14
set

Um novo mundo possível

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O ano é qualquer um do futuro não tão distante. Vá lá. 2050 então. O país é o seu, o meu ou o dele. A realidade é a nossa, dos nossos filhos e – quem sabe – netos. Os personagens podem ser um casal com filhos e um pet. Nas ruas teremos carros sem motoristas. Nas empresas teremos o uso de máquinas que já pensam como os seres humanos. O destino das férias da moda é Marte. Nossas roupas agregam habilidades e nos tornam mais fortes. Smartphones foram trocados por pulseiras. As construções nas cidades serão impressas em 3D. A faxina da sua casa é responsabilidade da Zecton 3010. Inteligência artificial faz parte do cotidiano com as casas inteligentes. Lugares como o Saara abastecem outros países com a sua energia solar. A comunicação por holograma será algo natural. A realidade eliminou os livros que viraram uma peça de museu ou se acumulam nas prateleiras das nostálgicas bibliotecas. Em cada uma delas uma cápsula do tempo contando uma história semelhante a todas as civilizações: o quanto o mundo estava intolerante, racial, homofóbico e desigual entre gêneros, e pessoas tentavam sobreviver com a desigualdade social.

Ainda bem que estamos em 2050 e tudo evoluiu. Inclusive as pessoas. Fica só a vergonha daquele distante 2018. Algo semelhante ao que sentimos hoje com questões como escravidão e ditadura. Nossos filhos e netos serão melhores. Assim esperamos.

Beijinhos,
Wellington

3
set

A beleza da divergência

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Em uma democracia não há nada mais natural do que a diferença, seja ela qual for. E as diferenças de opiniões estão entre aquelas mais importantes para a construção de um país ainda mais inclusivo para todos. Por isso, muito se discute sobre a maneira como as redes sociais selecionam argumentos semelhantes aos seus e sobre como isso pode provocar uma intolerância ainda maior com quem pensa diferente. O clima nas redes pode ser o propagador de um clima de guerra muito prejudicial e que pode ter reflexos em toda a nossa vida.

Mas até que ponto essa intolerância nos afeta? Será que temos espaço para a divergência e o debate entre opiniões em diferentes áreas da nossa vida? Em um texto do LinkedIn, o autor de novelas Walcyr Carrasco fala sobre como a palavra “não” é interpretada de maneira prejudicial por muita gente e sobre como temos medo de utilizá-la para não desagradar as pessoas e não provocar reações intolerantes.

O “não” faz parte da discordância e do debate de ideias, mas é apenas uma pequena parte dessa troca de diferenças, que traz uma contribuição especialmente importante para o mundo corporativo. Afinal, é com o debate e a diferença de ideias entre várias pessoas que será possível construir projetos que agreguem elementos ainda mais criativos e inovadores às ações de uma determinada empresa ou marca. A utilização de ideias que a princípio são conflitantes e totalmente opostas pode colaborar para a elaboração de um projeto muito mais bem alinhado e completo. E isso pode funcionar para as coisas mais simples até as mais complexas.

Por isso, é sempre muito benéfico manter a cabeça aberta, ter humildade e estar aberto ao diálogo. Pensar em como aquele ponto de vista que traz uma bagagem e experiências únicas de vida pode acrescentar à discussão. Afinal, não há uma única verdade absoluta e todos nós sempre vamos ter algo a aprender com as diferenças, não é mesmo?

Renan

17
ago

Retomando bons e velhos hábitos

baby-beautiful-child-1257105Eu amo ler. Assim que aprendi a unir as letras e transformá-las em palavras, desenvolvi o hábito da leitura, muito incentivado pela minha mãe. Quando eu era criança, ia à biblioteca do colégio uma, duas ou até três vezes por dia: emprestava um livro no início da tarde, lia no recreio, devolvia e já partia para o próximo. A bibliotecária, que esperava minhas visitas diárias, já conhecia meus gostos e separava os lançamentos das séries infantis das quais eu tanto gostava.

Fui crescendo e, naturalmente, outros interesses começaram a aparecer. Na medida em que me engajava em outras atividades, diminuía minha frequência na biblioteca. No começo, a bibliotecária perdoava, mas cobrava: “não conseguiu vir ontem, Bia?”. Nos anos que se passaram, ela foi deixando de me chamar pelo nome e, para o meu espanto, não consegui lembrar o dela para colocar neste texto.

No ensino médio, só fui à biblioteca quando era obrigada: para pegar livros de matérias que eu não gostava, como física ou química, ou para fazer alguma atividade determinada pelos professores. Eu continuava lendo, mas só por obrigação. Chegava a achar torturante ler alguns livros que iriam cair no vestibular.

Quando chegou a hora de decidir o curso que faria na universidade, pensei por um tempo e, entre jornalismo, publicidade e direito, fiquei com a primeira opção. “Você gosta de ler? Tem que gostar muito para ser um bom profissional nessa área”, começaram a me dizer. As lembranças da infância me faziam falar que sim, mas, no fundo, eu sabia que não podia afirmar isso naquele momento.

Virei universitária e, de fato, eu precisei ler muito e, de novo, como uma obrigação. Artigos intermináveis, livros-reportagem antiquíssimos e os jornais da cidade, afinal, com frequência um professor perguntava quais eram as manchetes do dia – e ai de quem não soubesse. Quatro anos se passaram e eu não li um livro sequer, que não fosse relacionado ao meu curso. Jurei que quando passasse o TCC, iria recuperar o tempo perdido e ler, pelo menos, um livro por mês.

Apesar da promessa que fiz a mim mesma, só estou começando a cumpri-la agora, com quase dois anos de formada (!). Ganhei no Natal passado um box com os livros originais da saga Harry Potter e decidi começar com eles o resgate da minha essência leitora. Em meio à falta de tempo, estou caminhando lentamente nesse processo. Demorou, mas parece que agora consegui retomar esse bom e velho hábito e parece que não vou mais desistir dele – a não ser que eu resolva fazer outra graduação (risos).

Bia.

13
ago

Uma nova paixão

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Sempre gostei de cerveja, mas a pilsen mesmo. A mais fraquinha, para ser tomada no verão acompanhada do tradicional churrasco de final de semana. Nos dias frios, minha preferência é o vinho. Aí gosto mesmo é do tinto seco, bem encorpado, para ser degustado sem pressa, enquanto bato um bom papo com as amigas ou faço alguma experiência na cozinha.

Por falar em cozinha, ela não é o meu forte. Sou um tanto limitada nessa arte de cozinhar e acabo fazendo sempre os mesmos pratos. Mas sou uma boa companhia para quem vai cozinhar. Gosto de ajudar separando os ingredientes, preparando a salada, fazendo a sobremesa e, principalmente, lavando a louça. Meu marido adora cozinhar e compartilhamos esse momento quando a rotina nos permite. Nos finais de semana, enquanto ele cozinha, eu bebo vinho, converso e faço o papel de auxiliar de chef.

Agora ele anda se aventurando em uns pratos mais elaborados, resultado do curso de chef de cuisine que está fazendo na Espaço Gourmet. Quando tem mais tempo, se dedica a cozinhar e faz disso um programa. Começou inclusive a comprar cerveja artesanal para degustar enquanto cozinha. Com isso, passei a acompanhá-lo e a experimentar cervejas muito saborosas. Resultado, meus vinhos estão indo para a panela.

O consumo e a produção de cerveja artesanal cresceram bastante no Brasil nos últimos anos. Essa semana li uma matéria no Bem Paraná que dizia que o país já tem mais de 1,5 mil rótulos e mais de 300 cervejarias. O Paraná se destaca e concentra mais de 60 cervejarias e uma produção estimada em 6 milhões de litros por ano. Além disso, a qualidade das cervejas produzidas no estado já conquistou mais de 240 prêmios nacionais e internacionais, colocarando a cidade de Curitiba na rota dos profissionais e apreciadores da bebida, cidade hoje considerada a Capital Nacional da Cerveja Artesanal.

Ano passado, a Prefeitura de Pinhais lançou a Rota da Cerveja. A cidade da região metropolitana produz uma grande variedade de tipos de cervejas. Algumas delas são exportadas para países como Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, entre outros. Eu e o Andrei começamos a fazer essa rota. Fomos a duas cervejarias, a Way Beer e a Bastards Brewery. Ambas com ótimas cervejas e bom espaço para eventos.

Para quem ainda não experimentou, eu recomendo, especialmente a produção local.

Bjs,
Aline Cambuy

6
ago

Vencendo os pré-conceitos

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Tem vezes que eu gostaria de ter o desapego de conceitos de uma criança. De recuperar aquela capacidade de experimentar e tentar tudo – comum em todos nós quando ainda pequenos. Sem ideias ou opiniões pré-formadas.

Digo isso porque há poucos dias tive uma das melhores sensações da minha vida. Mas apenas por ter conseguido a libertação de algumas ideias.

Antes de continuar quero dizer que quase todos temos ideias e opiniões sobre tudo. Até sobre aquilo que ainda não conhecemos ou experimentamos. Especialmente os jornalistas. Posto isso posso continuar com a certeza de que não serei julgado.

Amo viajar. Quem não ama, não é? E depois de 15 meses de Talk tive as minhas primeiras férias (desconsiderando o final do ano que sempre viajamos para o Rio Grande do Sul). Optei por tirar com 15 meses para encaixar com o período de descanso da Amanda. Quando tive o ok que seria possível, começamos a planejá-las. Isso foi lá por setembro do ano passado. Decidimos viajar. Afinal, o amor por conhecer novos lugares é algo que – entre tantas coisas – eu e a Amanda temos em comum.

Havíamos decidido economizar para viajarmos para fora do país. Eu queria Portugal. Ela, Estados Unidos. Eu queria Porto e ela, Nova York. Eu estava optando pelo conhecido e seguro. Ela, pelo novo e desafiador.

Eis que começava a minha saga pessoal. Eu também queria Nova York. Abracei como um sonho nosso. Mas e superar as ideias e opiniões já formadas sobre o destino? A comunicação em inglês talvez fosse o menor dos meus medos. E se alguém resolvesse mostrar para o Trump que para tudo há consequência? E se eu ficasse incomodado com tanta gente e movimento? E se eu não conseguisse aproveitar por causa do calor de mais de 40 Cº da cidade? E se eu me sentisse incomodado com o voo de nove horas, já que voar me deixa bem nervoso? Era muito “se” com coisas que eu havia lido na internet ou acompanhado na TV.

Aí depois de muita paciência dela – e conversas – transformei todas essas perguntas – com respostas dos outros – em uma única questão: e se eu amar?

E eu amei. Quais as novas respostas para aquelas mesmas perguntas?

Nova York é muito mais segura que qualquer cidade que já conheci (pelo menos para turistas). Distanciar-se da Times Square é a oportunidade de viver a cidade como um local. Então já não é tanta gente assim. O calor é suportável pelo tanto de prédios e árvores que ajudam com sombra. Superar as questões com o voo fica mais fácil quando se tem uma super companheira do lado que encontra maneiras para acalmar e entreter a pessoa.

Descobri uma cidade que tem tudo a ver comigo e com a Amanda. Um lugar que passa a sensação de liberdade, mobilidade, segurança, modernidade e a intensidade de tudo isso sendo vivido por pessoas de todos os cantos do mundo. Nunca vi tantos imigrantes de diferentes lugares em um só. Nunca vi uma cidade com tanta energia. Tanta vida. Tanto tudo. Voltamos renovados. Algo inexplicável.

Mas daí alguns podem dizer que isso era óbvio. Será? Será que você aí não tem nenhuma ideia pré-formada ou medo que possa estar barrando uma experiência incrível?

Liberte-se. Experimente. Curta. Viva.

Beijinhos,

Wellington

30
jul

Facebook irá mostrar quanto tempo o usuário gasta na rede social

NovisUma nova ferramenta, que já está sendo desenvolvida pelo Facebook, irá mostrar o tempo gasto pelo usuário na rede social nos últimos sete dias. O recurso, que recebeu o nome de “Your Time On Facebook” (Seu Tempo no Facebook) permitirá que o usuário estipule um limite de uso diário, recebendo um aviso sempre que ultrapassá-lo.

O Facebook afirmou em nota que sempre busca “novas formas para ajudar a garantir que o tempo das pessoas no Facebook seja um tempo bem gasto”. Antes da rede de Mark Zuckerberg, outros – como Apple, Youtube e Instagram – já haviam anunciado a iniciativa, motivados pela campanha “Time Well Spent” (Tempo Bem Gasto), iniciada pelo engenheiro Tristan Harris, ex-funcionário da Google.

Harris defende o bem-estar digital e alerta para os formatos de aplicativos e sites criados pelas empresas de tecnologia, que viciam os usuários em seus serviços para que passem mais tempo nas plataformas.

27
jul

Gastar com viagens nunca será um desperdício

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Toda vez que você viaja sempre há aquela preocupação com os gastos. Quanto será investido em passagens, acomodação, alimentação, transporte, passeios, presentes, entre muitos outros. E ao final da viagem você para e percebe que o montante gasto foi considerável. Pode até bater aquele pensamento: “eu não deveria ter gasto tudo isso”. Mas a verdade é que vale a pena sim por um simples fator: os ganhos com essa viagem são infinitamente maiores.

Você pode ir para um estado vizinho, para outro país próximo ou mesmo do outro lado do mundo. Mas todo novo lugar vai te proporcionar uma experiência única. Algo que você não esperava encontrar ou que você aprendeu sobre um determinado povo. Conhecemos culturas, costumes, hábitos e maneiras de enxergar o mundo totalmente diferentes. Isso faz com que a sua maneira de enxergar o mundo também seja completamente modificada. Quando você fica aberto a conhecer o novo, de fato os horizontes se ampliam e qualquer pessoa pode ser modificada.

O blog de viagens Esse Mundo É Nosso fez há algum tempo um texto excelente sobre a importância das viagens que você fez. Nele, a lição mais importante que o autor nos dá é que todos os nossos bens materiais podem se perder algum dia, mas o que sempre vai restar são as experiências de vida que você conquistou e que ninguém nunca vai tirá-las de você. E as viagens estão entre as experiências mais enriquecedoras para quem quer que seja.

É claro que existem muitas prioridades e necessidades na vida. Mas com um pouco de planejamento e organização é possível economizar uma quantia e ir para um lugar diferente para viver uma nova experiência. Tenho certeza que o dinheiro não terá sido gasto em vão.

Renan Araújo.

13
jul

Mas… Você é gamer?

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Neste ano, a 5ª Pesquisa Game Brasil, que vem acompanhando o desenvolvimento dos jogos digitais no país, revelou que mulheres são maioria nesse universo tradicionalmente masculino: quase 60% dos gamers brasileiros são do sexo feminino.

Outro dado que costuma acompanhar materiais sobre esse assunto é o de assédio – diferentes pesquisas, de diferentes localidades, apontam que entre 60% e 100% das mulheres que jogam online já sofreram algum tipo de assédio. Mas, hoje, o foco deste texto não é esse!

A cada dia que passa, estamos mais presentes no mundo dos games e com menos vergonha ou receio de admitir nosso amor (ou vício) por esses momentos maravilhosos de descontração em frente a um computador ou outro console qualquer. As amigas que não jogam já não nos olham de maneira esquisita e os homens estão cada vez menos impressionados, deixando de nos questionar: “mas VOCÊ joga mesmo?”.

O fato de sermos 60% no Brasil não tem muita relevância. Ao contrário do que muitos pensam, não estamos travando uma batalha contra os homens. O que esse número diz, na verdade, é que não temos mais medo de sermos exatamente como somos e, muito menos, de exteriorizar isso.

É libertador poder admitir e sentir certo orgulho ao dizer que somente de The Sims 4 tenho mais de 1.050 horas jogadas, algumas centenas de Counter Strike e outras dezenas de Fortnite – ainda sou noob. Isso sem contar com os mais antigos, como StarCraft, Worms ou as diversas versões de Crash Bandicoot, Mortal Kombat, Need For Speed, Tekken e outros mais.

Então, meninas, parabéns para nós! Essa é só mais uma de nossas pequenas vitórias. Ainda teremos muitos rounds e chefões para passar antes de zerar esse jogo!

Obs.: até o fim do dia alguns desses números poderão estar desatualizados.

Bia.

29
jun

As leituras do mês #3

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Vamos lá! Seguindo a tradição aqui no Blog da Talk, chegou a hora de falar sobre minhas leituras do mês de maio e junho. Está querendo ler um livro e não sabe qual? Então vem me ler. As outras listas e dicas estão neste link aqui: https://goo.gl/xrikVB

Menina Má
William March

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Provavelmente nos anos 1950 o livro chocou muita gente. Uma criança psicopata? Hoje em dia já temos materiais até melhores. Mesmo assim, a escrita de March é bem assustadora, os personagens são todos estranhos e infantis de uma maneira incômoda. O problema é que a tradução da DarkSide está bem ruim e há muitos erros ortográficos que irritam um bocado e minha experiência com a história foi frustrante. Talvez a versão original seja melhor. Não há uma página sequer que não tenha alguma falha. Pena.

Desonra
J.M. Coetze

Extremamente forte e desconfortável, Desonra vai te dar vontade de ler uma historinha de ninar depois de terminar o livro, tudo porque você ficará perturbado da cabeça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy. No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid.

Um de Nós Está Mentindo
Karen M. McManus

Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. O começo é mais divertido do que o meio e o fim. É um entretenimento ok, mas bem esquecível. Tem umas questões interessantes, como relacionamento abusivo na adolescência e a interação entre os personagens, mas chega uma hora que a história gira, gira e não sai do lugar. Os motivos da morte do garoto são bastante problemáticos e perigosos, tanto do ponto narrativo quanto ético, já que é um livro direcionado ao público jovem.

À Noite Andamos em Círculo
Daniel Alarcón

A história é ótima e Daniel Alarcón escreve belissimamente, mas o livro não me tocou. Achei que, literalmente, ele começa a andar em círculos em determinado ponto. A vida de Nelson não está tomando o rumo que ele queria. Sua ex-namorada está morando com outro; seu irmão mais velho emigrou para os Estados Unidos e não cumpriu a promessa de levá-lo junto; e ele próprio tem de viver ao lado da mãe viúva, tentando estabelecer uma carreira de ator e dramaturgo que não decola, num país latino-americano recém-saído da guerra civil.

Harry Potter and the Philosopher’s Stone
J.K. Rowling

Bem, o que é que eu vou dizer? Eu já li esse livro umas cinco vezes e devo ler muito mais ao longo da vida, mas agora decidi reler a série toda em inglês. Eu fico emocionado, de verdade, real, com o que a Rowling fez. Eu vou ser bem cafona aqui, mas ela consegue sempre me levar de volta para um mundo que, aos 12 anos de idade, meio que me salvou e continua salvando. É impressionante o universo construído por ela e é impressionante ver como ela criou uma história tão linda que acompanha a gente por anos. Toda criança, adolescente e adulto deveria ter algum contato com a série Harry Potter.

22
jun

A Copa é de todos nós

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Quatro anos se passaram e eis que estamos novamente vivendo mais uma Copa do Mundo. Aquele momento tão esperado e que reúne os brasileiros em torno de um sentimento comum e até mesmo em torno de um patriotismo que em dias normais praticamente não existe.

Os fãs de futebol acabam completamente envolvidos pelo torneio. Até mesmo os momentos prévios aos jogos e partidas de outras seleções acabam virando o centro da atenção. Durante todo esse mês, o mundo respira futebol e os olhos (e pensamentos) estão voltados para apenas um lugar. Não teria como ser diferente.

Até mesmo aqueles que não gostam de futebol acabam envolvidos de alguma maneira por esse clima contagiante. Até porque os jogos, especialmente os do Brasil, viram motivo para algum tipo de celebração, confraternização, encontro entre amigos ou mesmo um período para que a pessoa possa simplesmente descansar.

Sentir que há algo diferente no ar é inevitável. Por isso, o negócio é aproveitar essas semanas de descontração e aproveitar a melhor parte disso. Afinal, outro momento especial como esse vai levar outros quatro anos para acontecer novamente.

Renan