19
jan

Desapegando

desapego

Desapego será uma das minhas diretrizes em 2017. Comecei o ano fazendo uma grande limpa na casa. Lá se foram roupas, sapatos, móveis e diversos objetos que ocupam espaço e não são úteis na minha vida. Há algum tempo já faço isso, mas agora estou ainda mais desapegada. Minhas necessidades mudaram muito nos últimos anos, deve ser a idade. Já entendi que a felicidade pode ser muito mais simples.

Mas essa limpeza toda é apenas simbólica, o principal desapego vai muito além dos objetos. Resolvi desapegar de pessoas, de lugares, de situações, etc. Todo mundo deveria experimentar essa sensação, é boa demais! Não estou falando em excluir todos os vínculos que temos, mas sim de escolher os que queremos.

Experimente!

Bjs,

Aline

12
jan

Nós precisamos reclamar do calor novamente

Nós-precisamos-reclamar-do-calor-novamente

Estou repetitivo, mas é que está ficando insustentável. Que calor é esse? Uma das minhas resoluções de 2017 é reclamar bem menos, mas é difícil quando você chega nos lugares com a sensação de que vai desmaiar a qualquer momento! Pior é a sensação de achar que você deve botar uma roupa fresca e correr à praia, mas aí você lembra que a praia está longe e que não exatamente a gente quer correr na areia, apenas fugir do calor.

Nesta semana Curitiba chegou aos 31 graus, algo recorrente nos últimos anos, mas isso não nos impede de reclamar. Acho que reclamar do calor está liberado. Hoje está mais fresquinho, mas vamos reclamar da possível volta do abafamento coletivo. Sorte de quem tem aparelho de ar-condicionado e consegue condicionar uma alegria quando pisa na sala de casa.

E você sabe que quando o inverno chegar nós vamos reclamar do frio absurdo, né? Da temperatura baixa demais, de que não temos roupas, de que a cidade não está preparada e várias outras reclamações. Eu já me acostumei. Melhor botar pra fora mesmo.

Então vamos seguindo reclamando do calor e de gente que reclama do calor e de gente que reclama porque reclamam demais de gente que reclama. É tanta reclamação que me dá calor.

Rodrigo

6
jan

Debruçada na janela

namoradeira3

Acho que finalmente alcancei aquela idade em que mais se vive o tempo presente. O futuro não tem mais do que uns 12 meses, o suficiente para planejar uma viagem, começar a pagar as despesas, e finalmente ir e voltar, para começar tudo de novo em torno de outro destino.

Não tenho mais tempo para projetos de longo prazo. A casa que comprei é a que terei. Os filhos que tivemos são nosso legado para a espécie.

Há quem, nessa fase, escreva livros, salte de para-quedas, estude arte e aprenda a comprar vinhos.

Para a jovem que fui, o futuro não chegava nunca. Lembro da sensação de querer tudo agora e para ontem, e de só conseguir fracionar sonhos e desejos.

Para a velhinha que, espero, serei, talvez o presente vire abstração. Vejo os velhos com quem convivo presos a um passado que não está em lugar algum, órfãos de dias melhores que não virão mais.

O presente é uma janela que um pé de vento pode fechar a qualquer momento. Vou me debruçando nela enquanto posso. Aprecio a vista e a brisa, mexo com os vizinhos, especulo sobre as nuvens e elas me contam histórias de agora.

Marisa Valério

15
dez

E esse frio fora de época?

E-esse-frio-fora-de-época

Ninguém está entendendo nada. Já é dezembro, tempo de fazer aquela matrícula na academia, botar em prática o projeto verão, curtir o sol, ir à praia… mas estamos vestindo lã e couro.

Que 2016 foi um ano esquisito, todo mundo deve concordar, e que o clima de Curitiba é temperamental, todo mundo sabe. Mas esse ano o negócio parece ainda mais estranho. Tivemos poucos dias ensolarados, muitos dias cinzas e frios e agora, no final do ano, parece que poderemos presentear as pessoas com blusas e cachecóis. Afinal, hoje é dia 15 de dezembro e está 16 graus! Seria legal se nevasse.

Para quem gosta de calor ou para quem só quer passar uns dias salgando o corpinho na praia, resta esperar que a primavera/verão chegue logo por essas bandas e a gente possa usar nossas camisetas e fazer um happy hour caloroso os amigos.

Beijos

Rodrigo

9
dez

Chelsea Handler, o programa que você precisa assistir

chelsea-foto

Eu desenvolvi um novo vício recentemente: Chelsea Handler.

Chelsea é simplesmente uma das melhores coisas que a televisão já apresentou.   Comecei a assistir o seu programa no canal E! da tv a cabo há uns três anos, mas em 2016 ela estreou um talk show na Netflix. O programa, que se chama “Chelsea Handler”, é exibido todas as quartas, quintas e sextas-feiras, em horário “mundial”. Ou seja, vai ao ar no mesmo horário em todos os locais do mundo, mas, logicamente, fica à disposição para ser visto quantas vezes quisermos na Netflix.

Ela tem 41 anos, é americana, apresentadora, humorista, pisciana e com posições sobre a vida que me enchem de orgulho.  É uma democrata fervorosa, que dedicou os últimos meses a fazer do seu programa uma plataforma pró-Hillary Clinton. Defende o direito das mulheres não terem filhos (com vários quadros engraçadíssimos sobre as maravilhas de não ser mãe) e faz um humor autocrítico muito interessante também, sem vergonha alguma se expor.

Os convidados são um caso à parte. Stella Mccartney (estilista vegana super em voga e filha de ninguém menos que o beatle Paul Mccartney), Gael Garcia Bernal, Arianna Huffington (criadora do Huffington Post), Gwen Stefani (da banda No Doubt), Jon Favreau (redator dos discursos do presidente Barack Obama), entre muitas outras personalidades mundiais que fogem das figurinhas carimbadas dos talk shows tradicionais. Até o ator Wagner Moura passou por lá para falar sobre sua carreira e ainda explicar para Chelsea um pouco do cenário político brasileiro.

E tem mais: Chelsea tem dois cachorros, e um deles, o Chunk, está em todos os programas e desfila pelo palco livremente, sentando entre os convidados.  Os looks que usa no programa são um ponto forte também, sempre misturando hi-lo, e outros tantos usando marcas que têm alguma posição política ou viés sustentável. Como não amar? Aproveite esta sexta para assistir, o programa dura meia-hora.

Beijos, Emilia.

25
nov

Espírito colaborativo

DSC3527Em 90% dos currículos que vejo por aí consta “facilidade para trabalhar em equipe”. Mas será que os profissionais sabem o que isso significa na prática?

Aqui na Talk nós sabemos! E, nesta semana pudemos exercitar mais intensamente o nosso espírito colaborativo. Responsáveis pela comunicação do ID Fashion 2016, trabalhamos intensamente na cobertura do evento. Cada um tinha uma pauta e fizemos uma divisão de trabalho, que incluiu textos, entrevistas, edição, atendimento à imprensa, gerenciamento das mídias sociais, coordenação de equipe de fotografia, entre outras atividades.

Foi muito trabalho! Mas o melhor de tudo é ver que a tal divisão não é limitadora, pois é nessas horas que precisamos ter um olhar panorâmico das coisas. Perceber o que acontece ao nosso redor e como podemos ajudar e resolver. E assim o resultado é garantido.

Manter o bom humor e a boa vontade é fundamental. Mesmo com muita correria, demos boas risadas e aprendemos uns com os outros. Esse é o verdadeiro espírito colaborativo.

Bjs,
Aline Cambuy

 

17
nov

Louco pela monarquia

crown

Eu estou assistindo à The Crown, nova série da Netflix sobre o início do reinado da Rainha Elizabeth II.  Além de apresentar a trajetória da monarca britânica, a série também mostra um império em declínio, as transformações políticas e sociais que ocorreram no mundo, com o surgimento de uma nova era.

A série é tão, tão boa, que eu estou obcecado pela obsoleta monarquia britânica. Como a história não se preocupa em explicar as truncadas funções oficiais e o complexo sistema político, tudo fica mais instigante e, se você não está familiarizado, é necessário um pouco mais de pesquisa para compreender o que acontece.

De repente, estou procurando livros sobre monarquia, pesquisando a vida da Sua Majestade, da irmã, da mãe, do tio e até dos cachorros. Tudo é encantador, ainda que cafona ao máximo. E, como se não bastasse, a série ainda entra no misterioso e recatado bastidor da família real e, embora tudo seja extremamente luxuoso demais para nós de sangue vermelho, a gente fica encantado com os termos usados, os gestos, as roupas, os castelos e com aquela coroa horrorosa, mas fascinante.

Não me deixem sozinho nessa! Comecem a assistir e vamos conversar sobre a nossa amiga Rainha Beth II, herdeira aparente do Príncipe de Gales, rainha das rainhas, poderosíssima!

Um beijo real

Rodrigo

 

10
nov

Um caso de amor com as suculentas

suculenta

Eu sempre achei bonitas aquelas casas de revista de decoração, repletas de plantas e jardins muito bem cuidados e lindos em qualquer época do ano. Achava que quando tivesse a minha casa, replicaria todas essas imagens e teria várias plantas bem verdinhas embelezando a vida.

Doce ilusão. Comecei a comprar várias plantinhas e elas morriam sem eu nem saber o porquê. Eu cuidava, molhava, deixava no sol, colocava na sombra, e nada. Elas nunca sobreviviam. Já estava quase desistindo quando, enfim, descobri as incríveis suculentas.

Elas são incríveis por um motivo claro: sobrevivem a tudo. Tudo. Podem ficar até 15 dias sem água – os cactos aguentam até mais que isso -, gostam de sol, de sombra e crescem igual a capim em beira de estrada.

Entre as maravilhas das suculentas, uma é exatamente a capacidade de multiplicação. É possível fazer muda e o processo é facílimo. Basta pegar uma folha, colocar na terra sem enterrar, ficar duas semanas sem regar e embaixo de muito sol. O resultado? A folha brota e uma suculenta muito fofa começa a nascer.

Hoje eu tenho diversas suculentas, de tamanhos diferentes, uma mais linda que a outra. Virou meio que um vício, adoro ver as mudinhas crescendo e sempre estou comprando uma espécie diferente.

Para quem tem gatos em casa elas são perfeitas, pois os felinos não mordem as folhas. Ah, e o preço é outro ponto positivo, elas custam em torno de R$ 5.

Maria Emilia

4
nov

Sem beijos nem abraços

8nHOMjDa0G4

Dia desses minha amiga Suzana Camargo, que mora em Londres, sucumbiu ao sangue latino, abraçou e beijou com entusiasmo uma semidesconhecida, que quase entrou em choque com tanto contato físico.

Lembrei da reação de uma moça em Gotemburgo, na Suécia, quando fui na direção dela, tomei-lhe em abraço e distribuí uns dois ou três beijos, a título de cumprimento. Ela se empertigou e ficou embaraçadíssima, enquanto eu custava a decifrar aquele estranhamento. Com um detalhe, tratava-se de uma curitibana morando há alguns poucos anos naquelas paragens geladas.

Lembrei também de ter lido em algum lugar que uma das maiores perdas sofridas pelos velhos é o toque, o afago. A medida que se envelhece, escasseiam os carinhos físicos. E há quem passe anos sem tocar em ninguém ou ser tocado. Essa informação me deixou tão chocada que não posso ver um velhinho sem ir logo me chegando e me oferecendo em chamegos.

Nos últimos dias, meu lado beijoqueiro e abraçadeiro anda contido por causa de uma conjuntivite. Quando avisto alguém já vou avisando que é melhor não se aproximar muito. As pessoas concordam com as minhas cautelas, mas ficam chateadas, sem saber onde por as mãos, visto que não podem pô-las em mim…

E percebo como no Brasil é tão constrangedor recusar o cumprimento esparramado quanto beijar alguém quase à força em Londres.

Beijos virtuais pra vocês!

Marisa

27
out

Uma horta orgânica em minha rua

 

20161023_161839

No último final de semana resolvi levar o Dudu e a prima Lara para tomarem um sorvete. Minha mãe estava comigo. Passamos por uma rua em que nunca havíamos passado. Gosto de fazer isso, pegar caminhos diferentes dos habituais. No meio da quadra um terreno com uma cerca de madeira bem colorida.

Não resisti e voltei para vermos o que havia ali. A placa principal dizia: Projeto “Uma horta orgânica em minha rua”. Na cerca um convite: Venha conosco plantar sementes de amor, abóbora, amizade, alecrim, cooperação, couve, confiança, gengibre, generosidade.

Descemos do carro e um senhor nos convidou para entrar. Era Frota – um dos idealizadores do projeto. As crianças correram para a goiabeira com os balanços pendurados. Nós ficamos ali admirando tudo aquilo. Frota nos deu uma aula sobre o manejo do solo, a produção orgânica e o reaproveitamento da água da chuva. Mostrou para as crianças que retira as larvas de joaninha da goiabeira para colocá-las nas couves, pois elas comem todos os pulgões.

Passamos a tarde toda lá. Saímos admiradas com a iniciativa. Frota nos contou que o objetivo é ensinar as crianças e a comunidade. Ele quer multiplicar esse projeto para outras ruas, que tenham terrenos baldios como era esse e pessoas com vontade de cuidar de uma horta orgânica comunitária e ainda disseminar conhecimento. Sensacional! Por mais iniciativas como essa.

O projeto tem um blog, veja lá http://umahortaorganicanaminharua.blogspot.com.br/

Bjs,

Aline Cambuy