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14
jul

Férias

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Cabo da Roca, litoral de Portugal, com participação especial do Claudio.

Há quatro anos não tirava férias, dessas de viajar, passear e ao cabo de uma semana conseguir me perder no calendário. Nesse período, desde que recebi o diagnóstico de doença de Alzheimer da minha mãe, as folgas foram concentradas no verão e dedicadas a rumar para Rio Grande, lá nos confins do Rio Grande do Sul, e ficar com ela, liberando meu irmão e as cuidadoras.

Mas chega um tempo em que a doença, embora não retroceda nem nos dê esperanças, também não avança com a mesma velocidade do início. E as abóboras se acomodam na carroça. Nem todas, porque há fontes de tensão extra o tempo todo e muitas delas fogem ao controle da gente. A culpa, essa danada, também não dá muita trégua e a cabeça vive aqui, enquanto o coração bate lá pelos pampas.

Sei que minha mãe sempre vibrou com minhas conquistas. Ainda hoje, mesmo esquecendo pouco depois, tudo que contamos pra ela é recebido com alegria e generosidade. Por isso, é para minha mãe que dedico cada minuto do meu descanso e da minha felicidade. Isso também é fruto dos sacrifícios que ela fez no passado, enquanto a gente crescia e ganhava o mundo.

Beijo, mãe!

 

22
jun

Inspiração

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As pessoas pensam que o simples fato de ser um jornalista é um passe livre de capacidade infinita para a escrita. Escrever não é assim tão simples não. Quer dizer, na maioria das vezes até pode ser. Eu, por exemplo, estou buscando ajuda no Olimpo da inspiração nesse exato momento. O cursor teima em ficar piscando na tela em branco e o bloqueio criativo só cresce. Parece até o trânsito congestionado no fim da tarde. Não há para onde fugir. Quase choro.

Por sinal, mó sacanagem do “bródi” Gates quando criou o Word. Ele deve ter pensado: vou criar um software que azucrine as pessoas quando estas estiverem sem ideias. Amigo, nada mais aterrorizante que abrir o Word e ficar ali, olhando aquela tela branca e o risquinho piscando. Um minuto parece uma hora. E abrimos o Word dezenas de vezes a cada novo dia.

Nessas horas dá vontade de ter um botão vermelho para apertar e pedir socorro para alguém. Manja aqueles que podemos ver em filmes? Poderia ser também uma linha direta com o Batman. Se ele salva Gotham City todos os dias, deve conseguir salvar um pobre aprendiz de escritor com o seu bloqueio criativo. A ajuda nem exigirá tanto. As ideias estão ali borbulhando. Só que, às vezes, acho que preciso de alguém corajoso o suficiente para enfrentar a temida tela branca.

Quem nunca?

Mas estou aprendendo e evoluindo. Converso com o computador, coloco uns fones gigantes para ouvir música e cantarolo, levanto para buscar uma água e jogar conversa fora por alguns minutos, olho pela janela para admirar os prédios ao redor e a vida alheia e vou brincar de organizar dados no Excel. Pois é. Parece que um dos remédios disponíveis foi pensado pelo mesmo gênio que criou o Word. Tenho certeza que o aplicativo de planilhas surgiu em um dia onde a tela branca o julgava com o cursor piscando terminantemente. Só pode.

E hoje deu certo. Depois da suposta falta de inspiração, brotaram, sem esforço, 356 palavras em 33 linhas e distribuídas ao som de mais de dois mil caracteres.

Ufa! Mais um dia salvo na Capibara City.

Beijo

Wellington

2
jun

Ler no ônibus

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Eu ando cada vez mais sem tempo. Não entendo por que, só sei que é assim. Quando eu fazia faculdade e não tinha tempo para nada, achava que depois de formado eu teria as noites sempre livres. Mas aí tem a louça, a academia, outros compromissos e não vamos esquecer da vida social. Com tudo isso, fica difícil manter um padrão de tempo para leitura. E se tem coisa que me irrita é não ter tempo para ler e eu deixar livros acumulando (e eu tenho muitos acumulados). É sempre aquela sensação de que deixei de fazer alguma coisa.

Mas ainda bem que existem os ônibus. Claro que eu não pego ônibus só para ter tempo para ler, mas ajuda. Não importa se estou em pé ou sentado, lá estou eu com um livro na cara. Acho até que as pessoas me acham um pouco estranho, porque eu faço malabarismos para segurar o livro mesmo às 18h de uma quarta-feira.

Mas eu já perdi as contas de quantas vezes eu iniciei e finalizei uma obra dentro do transporte coletivo. Eu, inclusive, às vezes torço para que tenha um pouco de trânsito pra eu poder avançar na história. É um dos raros momentos em que eu me desconecto do celular, fone de ouvidos e mensagens para ter um tempo pacífico em meio aos caos da cidade. E eu adoro.

Beijos

Rodrigo

27
abr

O.J. Simpson e eu

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Eu já havia ficado obcecado com a série American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson. Para quem não conhece (por favor!), o seriado conta a história de um dos julgamentos mais famosos do mundo. O jogador de futebol O.J. Simpson (uma espécie de Pelé dos EUA) foi acusado – e posteriormente inocentado – do assassinato da ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e do garçom Ronald Goldman, em junho de 1994. Eu vi a série em poucos dias, indiquei para todo mundo e quase aplaudi de pé quando acabou (talvez tenha aplaudido, vocês nunca saberão).

Mas eu queria mais. Eu comprei o livro em que a série foi baseada. E agora eu sou um especialista no caso. Eu conheço Los Angeles como a palma da minha mão. Sei o nome de ruas. Sei um pouco sobre a legislação norte-americana. Sei sobre a cobertura midiática da época. Sei como estão todos os envolvidos no caso atualmente. Fui atrás das provas, dos depoimentos, das notícias.

Eu também fui ver o documentário ganhador do Oscar deste ano, O.J.: Made in America, que conta com ainda mais detalhes o que ocorreu. Vi os vídeos originais. Fiquei novamente revoltado. Entendi todo o contexto da época e por que transformaram a causa em uma questão racial. Me senti a própria promotoria. A história é tão surreal que é impossível desgrudar os olhos de tudo o que acontece.

Fiquei tão obcecado que eu indiquei a série para a Stphnny, minha colega aqui da Talk. Ela chegou dizendo que não conseguiu dormir até terminar. E agora pediu o livro emprestado. Eu emprestei. Sinto que estou criando moda ou um monstro.

Atualmente, o ex-jogador está preso por assalto a mão armada e sequestro. Acho que eu preciso dar um tempo na história do O.J. Entretanto, vocês sabem que ele sai da prisão esse ano, né? Ai, meu Deus.

Beijo

Rodrigo

20
abr

O maníaco das finanças

Tio-Patinhas

Sou um cara preocupado com dinheiro. Admito. Talvez por ter passado por algumas dificuldades financeiras ou por numa ter dinheiro sobrando eu levo a coisa ainda mais a sério.

Até pouco tempo eu pensava que não era algo que eu deveria me preocupar. Afinal, faço coisas bem simples e normais. Tento forçar as compras para o pagamento no débito – crédito apenas para parcelar algo que seja o mesmo valor à vista – e anoto todos os gastos diariamente. Abro o app da conta todos os dias para saber se está tudo em ordem, sigo portais sobre investimentos e leio notícias sobre o assunto todos os dias, aplico o pouco que consigo reservar assim que o salário entra na conta – quase que com a voracidade do leão retido na fonte – e atualizo ao final do mês uma planilha no Excel com gráficos de receitas, despesas e previsão para o ano.

Sou daqueles que se metem nas conversas alheias sobre finanças e investimentos, prontofalei.

Então, tudo normal, não é mesmo?

Também acho. Todos fazem isso e até mais. Não?

Comecei a me dar conta com duas frases que abalaram a minha fortaleza. “Wellington, você sempre foi assim rígido com dinheiro?” e “O Wellington não conta pois é mão de vaca”. Logo eu, aprendiz de Gustavo Cerbasi.

Admito, fiquei bem abalado. Vou ali ler um artigo sobre tesouro direito para acalmar o coração. O maníaco das finanças.

Beijo

Wellington

9
mar

#depertoninguéménormal

 

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Uma amiga querida vem ao face contar de suas habilidades: calcula exatamente a quantidade de passos que deverá dar na rua para que o nono passo da série caia exatamente no meio-fio ou no batente da porta. Hein?

Ela também calcula rapidamente o número de azulejos de um banheiro. Mas essa é fácil. Basta multiplicar as linhas horizontais pelas verticais.

Nos comentários, a turma começa a se esbaldar. E dê-lhe esquisitices inúteis, finalmente confessadas em alegre conluio.

Alguém controla as placas dos carros e forma palavras, outro só dorme tranquilo se o despertador marcar um minuto ímpar na hora de acordar, e há quem jamais pise nas emendas das lajotas. No estilo “melhor impossível”.

Descubro que sou bem normalzinha, desde que vista meio de longe. Datilografo mentalmente diálogos inteiros. A pessoa vai falando e eu, digitando em segredo. Posso ouvir o confortante barulho das teclinhas.

Na rua, passo por baixo de todas as escadas, desafiando a superstição do azar iminente. Quando criança, corria de costas da minha casa até a casa da vó, só porque seu Pitoca ficava horrorizado no portão, gritando que isso não prestava.

E, já contei isso em algum lugar, sempre olho embaixo da cama no Natal e na Páscoa, para ver se alguém deixou um presentinho por ali.

No auge de uma noite muito louca na redação da Gazeta do Povo, o telefone tocou, peguei a calculadora e disse alô – sabendo que era a calculadora.

Carrego milhares de culpas, mas essas pequenas loucuras não me constrangem, só me divertem.

Marisa

2
mar

10 anos de Talk

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A Talk Assessoria de Comunicação está aniversariando no dia 5 de março. São 10 anos de atuação e mais de 80 empresas atendidas. O sucesso dessa trajetória está diretamente ligado aos princípios que norteiam os valores da empresa desde o início. Ética, profissionalismo, criatividade, estratégia, organização e atendimento personalizado são alguns deles.

Nesses 10 anos, a Talk conquistou o mercado. Mais do que isso, conquistou e encantou clientes. Ganhou a confiança da imprensa. Gerou conteúdo relevante para muitas empresas. Foi notícia.

Nossa missão é continuar esse trabalho que foi iniciado pela jornalista Karin Villatore. E é com muito carinho e profissionalismo que estamos trabalhando para que os próximos 10 anos sejam igualmente incríveis.

Beijos,

Aline Cambuy e Marisa Valério

23
fev

Recomeçar é viver

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Acredito que uma das nossas missões nesta vida seja apreender a recomeçar. Eu amo aprender e ter a oportunidade de reaprender me encanta. Vejo como a oportunidade de nos reinventarmos. O exercício de nos conhecermos e nos reconhecermos.

Recomeçar nem sempre é fácil. Às vezes precisamos sair da nossa zona de conforto e procurar novos ares. Mudar de cidade, estado ou país. Em alguns momentos a continuidade da nossa estrada está centenas ou milhares de quilômetros distantes do ponto atual.

O recomeço pode ser encontrar novos significados para ideias e pensamentos. Repensar um momento da vida. Ou vários momentos. Rebobinar a fita para reconhecer novos caminhos. Avançar o filme para iniciar o novo e o desconhecido.

Faço questão de falar para o mundo que a minha felicidade hoje passa exatamente por dar adeus aos velhos hábitos e ideias. Deixar o novo entrar. Abraçar o desconhecido. Reconhecer as limitações.

Mas e você, que tal aproveitar o agora para dar adeus às velhas amarras e ideias que lhe prendem ou, pelo menos, tornam a caminhada muito mais pesada e cansativa? Amar sem julgar. Ouvir sem falar. Ser humano e se entregar. Viver sem pré-conceitos ou preconceitos. Faça isso. O mundo fica mais delicioso assim, confie em mim.

Wellington Johann

17
fev

É Carnaval!

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Adoro, mas já passei da fase de curtir a folia do Carnaval. Tenho preguiça só de pensar naquele monte de gente na praia bebendo capeta. Não estou ficando velha, acho que tudo é uma questão da fase em que vivemos. A minha fase atual inclui filhos, um deles com apenas 3 anos, marido, cachorros, gato e muito trabalho. Acho que por conta disso, valorizo mais ainda meus momentos em casa e os programas diurnos.

Gosto mesmo é do feriado. Estou cheia de planos e um deles inclui passar alguns dias na praia, mas sofro só de pensar no trânsito, na fila da padaria, na disputa por um espaço na areia para fincar o guarda-sol. Quem sabe se conseguirmos ir e voltar em datas alternativas, até me anime mais.

Mas feriado é sempre bom para recarregar as energias e estar perto de pessoas amadas. Se o calor permanecer, será uma ótima oportunidade para aperfeiçoar as pedaladas de bicicleta do caçula, dar banho nos cachorros, tomar sorvete, cortar a grama, ler um bom livro, enfim, possibilidades não faltam.

E para quem vai cair na folia, desejo um excelente Carnaval!

Bjs,
Aline Cambuy

9
fev

Fevereiro, o mês oficial das mudanças

Eu devo ter algo cármico com o mês de fevereiro. Numerologia? Algo com signos? A posição do Sol? Não sei.

Fato é que fevereiro sempre me trouxe muitas mudanças, todas positivas e que me puxaram para a frente. Vejam: há onze anos, saí de uma cidade pequena e vim morar em Curitiba, um adolescente que mais parecia uma barata tonta. Há dois anos, entrei em um avião para uma experiência gratificante de seis meses na Colômbia.

Há um ano, entrei na Talk Comunicação e cresci absurdamente como profissional. E agora, no bendito fevereiro, eu faço minha mudança para o primeiro apartamento. Não há como pensar que tudo isso está acontecendo graças a minha bagagenzinha de vida que eu venho carregando desde sempre.

Não sei o que realmente ocorre com fevereiro, mas sempre que janeiro termina eu fico esperando os bons ventos que sopram notícias empolgantes. Talvez eu pense tanto nisso que faço a rodinha da vida girar para que as mudanças apareçam.

De qualquer forma, cármico ou perfeitamente racional, eu não vejo a hora das próximas aventuras!

Rodrigo