e respeitá-lo;
 lembrar que entrevistas por telefone são habituais, já que as redações estão cada dia mais enxutas e os jornalistas, com cada vez mais matérias para elaborar. Um envio posterior de e-mail com o resumo dos temas abordados durante a entrevista pode garantir que os dados concedidos sejam publicados corretamente;
 não entrar em conflito com o jornalista. O ponto de vista do porta-voz deve ser explicado e defendido, mas sem criar uma má impressão no entrevistador.

Beijos,

Karin Villatore

17
jul

A relação com o mercado de trabalho

mulher-no-mercado-de-trabalho Um artigo muito interessante da revista TPM aborda a relação das mulheres com o mercado de trabalho. Lendo eu me lembrei de outro texto que li na revista Lola que dizia, em resumo, que as pessoas, de uma forma geral, não têm noção do que estão perdendo quando enchem a boca para falar “hoje trabalhei 12 horas”. De acordo com este artigo, gerações anteriores lutaram significativamente para que tenhamos melhores condições de trabalho e este tipo de atitude seria um retrocesso.

Segundo o filósofo australiano radicado em Londres Roman Krznariceste, no artigo da TPM, por causa do trabalho, negligenciamos família, amigos e a própria saúde. “Há tantas pessoas tentando desesperadamente chegar ao fim do mês e pagar suas dívidas que trabalhar muito é visto como algo necessário e justificável. Por outro lado, é extraordinária a obediência que damos ao nosso empregador, quando muitas vezes somos tratados como peças anônimas da engrenagem, podendo ser rebaixados ou demitidos a qualquer momento. Nossos amigos e familiares não nos tratam de forma tão desumana (ao menos não normalmente)”.

Confesso que por causa de alguns acontecimentos, estes artigos me chamaram a atenção e concordo com eles. Mas muita calma nessa hora. Não estou dizendo que não devemos nos dedicar ao trabalho e nem que devemos trabalhar menos. Ao contrário. Só acho que dedicação e eficiência não tem nada a ver com horas trabalhadas. Creio que seja muito melhor trabalhar em uma empresa que reconheça o esforço oferecido, que perceba que é muito melhor ter um funcionário feliz e saudável do que um estressado e doente.

Acredito que é possível administrar a vida pessoal e profissional de modo que tudo flua em perfeita harmonia. Tem coisa melhor do que ter a certeza que fez um bom trabalho, foi reconhecido e, no final do dia, juntar amigos e família para bater um papo descontraído? Por isso, vale a pena rever certos valores para viver melhor. A união de ser satisfeito no trabalho, ter tempo para família e estar disponível para amigos é a receita perfeita. Não é fácil, mas vale a pena e faz um bem danado para a alma.

Thalita Guimarães

7
mai

Inspiração da Semana

Desde o final de abril estamos fazendo uma ação na fanpage da Talk -http://www.facebook.com/TalkAssessoriaDeComunicacao – chamada “Inspiração da Semana”. Ela rola todas as segundas-feiras e conta um pouco sobre algum cliente aqui da agência.

Quando começamos a bolar esta ação foi que me dei conta, assim de um jeito mais concreto, sobre o privilégio que temos em conviver com pessoas tão legais por aqui. Tivemos até dificuldade em selecionar quem ficaria de fora da lista e muita gente para lá de bacana acabou sendo cortada porque senão a ação nunca terminaria.

Nestes anos de Talk acabei virando praticamente uma fã de muitos dos clientes e tento usar essa turma do bem como espelho, observar as atitudes deles e aprender ao máximo o que cada um tem de melhor. Com essa prática, o que percebi serem as características comuns aos que mais me impressionam: inteligência arrebatadora, uma vontade enorme de ajudar as outras pessoas, coragem e humildade. Eles me inspiram na semana e sempre.

Beijos,

Karin Villatore

25
mar

Por segurança, melhor voltar de táxi. Será?

Com a Lei Seca ainda mais rígida, muitas pessoas têm preferido pegar um táxi a se arriscar a cair em uma blitz. Concordo plenamente que beber e dirigir é uma combinação extremamente perigosa. Por isso, acho ótima esta legislação. Mas o que fazer quando não há uma alternativa mais segura?

Explico: fui a um casamento neste fim de semana e, por segurança, eu e meu marido optamos por ir e voltar de táxi. Confesso que só bebi uma taça de vinho (até porque estou tomando remédios). Enfim. Pegamos um táxi na volta que mais parecia um louco, furando todos os sinais vermelhos e supernervosinho. Meu marido perguntou: “você não está vendo que os sinais estão vermelhos?”. Quando o sem vergonha do motorista me responde: “eu não paro em sinais vermelhos”. Começou uma breve discussão e, por sorte, o local da festa não era tão longe de nossa casa e chegamos em segurança.

Diante do cenário, questiono: não teria sido mais seguro eu mesma voltar dirigindo, uma vez que não passei de uma taça do vinho, do que ter que colocar a minha vida diante de um motorista que tem a cara de pau de dizer que não para em sinal vermelho? E quando digo não para é não para mesmo, nem uma simples redução para ver se outro veículo está vindo.

Fica aí uma grande questão.

Thalita Guimarães

8
mar

Para relaxar

relaxamento Esta semana foi uma semana de trabalho intenso. Não que não tenhamos sempre muito trabalho. Mas, nos últimos dias, tenho feito tanta coisa ao mesmo tempo que fiquei mais cansada do que o normal. É sempre bom poder trabalhar e ser reconhecida, mas às vezes é preciso nos lembrar da importância de relaxar.

Por isso, se você também está em uma fase mais corrida, seguem alguns conselhos que recebi e tenho seguido:

1. Caminhe de 10 a 30 minutos todos os dias e sorria enquanto caminha (parece bobagem, mas juro que funciona);
2. Medite ou reze pelo menos 10 minutos por dia;
3. Escute boa música todos os dias (às vezes me pego cantando no meio da rua com todo mundo olhando. Mas confesso que nem ligo);
4. Ao acordar, agradeça pelo novo dia;
5. Viva com energia, entusiasmo e empatia;
6. Participe de mais brincadeiras do que no ano passado (meus afilhados agradecem e eu fico feliz de poder estar com eles);
7. Sorria mais;
8. Coma mais alimentos que crescem nas árvores e nas plantas e menos alimentos industrializados;
9. Coma frutas silvestres. Tome chá verde, muita água e um cálice de vinho por dia. Cuide de brindar sempre por alguma das muitas coisas belas que existem e, se possível, faça em companhia de quem você ama;
10. Elimine a desordem de sua casa, seu carro e seu escritório. Deixe que uma nova energia flua em sua vida;
11. Não gaste seu precioso tempo em fofocas, coisas do passado, pensamentos negativos ou coisas fora de seu controle;
12. Não deixe passar a oportunidade de abraçar quem você ama;
13. A vida é muito curta para você desperdiçar o tempo odiando alguém (um dos mais importantes para mim);
14. Não se leve tão a sério. Ninguém faz isto;
15. Não precisa ganhar cada discussão. Aceite a perda e aprenda com o outro;
16. Não compare sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida;
17. Ninguém está tomando conta da sua felicidade a não ser você mesmo;
18. Ajude sempre os outros;
19. Lembre-se: não importa se a situação é boa ou ruim, ela mudará;
20. Viaje e, claro, use filtro solar.

Thalita Guimarães

25
fev

O resultado de um bom trabalho

Antes de começar a trabalhar na Talk, já tinha experiência com Assessoria de Imprensa e Jornalismo. Mas foi aqui que aprendi, de fato, a arte de realizar esta profissão. Lembro que quando cheguei aqui, não tinha ninguém que estava em meu lugar e me acompanhou por uns dias para me preparar para o que me esperava.

Mas, também, não era preciso. Aprendi rápido e conquistei a confiança de todos os que trabalharam comigo com a minha dedicação e gentileza em ajudar. De todas as situações que vivi aqui, lembro-me de um dia ir a uma reunião em que o cliente pediu para encerrar o contrato.

Foi a primeira vez que vi isso acontecer e fiquei triste, claro. Mas fiquei ainda mais surpresa com o motivo: o resultando do trabalho estava sendo tão positivo que o cliente não estava conseguindo atender a demanda do retorno para a empresa.

E foi aí que eu entendi que determinadas vezes um contrato encerrado não é feito por desentendimento entre as partes. Foi surpreendente. Mas, de certa forma, não deixou de ser um resultado positivo.

Thalita Guimarães

13
fev

Esquadros

Pros que nunca apareceram por aqui nem pra um café, vale começar este post com a explicação de que a Talk fica no terceiro andar de um prédio comercial praticamente colado a um outro residencial. A pedidos gerais da nação, fumo na janela da nossa sala de reunião e me sinto como uma moradora de Copacabana, acompanhando com um certo voyeurismo o que rola na moradia dos vizinhos.

São crianças fofas mostrando brinquedos, domésticas se descobrando na limpeza, gente acordando tarde, idosos assistindo à TV. O mais célebre é o sujeito de meia-idade que, fumante como eu, insiste em dar suas bitucadas quando estou na janela. Sem camisa.

Mora com os pais velhinhos. Pelos horários das baforadas, não trabalha. Toma chimarrão. É gordolino e careca. Ganhou aqui da equipe um apelido que melhor não replicar no blog – vai que ele lê?

E, dias desses, peguei o elevador aqui da agência com o dito-cujo. Um silêncio sepulcral naqueles mínimos metros quadrados. Falar o quê? Será que daria para o senhor cobrir o corpitcho enquanto fuma? Isso lá é idade de morar com os pais? E trabalhar, nada? Desci no terceiro e ele continuou seu destino. Um sorrisinho amarelo do descamisado pareceu rolar no nosso reencontro seguinte pela janela.

Beijos,

Karin Villatore

31
jan

Super-heróis

Centro Joao Paulo II Dia das Criancas Sempre que sou convidada para falar com estudantes de Jornalismo lembro a moçada de que nossa profissão é composta por duas grandes áreas indissolúveis e igualmente importantes: Comunicação Social. Nesta segunda esfera, acredito ser a obrigação de um jornalista fazer algo de concreto e de bom pela sociedade.

Nestes seis anos de Talk sempre tivemos alguma entidade apoiada com trabalho voluntário de toda a nossa equipe. Em março do ano passado, a amiga Michelle Thomé nos trouxe de volta o convívio com o Professor Belmiro Valverde Jobim Castor, que preside o Centro de Educação João Paulo II (CEPJII). Desde então, a escola tem sido o nosso cliente do coração.

O Centro de Educação João Paulo II atende mais de 250 crianças e adolescentes carentes de Piraquara, com um padrão de ensino ao estilo de país escandinavo de tão bom, jornada escolar de mais de oito horas, esportes, artes e três refeições por dia para a criançada. Os alunos são selecionados pelo critério da renda familiar, ou seja, quanto menor a renda, maior a prioridade para a matrícula.

Se você ainda não conhece o colégio, vale a pena dar uma olhada no site www.joaopaulosegundo.org.br ou na fanpage www.facebook.com/centrojoaopaulosegundo

Temos, todas aqui da Talk, o maior orgulho em fazer parte deste projeto. E tenho, pessoalmente, a foto anexa como minha motivadora para dias em que algo não vai bem. Não sei se é porque tenho filho menino, mas me toca profundamente essa imagem da festa do Dia das Crianças no Centro, com esse trio feliz da vida com as fantasias e os doces doados por voluntários. Lindos super-heróis.

Beijos,

Karin Villatore

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