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9
fev

É Carnaval

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Eu gosto do Carnaval. Gosto de ver as pessoas fantasiadas, alegres, cantando e dançando. Gosto da folia, das serpentinas, do glitter na maquiagem e até das tradicionais marchinhas. Mas confesso que esse ano estou com preguiça. Decidi não enfrentar a estrada para o litoral. Só mudaria de ideia se fosse para sambar na Sapucaí, mas não me organizei para isso.

E quem disse que Curitiba não tem Carnaval? Vou pular os desfiles das escolas de samba locais que a prefeitura promove na Marechal Deodoro. Mas no domingo quero levar o caçula para a Zombie Walk, ele nunca participou e está animadíssimo. Também vai ter churrasco na beira da piscina na chácara, passeio de bicicleta, soneca pós-almoço, cineminha, enfim, o negócio é aproveitar o feriado.

Um excelente Carnaval a todos!

Bjs,

Aline Cambuy

19
jan

Eu amo a minha caneta

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Você não leu errado. Eu amo a minha caneta. Sou apegado a ela. Cuido dela como um cão cuida do seu lar. E agora, digitando, eu me dou por conta desse – vamos chamar assim – carinho todo (e entendo o bullying que sofro no trabalho).

Mas não tenho frescura não, viu? Comigo, caneta não tem marca. O meu amor mais recente foi por uma Bic. Essas de bodegueiro, atrás da orelha. Sumiu, coitada. Quer dizer, alguém raptou. Vocês não têm ideia do número de “sequestradores” de canetas espalhados por aí. Hoje ela rabisca outras folhas quaisquer.

Nesse momento estou usando uma caneta que ganhei de um dos clientes que atendo. Adorei  também. Com o tempo, os dedos vão se adaptando. Aí o ame para sempre até que a tinta acabe está confirmado. Essa nova já está mais que adaptada.

O engraçado é entender a origem desse gosto. Eu não consigo remeter ao momento em que começou ou ao motivo. Talvez por ter conquistado a primeira caneta apenas na época em que estava iniciando a 5.ª série, lá pelos meus 12 anos. Quando eu era mais jovem, o colégio proibia o uso de caneta em sala de aula. Velhos tempos.

Enfim, faço aniversário em junho e uma caneta de pena seria um belo presente. Ou apenas uma Bic. Prometo amar e usar até o fim da tinta. Ou até um sequestrador levá-la sem pedir resgate. Essas pessoas que somem com a caneta alheia…

22
dez

2017, que ano!

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Nossa equipe foi fantástica, vestiu a camisa e mostrou que juntos somos mais fortes. Esse é o espírito de trabalho por aqui. Vibramos com as conquistas de cada um e nos apoiamos uns nos outros para superar qualquer dificuldade. Essa sintonia garante um ambiente de trabalho muito bom e resultado com qualidade.

Ampliamos nossos serviços com a implantação do departamento de clipping, que nasceu com uma proposta inovadora e é resultado do empreendedorismo dos nossos colaboradores. Conquistamos novos clientes e mantivemos na casa outros tantos que são nossos parceiros de longa data. Em 2018, a Talk ganha um novo integrante que vem para reforçar ainda mais nosso time de jornalistas.

Agradecemos a confiança de todos os nossos clientes, a parceria dos nossos amigos da imprensa e o apoio de nossas famílias. Vocês tornam possível essa caminhada.

Um Feliz Natal e que 2018 seja incrível para todos vocês!

Beijos,

Aline Cambuy e Marisa Valério

5
dez

Acumular riquezas ou experiências

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Eu considero que faço parte de uma parcela da minha geração que não pode ser denominada. Aprendi datilografia, técnicas comerciais e o básico sobre elétrica e marcenaria no colégio. Fiz provas na escola que eram mimeografadas. Mas ao mesmo tempo peguei o começo da popularização dos celulares e computadores. Tive a oportunidade de ter os dois a partir dos 15 anos. Aqui eu abro uma explicação aos mais jovens: ter um celular e um computador com 15 anos naquela época é a mesma coisa que uma criança de uns sete anos ter um smartphone nos dias de hoje.

E qual a relação de tudo isso com o título?

Também faço parte de uma geração que muitas vezes fica em dúvida sobre acumular riquezas ou experiências. Não estou dizendo que uma exclui a outra. Eu e a minha esposa, por exemplo, buscamos ter segurança e responsabilidade financeira sem abrir mão das experiências. Ambas podem caminhar de mãos dadas.

Mas se tem algo que quero proporcionar aos nossos filhos no futuro – além dos exemplos mínimos como ética, gratidão, caráter, preocupação com o próximo, fazer o bem, buscar ser justo… – é que busquem vivenciar experiências de todas as formas. São elas que contribuem – e muito – para a nossa formação como seres humanos.

Se puder, vá viajar (pode ser qualquer lugar), more fora, faça algum tipo de trabalho voluntário como enviado em algum país pobre, tente uma bolsa para intercâmbio, viva a cidade em que você mora, utilize o transporte público, participe de alguma coisa que tenha o sentido de comunidade, doe-se ou doe algo para quem está precisando e entenda a realidade dessa pessoa, conheça alguns dos seus vizinhos, converse com o motorista no Cabify, Uber ou qualquer um desses meios de transporte da vida moderna. Enfim, se entregue.

Sei que você vai dizer que precisamos de dinheiro para cada uma dessas coisas. Claro que precisamos. Mas a minha experiência diz que muito menos do que imaginamos. A nossa programação cerebral que diz para acumular riquezas pode criar pequenos gatilhos de sabotagem e impor várias coisas que tornem as experiências inviáveis. Dedique-se. Isso também é uma experiência.

Beijo,

Wellington

10
nov

Série é coisa séria

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Quem me conhece bem sabe que um assunto predomina nas minhas conversas: séries. Ou seriados. Ou minisséries. Tem diferença, sabia? Para mim, estas produções já deixaram de ser apenas um passatempo, embora elas sejam, essencialmente, um entretenimento maravilhoso.

Não me entenda mal. As séries não viraram algo pesado e chato para mim, mas depois de anos vendo tanta televisão boa – e ruim também – acompanhar este modelo de narrativa virou um hábito. Eu não assisto porque estou entediado ou porque está todo mundo falando de determinada produção, mas porque já incorporei na minha rotina. É um prazer e um trabalho gratificante.

Para quem não sabe, eu assino uma coluna semanal sobre séries no site A Escotilha, cujo objetivo é oferecer uma visão mais crítica de diversas formas de arte. Também colaboro com o site Minha Série.

As séries acabaram sendo a grande revolução artística dos últimos tempos. Pense bem. Falando apenas de Brasil, se antes os seriados ficavam relegados às madrugadas da Globo ou do SBT ou eram apenas um nicho para quem tinha TV a cabo, hoje as produções viraram objetos de estudo, fora a mudança que houve na televisão mundial. É um crime dizer que a televisão, hoje, é sinônimo de burrice. Existem produções por aí tão incríveis que nem o cinema nem a literatura podem contestar (assista Família Soprano, Six Feet Under, Breaking Bad ou The Handmaid’s Tale).

É claro que isso me tornou um pouquinho chato (só um pouco). Tem gente que acha incrível determinadas séries e eu enxergo um monte de detalhes que não me impressionam, mas não é por arrogância. Eu simplesmente já assisti a coisas demais e li livros demais sobre. Houve uma época em que eu assistia 30 séries ao mesmo tempo e tinha toda a programação do que passava nos EUA. E eu assistia tudo sem me perder. Eu disse que era coisa séria.

Então, se eu disser que 13 Reasons Why me deu vergonha alheia, que Friends envelheceu mal e ficou datado, que a Netflix é ótima, mas anda acabando com o formato seriado e que Game of Thrones nem é tão boa assim, mas supervalorizada, não me leve a mal. Não estou ofendendo ninguém. Não me xingue.

Esse texto é só para falar mais um pouco sobre o assunto que eu mais consumo, leio e escrevo. Quem ainda não gosta é porque não descobriu uma série para chamar de sua. Se quiser algumas dicas, é só falar comigo.

Beijos

Rodrigo, o louco das séries

29
set

Geminiano

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Minha esposa é canceriana e engenheira. Eu sou jornalista e geminiano. Isso não quer dizer nada. Ou pode dizer tudo. Completamo-nos e contribuímos para o crescimento um do outro. Mas, e há sempre um mas, em alguns momentos ela deve me olhar durante a noite e se perguntar: o que passa nessa cabecinha?

Calma. Vou explicar. Antes quero falar sobre o meu signo para buscar a absolvição dos meus atos.

Quem conhece um pouco de astrologia deve saber o perfil básico de um geminiano. Para quem não sabe aqui vai o resumo de um ser nascido entre 21 de maio e 21 de junho.

Se tem algo que o signo de gêmeos presenteia os seus nativos é a característica de mutação. É como se diariamente resolvessem mudar as regras e os costumes. Hoje acordei e resolvi que vou mudar minhas vestimentas. Acho que hoje irei experimentar um penteado, um corte de cabelo novo. Mesmo que tenha cortado apenas dois dedos de ponta seca e ferrada. Mas você mudou. Você mudou sua dieta, você mudou o seu comportamento na escola, no trabalho, no seu prédio. Mesmo que tenha durado só três dias.

Ok. Agora podemos prosseguir sem que as minhas atitudes sejam avaliadas precipitadamente.

Outro dia a minha esposa quis comprar chuchu e esse ser disse que odiava chuchu. Ontem, depois de experimentar um mix de legumes na manteiga simplesmente maravilhoso, quem decidiu que queria comprar chuchu no final de semana? Euzinho.

Outra vez eu comentei que gostava de um estilo mais clean e moderno para o quarto. E ela ama algo mais romântico e florido.  Eis que passo em frente a uma loja e comento que a montagem da vitrine me agradou. Tomei uma fuzilada como poucas.

Mas quero dizer que há duas explicações e uma boa notícia.

A primeira explicação é óbvia. A culpa é do signo. A segunda é que tudo depende do contexto e da situação. Um geminiano leva em conta muitos outros fatores e não apenas um isolado para amar ou deixar de gostar de algo.

A boa notícia é que é possível tornar essas mutações menos frequentes e rompantes. Encontre alguém que, lógico, você ama e ame você, e que possa trazer esse equilíbrio. Ah, e seja capaz de ter paciência para que o cérebro seja parcialmente reprogramado. Sim, apenas parcialmente.

Um geminiano será sempre um geminiano. Mesmo que em part-time. E não considero isso um defeito. Se bem usado, será uma baita qualidade. A mutação significa ter a capacidade de se adaptar nas situações mais complicadas ou quando pressionados em qualquer momento da vida. Somos assim. E somos felizes. Ou tristes. Quem sabe alegres. Cinzas. Ou coloridos. Somos tudo. Ou nada.

Somos muitos em um só. =)

(Uma carta de muito obrigado para a Tutti) <3

22
set

Sentar e conversar

conversarEssa semana eu estava indo para a casa, seguindo meu caminho maroto de sempre, quando recebi a ligação de uma amiga. Ela precisava conversar. Assim, sem planejamento, sem hora marcada, sem cerimônia ou preocupação com o que tinha na geladeira para oferecer para a visita. E assim ela foi lá em casa.

Ficamos sentados na varanda, bebericando e conversando. Falamos da vida, do que tem acontecido, das nossas conquistas, das nossas frustrações, tudo embasado por uma psicologia de araque, mas que funciona muito bem.

Fiquei pensando em como o nosso dia a dia nos engole e nos deixa cansados demais para fazer essas coisas que alimentam nosso coraçãozinho atribulado. Quantas pessoas a gente deixa de ver porque se preocupa demais com o tempo. Quanto tempo perdemos por achar que não há tempo para trivialidades? Ás vezes por causa de uma simples visita você reavalia todo seu modo de viver. Que coisa boa.

Beijos

Rodrigo

24
jul

Aniversários

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Não me lembro de comemorar os aniversários quando criança. Recordo que fui a várias festinhas. Nenhum delas era a minha. Talvez tenha tido uma quando ainda era muito pequeno. Sei que os meus pais não tinham muitas condições, mas não me lembrar delas acaba tendo reflexos.

Tenho muitas dificuldades em celebrar o meu aniversário. Fato. Não sei como agir, o que falar ou fazer. Sério. Cê não tá entendendo a gravidade da situação. Eu quase que paraliso. Viro meio que um bicho do mato como dizem no Rio Grande do Sul. Junta-se a isso o fato de morar longe da família e não curtir ficar ao telefone, e está feito o estrago. Sabe aquele que não sabe o que fazer nos parabéns? Sou eu.

Mas em 2011 a coisa começou a mudar de figura. Minha transformação – ainda lenta e em andamento – iniciou. Encontrei a metade que é exatamente o oposto. A Amanda, minha esposa. Tutti para os mais chegados. Ela é a pessoa que mais ama aniversariar. Verdade. Ela adora planejar o dia, saber aonde vai, o que fazer, esperar as pessoas ligarem e ficar horas conversando no telefone, receber os cumprimentos pessoalmente, responder a quase uma centena de felicitações nas redes sociais e ainda ter pique para bater perna no shopping para trocar o presente que o marido escolheu e não serviu.

Gente, que fôlego!

E como descrevê-la me fez parecer tão rabugento! Preciso rever isso. Parece tão bom celebrar o aniversário e receber o carinho das pessoas… Seis anos foram insuficientes para a metamorfose completa. Espero que as filhas ou filhos venham com essa carga genética da mamãe. Até lá, eu prometo aprender tudo com a mestra dos aniversários.

Beijos,

Wellington

 

14
jul

Férias

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Cabo da Roca, litoral de Portugal, com participação especial do Claudio.

Há quatro anos não tirava férias, dessas de viajar, passear e ao cabo de uma semana conseguir me perder no calendário. Nesse período, desde que recebi o diagnóstico de doença de Alzheimer da minha mãe, as folgas foram concentradas no verão e dedicadas a rumar para Rio Grande, lá nos confins do Rio Grande do Sul, e ficar com ela, liberando meu irmão e as cuidadoras.

Mas chega um tempo em que a doença, embora não retroceda nem nos dê esperanças, também não avança com a mesma velocidade do início. E as abóboras se acomodam na carroça. Nem todas, porque há fontes de tensão extra o tempo todo e muitas delas fogem ao controle da gente. A culpa, essa danada, também não dá muita trégua e a cabeça vive aqui, enquanto o coração bate lá pelos pampas.

Sei que minha mãe sempre vibrou com minhas conquistas. Ainda hoje, mesmo esquecendo pouco depois, tudo que contamos pra ela é recebido com alegria e generosidade. Por isso, é para minha mãe que dedico cada minuto do meu descanso e da minha felicidade. Isso também é fruto dos sacrifícios que ela fez no passado, enquanto a gente crescia e ganhava o mundo.

Beijo, mãe!

 

22
jun

Inspiração

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As pessoas pensam que o simples fato de ser um jornalista é um passe livre de capacidade infinita para a escrita. Escrever não é assim tão simples não. Quer dizer, na maioria das vezes até pode ser. Eu, por exemplo, estou buscando ajuda no Olimpo da inspiração nesse exato momento. O cursor teima em ficar piscando na tela em branco e o bloqueio criativo só cresce. Parece até o trânsito congestionado no fim da tarde. Não há para onde fugir. Quase choro.

Por sinal, mó sacanagem do “bródi” Gates quando criou o Word. Ele deve ter pensado: vou criar um software que azucrine as pessoas quando estas estiverem sem ideias. Amigo, nada mais aterrorizante que abrir o Word e ficar ali, olhando aquela tela branca e o risquinho piscando. Um minuto parece uma hora. E abrimos o Word dezenas de vezes a cada novo dia.

Nessas horas dá vontade de ter um botão vermelho para apertar e pedir socorro para alguém. Manja aqueles que podemos ver em filmes? Poderia ser também uma linha direta com o Batman. Se ele salva Gotham City todos os dias, deve conseguir salvar um pobre aprendiz de escritor com o seu bloqueio criativo. A ajuda nem exigirá tanto. As ideias estão ali borbulhando. Só que, às vezes, acho que preciso de alguém corajoso o suficiente para enfrentar a temida tela branca.

Quem nunca?

Mas estou aprendendo e evoluindo. Converso com o computador, coloco uns fones gigantes para ouvir música e cantarolo, levanto para buscar uma água e jogar conversa fora por alguns minutos, olho pela janela para admirar os prédios ao redor e a vida alheia e vou brincar de organizar dados no Excel. Pois é. Parece que um dos remédios disponíveis foi pensado pelo mesmo gênio que criou o Word. Tenho certeza que o aplicativo de planilhas surgiu em um dia onde a tela branca o julgava com o cursor piscando terminantemente. Só pode.

E hoje deu certo. Depois da suposta falta de inspiração, brotaram, sem esforço, 356 palavras em 33 linhas e distribuídas ao som de mais de dois mil caracteres.

Ufa! Mais um dia salvo na Capibara City.

Beijo

Wellington